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Desmarcação de escritura na véspera e falha no dever de informação

Em curso Pública

Problema identificado:

Financiamento

Reclamação

R. P.

Para: MILLENNIUM BCP

03/07/2026

Venho denunciar publicamente a conduta negligente e a falta de transparência desta instituição bancária no âmbito do meu processo de crédito à habitação, que resultou em danos financeiros significativos para mim. Após a aprovação definitiva do financiamento e a emissão da respetiva Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE), a escritura pública de compra e venda foi formalmente agendada. Contudo, menos de 24 horas antes do ato, o banco informou-me que não iria emitir as minutas nem comparecer, desmarcando a escritura sem uma explicação satisfatória. A justificação dada apontou para um erro informático interno relacionado com a inclusão de uma fração autónoma de garagem na garantia hipotecária, mesmo quando a avaliação bancária e o cálculo de risco incidiram apenas sobre o apartamento. Considero absurdo que a operação tenha sido bloqueada por causa de uma fração não financiada, o que demonstra uma falha grave por parte do departamento de formalização. Garantiram-me a marcação de uma nova escritura para a semana seguinte, mas, desde então, todo o processo foi marcado por uma passividade que considero inaceitável. O banco limitou-se a pedir-me documentos que não eram necessários e nunca mostrou um real empenho em resolver os prejuízos logísticos e financeiros que esta desmarcação me causou. O exemplo mais flagrante de amadorismo aconteceu quando, após conseguir coordenar uma nova data entre todas as partes envolvidas, o banco não conseguiu garantir essa marcação junto do notário, deixando o processo novamente num impasse. É evidente que o banco não tem mecanismos de recurso eficazes para proteger o cliente em situações de quebra de confiança e de falhas nos seus deveres de diligência. A linha de apoio limita-se a adiar respostas e, apesar de múltiplos contactos, nunca me conseguiram encaminhar para uma estrutura com poder de decisão acima do balcão. Junte-se a isso o Provedor do Cliente, que não responde em tempo útil e é praticamente impossível de contactar pela linha de apoio. Considero inaceitável que um cliente com um processo aprovado seja deixado nesta situação, totalmente dependente da inércia de um balcão que não resolve e de uma estrutura central inacessível. Exijo uma resolução imediata e que sejam apuradas responsabilidades pela má gestão deste processo. Esta experiência deixa claro que existe uma cultura de desrespeito pelos clientes e de falta de mecanismos para acompanhar e resolver falhas graves por parte do banco


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