Incumprimento de acordo após cruzamento não autorizado da cadela sob responsabilidade da empresa
Guardas do Berço
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OutroReclamação
R. R.
Para: Guardas do Berço
GRAVE QUEBRA DE CONFIANÇA E INCUMPRIMENTO DO COMPROMISSO ASSUMIDO Comprei a minha cadela, Aisha, na Guardas do Berço e, devido à relação de confiança que existia, aceitei a proposta da responsável para que ela ficasse aos seus cuidados durante uma viagem minha ao Brasil. Antes de aceitar essa proposta, perguntei quanto teria de pagar pelos dias em que a Aisha ficaria no local. Foi-me respondido que não seria necessário pagar qualquer valor. Portanto, aceitei pela relação de confiança existente e não por procurar uma hospedagem gratuita. Na altura, a Aisha tinha cerca de 10 meses. Enquanto se encontrava aos cuidados da Guardas do Berço, ocorreu um cruzamento com um dos cães existentes no local, sem qualquer conhecimento ou autorização da nossa parte. Depois de sermos informados do sucedido, foram-nos apresentadas pela própria Guardas do Berço duas opções, situação que está documentada em áudio. A primeira opção proposta era proceder à esterilização da Aisha, ficando os respetivos custos a cargo da responsável. A segunda opção, igualmente proposta pela Guardas do Berço, era permitir que a gestação prosseguisse. Nesse caso, a responsável afirmou que guardaria e cuidaria dos filhotes, trataria posteriormente das vendas e nos entregaria o dinheiro obtido com essas vendas. Optámos por permitir que a gestação prosseguisse principalmente por preocupação com a saúde e o bem-estar da Aisha, e não pelo eventual dinheiro resultante da venda dos filhotes. Posteriormente, por decisão exclusivamente nossa e sem que isso fizesse parte da proposta inicial da Guardas do Berço, decidimos voluntariamente que um dos filhotes ficaria para a responsável, como forma de reconhecer o trabalho e os cuidados que teria com a ninhada. Esta decisão partiu unicamente de nós. Não era uma condição do acordo inicial, não foi uma exigência da responsável e não fazia parte das duas opções que nos tinham sido apresentadas após o cruzamento. Nasceram seis filhotes vivos. Infelizmente, três acabaram por falecer, restando três filhotes sobreviventes. Dos três sobreviventes, um foi vendido pela responsável e o respetivo valor foi-nos entregue. Quanto aos dois filhotes que ainda permaneciam no local — uma fêmea e um macho — foi posteriormente que surgiu o problema que está na origem desta reclamação. A responsável enviou-me uma mensagem informando que estava a preparar-se para entregar a fêmea ao respetivo comprador, que ainda não tinha recebido o dinheiro dessa entrega e que o pequeno macho continuava sem ser vendido. Na mesma mensagem, afirmou que tinha feito tudo o que estava ao seu alcance relativamente ao macho, que tinha falado com muitas pessoas, respondido a dezenas de mensagens e que, apesar disso, não tinha conseguido encontrar comprador. Foi então que me comunicou que, se quiséssemos, poderíamos ir buscar o macho e ficar nós próprios responsáveis por vendê-lo. Na mesma comunicação, declarou ainda que ficaria com o valor da fêmea que estava a entregar e que o macho ficaria connosco para o vendermos quando entendêssemos. Foi precisamente nesse momento que manifestei a minha discordância. A posição apresentada naquele momento não correspondia ao compromisso que nos tinha sido apresentado pela própria Guardas do Berço após o cruzamento da Aisha. Na opção de prosseguir com a gestação, a responsável tinha afirmado em áudio que guardaria os filhotes, cuidaria deles, trataria das respetivas vendas e nos entregaria o dinheiro. Por essa razão, não concordei que posteriormente a solução passasse a ser a responsável ficar com o valor da fêmea e nós termos de nos deslocar ao local para recolher o macho que ela não tinha conseguido vender e passar a assumir pessoalmente a responsabilidade pela sua venda. Respondi à responsável deixando claro que esperava o cumprimento daquilo que tinha sido combinado e que não aceitava essa alteração posterior. A responsável manteve a sua posição e respondeu que o cachorro continuava à nossa disposição para o irmos buscar e vender, ficando nós com a totalidade do valor que conseguíssemos obter. É precisamente este o ponto central desta reclamação. Não estou a questionar que o cruzamento possa ter ocorrido de forma acidental. O facto é que aconteceu enquanto a Aisha estava aos cuidados da Guardas do Berço e sem qualquer autorização da nossa parte. Após esse acontecimento, foi a própria Guardas do Berço que apresentou as duas soluções. Na solução de continuação da gestação, assumiu que guardaria e cuidaria dos filhotes, trataria das vendas e nos entregaria os respetivos valores. Posteriormente, depois de não conseguir vender o macho, passou a dizer-nos que deveríamos ir buscá-lo e vendê-lo nós próprios. É esse incumprimento do compromisso assumido que pretendo ver resolvido. Toda esta sequência encontra-se documentada através das mensagens de WhatsApp e do áudio original que mantenho preservados. Pretendo o cumprimento do compromisso assumido pela Guardas do Berço e o pagamento dos €1.500 que considero devidos relativamente ao filhote cuja venda ficou por resolver, em vez de me ser transferida a responsabilidade de recolher o animal e vendê-lo pessoalmente. Caso esse valor seja integralmente pago, considerarei a situação resolvida.
