Exma. Equipa da Deco Proteste,
Esclareço, em primeiro lugar, que esta queixa é apresentada a título individual e não em nome da empresa da qual sou sócio, a qual não tem qualquer relação com o assunto.
Relativamente ao corte dos cabos do sistema de videovigilância por mim efetuado — ato que a empresa Condoroo reitera ser de vandalismo —, reitero que a instalação inicial ocorreu sem a permissão dos funcionários e dos sócios que frequentam o espaço. Assumi a autoria do corte para proteger a privacidade de todos. Esta questão já foi resolvida judicialmente de forma amigável, tendo eu indemnizado o condomínio no valor de 101,25€, pago no dia 20/08/2025. A documentação comprovativa do encerramento do processo já foi enviada à administração do condomínio.
A empresa Condoroo tem conhecimento de toda esta informação. Após o pagamento, comuniquei que não autorizo a reposição ou ligação do sistema. Apesar disso, desde 20/08/2025, as câmaras continuam montadas nas paredes e no teto sem o consentimento dos envolvidos.
De acordo com as diretrizes da DECO Proteste e a legislação vigente, a instalação de câmaras em partes comuns exige o consentimento unânime de todos os coproprietários. Sem essa aprovação, o sistema não pode ser ligado nem mantido no local. A Condoroo não manteve uma postura neutra e, na última assembleia, consentiu com a permanência do sistema. Justificou por e-mail que cumpre ordens dos condóminos e que a maioria deliberou não gastar verbas na desmontagem. Contudo, este assunto nunca poderia ter ido a votos, dado que a instalação inicial violou os direitos de quem não a autorizou.
Devido a esta situação, vejo-me obrigado a inspecionar as câmaras semanalmente, juntamente com os meus sócios, para garantir que não foram reativadas. A permanência do equipamento gera uma insegurança constante quanto à retoma das gravações.
Face ao exposto, solicito a intervenção da DECO Proteste junto da administração do condomínio para que seja exigida a desmontagem imediata das câmaras, ou que se proceda à remoção do equipamento através de uma empresa privada.
Melhores cumprimentos,
Jorge Cardoso