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Cobrança abusiva

Em curso Pública

Problema identificado:

Fatura e cobrança

Reclamação

C. M.

Para: MEO

30/04/2026

Exmos. Senhores, Venho por este meio solicitar o apoio da DECO Proteste relativamente a uma situação de cobrança que considero abusiva e desprovida da necessária transparência, envolvendo a MEO – Serviços de Comunicações e Multimédia, S.A. e a empresa Intrum Portugal, Lda. Encontro-me a ser alvo de insistentes tentativas de cobrança por parte da Intrum e da MEO relativamente a uma suposta dívida no valor aproximado de 178€, a qual contesto integralmente por falta de fundamento, inconsistência de valores e ausência de prova contratual. Apesar de já ter contestado formalmente esta alegada dívida por escrito, por mais do que uma vez, a Intrum e a ANACOM não responderam aos pedidos de esclarecimento e documentação que solicitei. Em concreto, continuo sem receber: 1. Cópia integral do alegado contrato celebrado (que nunca assinei nem vi). 2. Condições gerais e particulares aplicáveis à data; 3. Gravação da chamada de adesão com prova de que me foi informado as condições de contrato, como cancelar e perspectivas consequências. Importa ainda referir que: * O serviço em causa não foi utilizado; * Não me foi explicado qualquer procedimento de cancelamento no momento da adesão; * Procedi ao cancelamento do débito direto; * Continuei, ainda assim, a ser confrontada com cobranças; * Foram-me previamente mencionados valores completamente desproporcionais (na ordem dos 5.000€), sem qualquer explicação ou suporte documental; Não obstante a ausência de resposta e de prova documental, fui agora novamente notificada pela Intrum com uma comunicação de teor intimidatório, concedendo um prazo de 2 dias para pagamento e ameaçando com recurso a ação judicial, penhora de salário e bens, caso não proceda à liquidação do montante exigido. Considero esta atuação particularmente grave, na medida em que: * A dívida permanece formalmente contestada; * Não foi apresentada qualquer prova contratual; * Persistem contradições e omissões materiais; * Estão a ser utilizadas ameaças de natureza judicial sem prévio esclarecimento da legitimidade da dívida. Entendo que esta conduta poderá configurar uma prática abusiva de cobrança e uma violação dos deveres de informação, transparência e boa-fé no âmbito das relações de consumo. Solicito, assim, a vossa análise deste caso e apoio na defesa dos meus direitos enquanto consumidora, bem como orientação sobre os passos adequados a adotar perante esta situação. Se for necessário, gostaria de entrar com uma queixa jurídica. Com os melhores cumprimentos, Cláudia


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