Boa tarde,
Em resposta à vossa comunicação de 22/01/2026, venho repor a verdade dos factos de forma objetiva, completa e cronológica, e formalizar exigências para resolução imediata, uma vez que a vossa resposta não reflete o sucedido, desconsidera atos praticados e mantém um cenário de cobranças indevidas e obstrução ao cancelamento.
1) Enquadramento e conduta do clube
Desde novembro, eu e o meu esposo tentamos proceder ao cancelamento dos respetivos contratos, tendo efetuado contactos presenciais, telefónicos e por e-mail, sempre com respostas vagas, exigências sucessivas e encaminhamentos contraditórios entre unidades, enquanto as mensalidades continuam a ser cobradas.
Esta situação foi também comunicada ao Gerente do clube de Oeiras, Geoffray Ramos, sem que tenha sido apresentada solução efetiva.
2) Pagamentos e pedidos efetuados desde novembro
Em novembro, foram-nos solicitadas taxas no âmbito dos procedimentos indicados pelo próprio clube, as quais foram pagas, tendo-nos sido confirmado pela equipa que existia registo desses pagamentos.
Posteriormente, e com base em informação fornecida por colaboradores, foi-nos indicado que determinados pedidos poderiam também ser formalizados por e-mail, motivo pelo qual enviámos comunicações para os endereços oficiais:
oeiras@holmesplace.pt
rececao.oeiras@holmesplace.pt
Acresce que a colaboradora Agni referiu ter verificado o caso.
Apesar disso, a situação permaneceu sem resolução. Contactei a receção de Oeiras 6 vezes em 5 dias, sendo sempre solicitado o NIF, com promessas de “verificação” e “resolução”, sem qualquer conclusão prática.
3) Transferência para Gaia: taxa paga e serviço não prestado
A taxa de transferência para a unidade de Vila Nova de Gaia foi paga em NOVEMBRO.
Contudo, apenas em 13/01/2026 recebi o e-mail para assinatura dos documentos da transferência, enviado por Lúcia Cunha. À data desse e-mail, o processo já se encontrava num estado de desgaste e eu já tinha manifestado intenção de cessar a relação contratual, precisamente devido à forma como a situação estava a ser conduzida.
Na sequência, desloquei-me ao clube de Gaia, por ser o destino da transferência e, nessa medida, a unidade que deveria assegurar o seguimento do processo.
Todavia, na receção do clube de Gaia, fui informado pela colaboradora Carine Lopes de que não iriam prosseguir com a assinatura/transferência caso eu pretendesse cancelar, remetendo-me para “resolver tudo” no clube de Oeiras.
Ou seja: foi cobrada uma taxa de transferência, mas a unidade de destino recusou executar o procedimento, razão pela qual o serviço correspondente não foi prestado.
4) Imposição de deslocação presencial a Oeiras e cancelamento efetuado
No próprio momento, contactei telefonicamente o clube de Oeiras, informando que me encontrava na receção de Gaia para resolver a situação. Foi-me então indicado que apenas poderiam tratar do assunto presencialmente em Oeiras.
Perante tal exigência, eu e o meu esposo deslocámo-nos de Vila Nova de Gaia a Oeiras.
No dia 26/01/2026, fomos atendidos presencialmente pelo colaborador Bruno Mendes, que procedeu ao cancelamento, informando que seria enviado um e-mail/declaração de confirmação.
Esse e-mail não foi enviado. Para salvaguarda e prova do ocorrido, registei fotografias do documento de cancelamento assinado.
5) Reembolso e cessação de cobranças: exigências formais
Face ao exposto, venho exigir, de forma imediata:
(A) Reembolso das taxas de transferência (serviço não prestado)
29€ (meu contrato) + 29€ (contrato do meu esposo)
Uma vez que a transferência foi paga e a unidade de destino (Gaia) recusou dar seguimento ao processo, verificando-se inexecução do serviço.
(B) Confirmação escrita do cancelamento
Confirmação formal e por escrito do cancelamento do meu contrato e do contrato do meu esposo, com indicação da data efetiva.
(C) Cessação imediata de cobranças
Cessação imediata de quaisquer cobranças futuras, devendo ser respeitado o que foi comunicado pelo colaborador Bruno Mendes, isto é, que fevereiro seria o último mês cobrado, com término contratual em 01/03/2026.
(D) Devolução/estorno de valores indevidos
Devolução/estorno de quaisquer valores cobrados após a data efetiva de cancelamento, caso existam.
6) Notificação final
Solicito que a vossa resposta seja objetiva e se pronuncie especificamente sobre:
Reembolso (29€ + 29€) e prazo de devolução;
Confirmação do cancelamento (ambos os contratos) com data;
Cessação das cobranças e regularização de eventuais valores indevidos.
Caso não exista solução concreta em tempo útil, informo que o assunto seguirá por via formal, incluindo Livro de Reclamações eletrónico, meios de RAL/Centros de Arbitragem, e demais mecanismos legalmente previstos, com acompanhamento jurídico.
Cumprimentos,
Luiz Otavio Mendes Gregorio