Venho por este meio apresentar uma reclamação relativamente ao atendimento prestado na Papelaria Kaka na calçada da tapada 170A, em especial por parte da proprietária, uma senhora loira, cujo comportamento considerei extremamente desagradável e desrespeitoso.
Desloquei-me à loja para levantar encomendas quando me encontrava com 34 semanas de gravidez, já no terceiro trimestre e visivelmente grávida. Como é do conhecimento geral, as grávidas têm direito legal a atendimento prioritário, pelo que me dirigi ao início da fila, uma vez que o estabelecimento nem sequer dispõe de senhas prioritárias.
Apesar de me ter entregue as encomendas, a senhora manteve sempre uma postura arrogante e pouco simpática. No momento em que estava a sair, um senhor que se encontrava na fila começou a reclamar pelo facto de eu estar a usufruir do meu direito de prioridade. O mais lamentável foi a própria dona da loja ter decidido juntar-se aos comentários, dizendo que “há outras pessoas que também podem querer usar a prioridade”, ao que respondi apenas que todas essas pessoas têm naturalmente esse direito, tal como eu, estando numa fase tão avançada da gravidez.
A senhora continuou com comentários desnecessários, aos quais optei por não dar importância para evitar stress e nervosismo que pudessem prejudicar o meu bebé.
Saí da loja profundamente triste e desiludida com a falta de empatia e solidariedade demonstrada, sobretudo vindo de outra mulher. Felizmente, nunca me tinha acontecido uma situação semelhante durante toda a minha gravidez.
Quero também deixar claro que existe outra funcionária brasileira na papelaria que sempre foi extremamente simpática, educada e prestável, pelo que esta reclamação se dirige exclusivamente à atitude da proprietária.
Considero inadmissível que um direito legal seja tratado com arrogância e falta de respeito, especialmente perante uma grávida em final de gestação. Por esse motivo, irei formalizar a respetiva queixa.