Exmos. Senhores,
Após cerca de três meses de trocas de correspondência, continuo sem obter resposta às questões concretas que tenho vindo a colocar. As respostas enviadas pela Caixa limitam-se a repetir a mesma conclusão, sem esclarecer os factos que solicitei.
Pretendo saber, de forma clara e objetiva, quais foram os procedimentos de segurança adotados pela Caixa para validar as operações em causa e garantir que era efetivamente o titular da conta a realizá-las.
Solicito que me seja esclarecido:
Que mecanismos de segurança foram utilizados para confirmar a identidade do utilizador que efetuou as operações?
Que análises de risco foram realizadas antes da execução das transferências?
Porque motivo não fui contactado telefonicamente nem recebi qualquer alerta adicional perante movimentos de valor elevado?
Que elementos concretos permitiram à Caixa concluir que não existiam indícios de fraude no momento da realização das operações?
Considero inaceitável que, após três meses, continue sem obter resposta a perguntas tão simples e diretamente relacionadas com a situação que originou o prejuízo sofrido.
Não estou a solicitar a repetição da posição da Caixa relativamente ao reembolso. Estou a exigir respostas concretas às questões acima identificadas, que até à presente data continuam por esclarecer.
Solicito, por isso, uma resposta individual e fundamentada a cada uma das perguntas colocadas.
Com os melhores cumprimentos,
Luís Miguel Mestre Teixeira