Mensagens (3)
Guardas do Berço
Para: R. R.
REF_ID Exmo. Sr. Ricardo, Após ler a sua reclamação, considero necessário esclarecer objetivamente o ponto que está na origem desta divergência. Dos três cachorros sobreviventes, ficou acordado entre nós que um cachorro seria voluntariamente cedido a mim e que os outros dois seriam vossos. Dos dois cachorros que vos pertenciam, um foi efetivamente vendido por mim e o respetivo valor foi-vos transferido. Existem comprovativos dessa transferência e das nossas conversas. O segundo cachorro que vos pertence não foi vendido e continua atualmente em minha casa, aos meus cuidados. Não recebi, portanto, qualquer valor de 1.500 € relativo a esse cachorro. O valor da fêmea que referem na reclamação corresponde ao cachorro que me foi cedido por vocês. Não se tratou, portanto, de uma decisão posterior minha de ficar com o valor de um cachorro que vos pertencia. Importa ainda recordar que, quando vieram visitar a ninhada, chegaram a manifestar vontade de ficar com o cachorro que continua atualmente comigo. Naturalmente, perante essa possibilidade e existindo apenas três cachorros sobreviventes, continuei a tratar das restantes colocações de acordo com aquilo que tínhamos definido. Em momento algum garanti que todos os cachorros seriam necessariamente vendidos, porque ninguém pode garantir a venda de um animal, nem assumi a obrigação de comprar pessoalmente por 1.500 € qualquer cachorro que não encontrasse família. O compromisso que assumi foi cuidar dos cachorros, procurar famílias e entregar-vos os valores das vendas dos cachorros que vos pertenciam quando essas vendas fossem concretizadas. Foi precisamente isso que aconteceu com o cachorro que foi vendido e cujo valor vos foi entregue. Acrescento ainda que, desde o nascimento, todos os custos dos cachorros foram suportados por mim, incluindo alimentação, desparasitações, vacinação, consultas veterinárias, identificação eletrónica e restantes cuidados, sem que vos tenha solicitado o pagamento dessas despesas. O cachorro macho continua a ser vosso e encontra-se à vossa disposição. Podem naturalmente vir buscá-lo. Caso não tenham possibilidade de se deslocar e pretendam que seja eu a fazer a deslocação para vos entregar o cachorro, também estou disponível para o fazer, mediante o pagamento prévio das despesas de transporte/deslocação, a combinar em função do local de entrega. Continuo igualmente disponível para procurar uma família adequada enquanto o cachorro permanecer comigo. Se vier a ser concretizada uma venda nos termos acordados, naturalmente será tratado o respetivo valor da mesma forma que aconteceu anteriormente. O que não posso aceitar é o pedido de pagamento imediato de 1.500 € por um cachorro que não foi vendido, como se eu tivesse garantido pessoalmente esse valor independentemente da existência de comprador. Essa garantia nunca foi dada. Toda esta situação, incluindo a cedência voluntária de um dos cachorros, a venda e pagamento já realizados, as conversas relativas ao cachorro que chegaram a ponderar manter e as despesas que tenho suportado, encontra-se igualmente documentada. Continuo disponível para resolver a situação de forma objetiva e de acordo com aquilo que efetivamente foi combinado. Com os melhores cumprimentos, Vanessa Le ven. 7 août 2026, 23:00, a écrit:
