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Impacto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia nos consumidores portugueses

A invasão da Rússia à Ucrânia afeta toda a Europa e a crise na economia portuguesa já se faz sentir. Saiba qual o impacto da guerra na vida dos consumidores portugueses e como esta está a contribuir para a instabilidade dos mercados e para a subida dos preços dos bens essenciais.

22 março 2022 Em atualização
bandeiras da Ucrânia e da Rússia

iStock

Quando a pandemia de covid-19 parecia finalmente dar tréguas e devolver um pouco de normalidade às nossas vidas, a Europa voltou a ser abalada por uma crise provocada pela guerra na Ucrânia. A invasão russa à Ucrânia está a criar instabilidade nos mercados financeiros, com as bolsas de valores europeias em queda, e os efeitos refletem-se nos preços da energia e dos alimentos.

Um cenário de guerra traz consigo uma crise humanitária e são os mais vulneráveis que sofrem as piores consequências. Este conflito está a gerar um movimento solidário com o povo ucraniano e são muitas as iniciativas para acolher e proteger refugiados. As notícias podem ser devastadoras e gerar ansiedade, mas os esforços conjuntos no apoio às vítimas da guerra mostram que é possível ter esperança.

Saiba quanto irá custar esta guerra e ainda como pode ajudar os refugiados ucranianos que chegam ao País.

1. Escalada dos preços da energia e dos alimentos

Com o mundo em recuperação pós-pandémica, já se vivia alguma volatilidade nos mercados financeiros, mas com a guerra os efeitos poderão ser ainda mais devastadores para a economia mundial. A incerteza associada à invasão e as sanções aplicadas à Rússia fizeram disparar ainda mais os preços da energia e das matérias-primas, uma tendência que já está a ter reflexos, por exemplo, nos preços dos alimentos pagos pelos consumidores.

De acordo com o Governo, os bens essenciais não vão faltar, mas poderá ser inevitável travar a subida de preços em produtos como os combustíveis, a eletricidade, o gás e a alimentação. Siga as nossas dicas e prepare o orçamento familiar para mais um período de contenção.

Como sobreviver aos aumentos de preços

2. Crise energética

A reação dos mercados ao início de uma nova guerra na Europa não foi positiva. Os consumidores já estão a pagar mais para abastecer o carro e, em breve, poderão passar a pagar mais também pela eletricidade.

Se é verdade que a volatilidade dos mercados impacta o preço do petróleo e não permite saber durante quanto tempo os preços dos combustíveis poderão andar em rota ascendente, também é verdade que a mais remota possibilidade de um corte de abastecimento de produtos energéticos da Rússia à União Europeia é quanto basta para fazer os mercados reagir. Poderá a guerra acelerar o desenvolvimento de alternativas aos combustíveis fósseis? Explicamos o que está a acontecer com os preços da energia e quais podem ser as consequências a longo prazo.

Guerra na Ucrânia: qual o impacto na energia?

3. Mercados financeiros instáveis

A instabilidade dos mercados financeiros poderá obrigá-lo também a tomar medidas para proteger os seus investimentos. Em tempos de guerra, é essencial garantir poupanças, mas também manter um potencial de valorização interessante que permita superar bem a inflação.

Siga os nossos conselhos para gerir os seus investimentos.

Como proteger investimentos dos efeitos da guerra

4. Conflito nuclear: risco de radiação e utilização de iodo

O espoletar do conflito entre a Rússia e a Ucrânia levou a uma corrida aos comprimidos de iodo nas farmácias portuguesas. A crença é de que estes podem proteger das radiações, em caso de desastre nuclear na Ucrânia. No entanto, para atenuar a exposição a radiações nucleares, a dosagem de iodeto de potássio indicada é de 65 miligramas, dosagem que não está disponível nas farmácias.

Esclarecemos algumas dúvidas sobre o iodeto de potássio e damos algumas dicas para gerir melhor a ansiedade em tempos de incerteza.

Utilização de iodo e risco nuclear: esclareça dúvidas

5. Cibersegurança na ordem do dia

A guerra não se faz apenas com mísseis. No plano digital, é preciso estar alerta para ataques informáticos. A cibersegurança assume, assim, um papel crítico e obriga a decisões preventivas como a que tomámos no início deste mês, deixando de recomendar a utilização de tecnologia com origem na Rússia. Saiba o que está em causa.

Avaliação a antivírus de empresa russa suspensa

6. Proteção especial para refugiados

Desde que a invasão russa à Ucrânia começou, Portugal já concedeu milhares de pedidos de proteção temporária a ucranianos que fugiram do país em busca de segurança. Para ajudar quem está nesta situação, explicamos tudo o que é necessário fazer para solicitar proteção especial temporária, aceder a cuidados de saúde em Portugal ou obter autorização de residência.

Tudo sobre proteção para refugiados ucranianos

7. Portugueses solidários

Um pouco por todo o País, os portugueses têm arregaçado as mangas para apoiar os refugiados ucranianos que chegam com esperança num futuro melhor. Desde plataformas que ligam pessoas a organizações que podem ajudar, a donativos ou recolha de bens para enviar para a Ucrânia, a multiplicação de iniciativas tem demonstrado que os portugueses são solidários.

Se quer receber refugiados ucranianos em sua casa, mas não sabe como o fazer, esclarecemos as principais dúvidas.

Como oferecer alojamento a refugiados ucranianos

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