No dia 7 de fevereiro de 2025, apresentei uma reclamação relativamente à atuação desta empresa, na expectativa de que a situação fosse analisada e solucionada. No entanto, até à presente data, nada foi efetivamente resolvido e, com o passar do tempo, a minha situação financeira agravou-se consideravelmente.
No dia 22 de agosto, assumi vínculo e assinei contrato com a empresa, com o objetivo de obter assistência na negociação de uma dívida que mantinha junto de uma instituição bancária. Após cumprir o período solicitado pela empresa para que as negociações pudessem decorrer, não obtive qualquer avanço concreto. Perante a ausência de resultados, questionei a empresa relativamente ao estado do processo e solicitei evidências, comprovativos e cópias das comunicações que demonstrassem que as negociações estavam, de facto, a ser realizadas.
Em resposta, foi-me apresentado um documento cuja autenticidade me suscitou sérias dúvidas e que considero poder não corresponder a uma comunicação verdadeira. Apesar das minhas insistências, nunca me foi prestado um esclarecimento satisfatório nem apresentado qualquer comprovativo credível que demonstrasse que a situação estava efetivamente a ser tratada.
Perante a falta de transparência e de resultados, decidi cancelar o vínculo com a empresa e solicitei a respetiva rescisão e o reembolso dos valores pagos. Foi-me então comunicado que seriam efetuadas deduções referentes a comissões administrativas e a uma penalização pelo cancelamento sem aviso prévio.
O valor total que paguei à empresa foi de 1.848,30 €, tendo-me sido posteriormente reembolsado apenas o montante de 197,34 €, ficando retido um valor de 1.650,96 €.
Até hoje, continuo sem uma explicação clara e devidamente fundamentada relativamente à aplicação destas deduções, às comissões cobradas e à própria atuação da empresa no âmbito do serviço contratado.
Entretanto, a situação que inicialmente procurei resolver através desta empresa agravou-se de forma muito significativa. O banco deixou de aceitar qualquer negociação e remeteu o processo para tribunal, tendo posteriormente sido efetuada a penhora do meu ordenado e dos meus veículos.
Ou seja, além de não ter sido solucionada a situação para a qual contratei a empresa, fiquei numa situação financeira ainda mais grave, suportando consequências que procurei precisamente evitar ao recorrer aos serviços desta entidade.
Considero particularmente preocupante que, apesar da reclamação apresentada em fevereiro de 2025 e de todo o tempo entretanto decorrido, a empresa continue aparentemente sem assumir qualquer responsabilidade ou consequência perante os factos relatados.
Foi-me inclusivamente sugerido que apresentasse uma queixa junto das autoridades policiais, o que tenciono fazer, tendo em conta as dúvidas existentes relativamente à documentação que me foi apresentada e à forma como todo o processo foi conduzido.
Assim, solicito que seja devidamente analisada a atuação desta empresa, nomeadamente a legalidade das cláusulas contratuais aplicadas, das comissões administrativas, da penalização pelo cancelamento e do reduzido valor efetivamente reembolsado, bem como a eventual existência de irregularidades na documentação ou nas informações que me foram transmitidas.
Tenho em minha posse todas as comunicações, documentos, comprovativos de pagamento e restantes elementos relacionados com o processo, que poderei disponibilizar para comprovar os factos aqui descritos.
Após todo este tempo, pretendo apenas que a situação seja devidamente investigada e que sejam apuradas eventuais responsabilidades, uma vez que, além de ter pago 1.848,30 € por um serviço que não produziu os resultados prometidos, fiquei posteriormente sujeita a um processo judicial, com penhora do ordenado e dos veículos, sem que tenha obtido da empresa uma resposta ou solução adequada.