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Caução não devolvido

Em curso Pública

Problema identificado:

Outro

Reclamação

A. M.

Para: Quarto e Quartos

04/08/2026

Não devolveram a minha caução de €450,00 Esta foi, sem dúvida, a pior experiência de alojamento que já tive. Morei no apartamento localizado na Avenida Praia da Vitória, nº 19, 2.º andar, administrado pela empresa Modoramo Lda. (NIF: 510948596). Saí do imóvel no dia 30 de junho e, até à presente data, a caução no valor de €450,00 continua por devolver. Já enviei inúmeros e-mails, que nunca foram respondidos, e também tentei contactar a empresa por telefone, sem sucesso. Sinto-me completamente lesado. Durante o contrato, foram feitas diversas cobranças adicionais. A primeira ocorreu já no segundo mês (fevereiro de 2026), quando nos cobraram €41,01, alegando um consumo de eletricidade acima do limite estabelecido por quarto. Em maio, após uma visita da funcionária (responsável por apresentar os apartamentos), foi alegada a existência de uma mancha de queimadura na mesa da cozinha, supostamente causada por um tacho quente. Foi-nos cobrado €49,75 por pessoa. No entanto, essa mancha já existia quando entrámos no apartamento. Tentámos explicar a situação e apresentámos fotografias que comprovam isso, mas a empresa recusou-se a reconhecer as evidências e exigiu o pagamento imediato, chegando a ameaçar-nos com expulsão caso não o fizéssemos. É importante destacar que uma funcionária fazia a limpeza do apartamento duas vezes por semana. Se o dano tivesse sido realmente causado durante a nossa permanência, seria natural que tivesse sido comunicado muito antes. No entanto, essa cobrança surgiu apenas no último mês do contrato. Ao pesquisarmos sobre a empresa, encontrámos site portal da queixa uma reclamação publicada em 2025 por um antigo morador, relatando exatamente o mesmo problema: uma cobrança indevida relacionada com uma suposta mancha na mesa da cozinha. Além disso, existem várias outras reclamações sobre a não devolução das cauções. Coincidência? Até ao dia em que deixámos o apartamento, a referida mesa nunca foi substituída. Perante toda esta situação, quatro moradores decidiram não pagar essa taxa nem a renda do mês de junho. Como resposta, e após várias ameaças — algumas bastante graves —, a empresa optou por cortar o fornecimento de eletricidade do apartamento. Essa decisão prejudicou também os moradores que tinham pago integralmente a renda e todas as cobranças exigidas. Ficámos mais de uma semana sem eletricidade, perdemos todos os alimentos que estavam no frigorífico e no congelador e fomos obrigados a fazer todas as refeições fora de casa. A empresa não apresentou qualquer solução e ainda tentou transferir a responsabilidade para os próprios moradores. Apenas depois, de todos os que não pagaram, deixarem o apartamento, é que a energia foi restabelecida. Quero deixar claro que sempre cumpri todas as minhas obrigações. Paguei todas as rendas dentro do prazo e também todas as taxas que me foram exigidas. Tenho e-mails, mensagens, fotografias, vídeos e testemunhas que comprovam tudo o que relato. No final, fiquei com a sensação de ter sido vítima de um esquema recorrente. Espero que esta reclamação sirva de alerta para futuros inquilinos e que esta empresa seja responsabilizada pelos prejuízos e pelos constrangimentos causados. Situações como esta não podem continuar a acontecer impunemente.


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