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Algo que Ikea não quer mudar

Em curso Pública

Problema identificado:

Outro

Reclamação

P. P.

Para: IKEA

17/09/2026

Temos de começar a falar do que realmente se passa dentro da IKEA Portugal. Há colaboradores e ex-colaboradores que falam de assédio, perseguição, pressão, medo, abuso de poder, favoritismo e pessoas que foram tratadas de forma injusta simplesmente por terem entrado em conflito com determinadas chefias ou por terem levantado problemas. E isto não pode continuar a ser tratado como se fossem apenas "queixas de colaboradores". Há casos concretos . Por exemplo, o caso da Maria, da IKEA Food, que, segundo os relatos, viu o seu posto e responsabilidades serem reduzidos. Em vez de sentir apoio, terá sentido cada vez mais pressão e que a culpa era dela., Adirecao, Service Office e People and Culture fizeram pressão e perseguicão. Também existem relatos sobre a pressão exercida por pessoas ligadas ao People & Culture e ao Service Office, fazendo colaboradores sentirem-se mal, culpados e responsáveis pelos problemas que estavam a denunciar. E a Maria não é a única. A Inês, a Carla, a Sandra e muitos outros colaboradores e ex-colaboradores relatam situações que lhes causaram sofrimento e que ainda hoje têm consequências para eles. Há pessoas que foram silenciadas. Há pessoas que deixaram de falar porque perceberam que falar podia trazer problemas. Há pessoas que dizem ter sido pressionadas a assinar cartas de rescisão ou a sair da empresa, porque sentiam que, se não aceitassem, a sua vida dentro da IKEA iria tornar-se impossível. Também existem relatos envolvendo chefias como Bruno Nabias, João Ventura, Ivo, Sergio Botelho e outras pessoas em posições de responsabilidade. Segundo colaboradores e ex-colaboradores, algumas destas chefias terão contribuído para situações de pressão, perseguição e desgaste, com o conhecimento ou apoio de outras estruturas da empresa. Não pode ser sempre o colaborador a ser considerado o problema. Não pode ser sempre a chefia a ser protegida. Não pode ser sempre o colaborador a sair, enquanto quem está no poder continua no mesmo lugar. É preciso ouvir pessoas como Maria, Inês, Carla, Sandra e tantos outros que dizem ter passado por situações semelhantes. E é preciso ouvir essas pessoas sem as colocar frente a frente com as chefias de quem têm medo. A IKEA fala muitas vezes de valores, respeito, igualdade e de criar um bom ambiente de trabalho. Então esses valores também têm de existir quando um colaborador denuncia uma chefia. Não podemos ter uma IKEA bonita por fora e colaboradores com medo por dentro. Também está na altura de questionar o papel de Bárbara Graf, Lélia Pontes, People & Culture, Service Office e das chefias envolvidas nestes casos. Chegou o momento de mudar. Porque ninguém deveria ter medo de ir trabalhar. Ninguém deveria ser perseguido por falar. Ninguém deveria perder responsabilidades por levantar a voz e ter medo de ser sindicalizado, pois a Ikea não deixa os sindicatos entrarem.


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