R. R.
Para: Guardas do Berço
**A resposta apresentada não resolve o ponto central da reclamação. ** **Não pretendo prolongar uma discussão que já está suficientemente documentada. As mensagens de WhatsApp relacionadas com estes factos também se encontram preservadas.** No próprio áudio existe um elemento particularmente relevante: a mãe pergunta diretamente à filha se ela se culpa pelo que aconteceu, e a filha responde afirmativamente. Essa admissão de responsabilidade deve ser analisada em conjunto com o restante da mesma conversa, porque, logo depois, passam a ser discutidas precisamente as consequências do ocorrido e a forma como seriam assumidas. Entre as possibilidades abordadas estavam a esterilização da Aisha ou, caso a gestação prosseguisse, ficar responsável por guardar e cuidar dela durante esse período, acompanhar o nascimento, guardar e criar os filhotes, proceder posteriormente à venda dos animais e entregar-nos o dinheiro resultante dessas vendas. Portanto, não se trata apenas de alguém reconhecer verbalmente que teve responsabilidade pelo que aconteceu. No mesmo contexto em que essa responsabilidade é reconhecida, são também assumidos compromissos concretos destinados a lidar com as consequências do próprio acontecimento. A sequência do áudio é, por isso, particularmente relevante: primeiro existe o reconhecimento de culpa pelo sucedido; em seguida, são discutidas e definidas as medidas a tomar em consequência desse facto; e, por fim, é assumida a responsabilidade de guardar e cuidar da Aisha, acompanhar a gestação, guardar e criar os filhotes, proceder à sua venda e entregar-nos os respetivos valores. É precisamente este conjunto que considero essencial que seja analisado. O reconhecimento da responsabilidade não ficou limitado a uma simples declaração de culpa. Foi imediatamente acompanhado pela assunção de obrigações concretas diretamente relacionadas com as consequências do ocorrido, nomeadamente guardar, cuidar, criar, vender os filhotes e entregar-nos o dinheiro correspondente às vendas. Diante disso, mantenho integralmente o teor da reclamação e solicito que os factos e as provas apresentadas sejam analisados no seu conjunto.
Guardas do Berço
Para: R. R.
REF_ID Exmo. Sr. Ricardo, A sua resposta não altera o ponto essencial da divergência. Nunca neguei ter assumido a responsabilidade pelo sucedido nem os compromissos posteriormente assumidos: cuidar da Aisha e da ninhada, criar os cachorros, procurar compradores e entregar-vos os valores resultantes das vendas dos cachorros que vos pertenciam. Dos três cachorros sobreviventes, um foi-me voluntariamente cedido por vocês. Dos dois que vos pertenciam, um foi efetivamente vendido e o respetivo valor foi-vos entregue. O segundo não foi vendido, pelo que não existe qualquer valor de venda recebido por mim que esteja pendente de transferência. Aliás, o próprio Ricardo refere repetidamente na sua resposta a entrega do “dinheiro resultante dessas vendas”. Foi esse o compromisso assumido. Em momento algum garanti que todos os cachorros seriam vendidos, estabeleci um prazo para essa venda ou assumi a obrigação de pagar pessoalmente 1.500 € por um cachorro caso não surgisse comprador. Assumir o compromisso de procurar comprador e entregar o valor resultante de uma venda não equivale a garantir pessoalmente o preço de um animal que permanece por vender. O cachorro macho continua atualmente em minha casa, aos meus cuidados, e pertence-vos. Até ao momento tenho igualmente suportado os seus cuidados e despesas, assim como suportei alimentação, desparasitações, vacinação, consultas veterinárias e identificação eletrónica da ninhada, sem vos cobrar esses valores. Perante a posição que agora assumiram e não existindo condições para continuar esta relação nos mesmos moldes, não continuarei responsável pela comercialização deste cachorro. Solicito, portanto, que procedam à recolha do vosso cachorro, mediante combinação prévia de data e hora. Caso não tenham possibilidade de se deslocar, estou disponível para organizar a sua entrega, desde que os custos da deslocação sejam previamente suportados por vocês. Esta decisão não representa qualquer recusa em entregar um valor de venda: o cachorro simplesmente não foi vendido e continua a existir, estando disponível para ser entregue aos seus proprietários. Não reconheço, consequentemente, a existência da dívida de 1.500 € reclamada. Considero a minha posição suficientemente esclarecida e não pretendo prolongar uma discussão pública sobre interpretações divergentes de conversas privadas, cuja documentação permanece preservada. Com os melhores cumprimentos, Vanessa Gomes Guardas do Berço Le sam. 8 août 2026, 13:30, a écrit:
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