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10 dicas para aplicar com sucesso as poupanças

Não deixe o dinheiro parado em depósitos com taxas de quase zero por cento. Um seguro de capitalização, que supera a inflação, pode ser a alternativa.

  • Dossiê técnico
  • António Ribeiro
  • Texto
  • Myriam Gaspar e Filipa Rendo
19 outubro 2021
  • Dossiê técnico
  • António Ribeiro
  • Texto
  • Myriam Gaspar e Filipa Rendo
Poupança a render

D.R.

A 31 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Poupança, uma boa oportunidade para pensar em como tem gerido as suas poupanças até aqui. A maioria dos portugueses continua a ter o dinheiro parado em depósitos a prazo, com taxas próximas do zero. Se tivermos em conta que um depósito a um ano rende, em média, 0,06%, significa que, na prática, as poupanças estão a perder valor real, dado que a inflação prevista pelo Banco de Portugal é de 0,7 por cento. Sem contar as despesas com a manutenção de conta que se tem de pagar todos os meses.

Procurámos encontrar uma solução alternativa aos depósitos, para quem pretende subscrever produtos de curto e médio prazo, com capital garantido e baixo risco. Para isso, sondámos todos os bancos e seguradoras.

A Lusitania Vida foi a eleita por apresentar as melhores condições, com a oferta de um seguro de capitalização, disponível a um ou dois anos, consoante a opção do aforrador. Além de ter melhor rendimento do mercado (0,8% líquidos ao ano) nos clássicos produtos de poupança, supera a inflação estimada. Qualquer consumidor pode ter acesso a esta campanha.

Conheça os produtos da Poupança a Render

10 dicas para salvar as poupanças

Veja os nossos conselhos para aprender a gerir o dinheiro com sucesso.

1. Antes de investir, elimine as dívidas

Enquanto não se libertar das dívidas a taxas elevadas, não adianta estar a poupar, pois a sua poupança caminhará sempre a um ritmo mais lento. Não nos referimos a empréstimos de longo prazo (compra de casa), mas sim aos pequenos créditos (cartão de crédito), que penalizam o orçamento das famílias.

2. Atenção à fonte de informação

Cuidado com os conselhos dos amigos, ou mesmo do gestor de conta. Ainda que não sejam mal intencionados, não são a fonte mais credível e isenta, nem conhecedora do mercado. Muitos esquemas piramidais são promovidos pelos amigos. Atenção também a um número cada vez maior de influenciadores digitais que, também na área das finanças, dão conselhos. Os analistas financeiros independentes devem ser credenciados pela CMVM e, infelizmente, há cada vez mais pessoas não habilitadas a dar aconselhamento financeiro online.

3. Encare a poupança como um encargo regular

Não poupe apenas o que sobra no final do mês, pois corre o risco de não fazer qualquer poupança de forma disciplinada e regular. Por exemplo, pode programar transferências automáticas para evitar o “esquecimento”. É preferível encarar a quantia que põe de lado como um investimento pessoal, de que usufruirá no futuro.

4. Crie um fundo de emergência

Antes de pensar em qualquer investimento, sobretudo de risco, é importante criar o que designamos de “fundo de emergência”. Na prática, é uma almofada financeira (de, pelo menos, seis salários) que permite, a qualquer momento, fazer face a imprevistos e evitar ter de recorrer ao cartão de crédito, suportando taxas de juro elevadas, em
regra, de dois dígitos.

5. Tenha a inflação como referência de rendimento

A inflação é a subida dos preços na economia. Se a sua poupança valorizar menos do que a taxa de inflação significa que o seu dinheiro está a perder valor, o que, a longo prazo, repetindo-se anualmente esse cenário, pode ser muito prejudicial à carteira. Por isso ouvimos muitas vezes dizer “o dinheiro vale cada vez menos”. Ter muito dinheiro à ordem é uma má estratégia.

6. Inicie a poupança para a reforma quanto antes

O ideal seria subscrever um PPR assim que começa a trabalhar, na casa dos 20 anos, ainda que as quantias sejam pequenas. Não apenas porque tem mais anos de poupança e beneficia do efeito de capitalização, mas porque pode aplicar em produtos com maior percentagem de ações (mais risco) e potencialmente mais rentáveis.

7. Não invista em produtos estranhos

Cuidado com o investimento em produtos que não conhece ou não entende. Por exemplo, produtos estruturados têm regras que podem ser complexas e, por norma, são criados de forma a apresentar um rendimento potencial interessante, mas que raramente se verifica, porque estão dependentes da concretização de um conjunto de várias condições. Evite esses produtos.

8. Diversifique por vários bancos e produtos

Não coloque todas as poupanças no mesmo banco, nem no mesmo produto. De preferência, deposite em cada instituição apenas o montante que fica ao abrigo do Fundo de Garantia de Depósitos (100 mil euros por depositante) e Sistema de Indemnização aos Investidores (25 mil euros). É uma forma de diminuir o risco.

9. Arrisque, mas apenas com o dinheiro que não necessite

Aplique nos produtos com maior risco apenas o montante que tem a certeza de que não vai necessitar a curto ou médio prazo. Produtos que não tenham o capital garantido, como fundos de investimento ou ações, só mesmo para prazos superiores a cinco anos, pois corre o risco de atravessar um período menos bom, com quedas das bolsas, e deverá ter tempo para recuperar e não resgatar numa altura menos favorável.

10. Escolha os produtos de acordo com o seu perfil

Não há duas pessoas iguais, mesmo em termos financeiros, cada um tem necessidades e património distintos, bem como um perfil de risco diferente. Há quem lide bem com o risco, há quem abomine. Conheça o seu perfil de risco, o seu grau de aceitação, os conhecimentos e tempo disponível para procurar informação sobre produtos e mercados mais complexos. Adeqúe os produtos financeiros que subscreve ao perfil.

 

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