Venho expressar o meu descontentamento com a decisão desta seguradora em relação a um acidente em que estive envolvido.
No momento do acidente, eu já tinha terminado a manobra de marcha-atrás e estava a endireitar o carro para colocar a primeira mudança e arrancar, quando subitamente um veículo colidiu com o meu. O outro condutor, assim que se aproximou de mim, reconheceu a culpa e disse: "Pronto, temos que ser sinceros, temos que admitir, eu vinha a olhar para a minha mulher e não vi o seu carro".
A Guarda Nacional Republicana foi chamada ao local, registou a ocorrência e confirmou na participação que o outro condutor se tinha distraído a olhar para a esposa, tendo escrito exatamente aquilo que foi dito no momento.
No entanto, mais tarde, na versão apresentada à seguradora, o outro condutor alterou o seu relato e deu a entender que a culpa seria minha. Não compreendo nem aceito esta decisão, ainda para mais quando a GNR ouviu e registou a confissão dele no local do acidente.
É incompreensível que, tendo o próprio condutor admitido a culpa e explicado que não prestou atenção à estrada por estar distraído, a responsabilidade me tenha sido atribuída, especialmente quando eu já não estava a fazer marcha-atrás. Não embati em ninguém, foi o outro veículo que colidiu com o meu.
Considero a decisão da seguradora injusta e gostaria de ver a situação revista, tendo em conta todos os factos.