Bomba de calor ou gás natural? Bombas de calor a gás natural?
Bom dia
Tenciono construir uma moradia no norte do país e portanto a possibilidade de escolher ainda em obra qual o sistema de aquecimento central e sanitário a utilizar! Tenho como recursos o gás natural e a luz elétrica. Tenho como imperativo colocar piso radiante! A família é constituída por 2 adultos e 2 crianças, preocupação de conseguir a melhor eficiência térmico-acústica aquando da construção, piscina exterior e obviamente eletrodomésticos respetivos. Interesse em colocar Kit fotovoltaico. Face a esta breve tipologia, gostaria de colocar algumas questões aos moderadores ou ao público em geral:
- Na vossa opinião e podendo usar os dois recursos qual a melhor solução única ou combinada para aquecimento central e AQS.
- Alguém conhece ou já ouviu falar em bombas de calor a gás? Qual a opinião?
-Atendendo ao preço elevado das BC calor e da energia elétrica para as sustentar, tempo que precisam para atingir um bom nível de aquecimento, pior desempenho com temperaturas muito baixas, mesmo assim com um COP excelente, acham pertinente considerar uma caldeira de condensação para AQS e para o piso radiante atendendo que o gás natural é substancialmente mais barato e hoje em dia já existem caldeiras muito eficientes? Terei sempre o suporte fotovoltaico para qualquer um dos sistemas que considerar!
- A vossa opinião sobre piso radiante elétrico no que respeita a consumos, alguém tem?? Quantas horas ligado? Quanto paga?
Obrigado
CM
Moderado pelo administrador: Piso Radiante elétrico VS hidráulico


Bom dia solicitava ajuda por favor, pois não entendo nada desta área. Tenho uma proposta para instalação na minha casa de 2 paineis fotovoltáicos e uma bomba de calor da Baxi (300 litros) para aquecimento de água pois nos quartos irei colocar ar condicionado.
Não sei se estas bombas têm diferentes potências pois somos 4 pessoas em casa a necessitar de banhos
O orçamento é 3800 euro sem IVA. Podem informar-me se estas bombas de calor da Baxi dão problemas. Outro técnico falou-me da opção de separar bomba do depoósito, afirmando ser melhor, pois com o tempo os depósitos rompem.
Podem informar-me se durante a noite o aquecimento das águas é feito pela eletricidade da rede ou este sistema tem algum acumulador.
Desde já agradeço a atenção dispensada e ajuda.
Olá Anabela,
As suas dúvidas não estão relacionadas com este tópico (título)
Pode "começar uma nova conversa" no grupo de discussão "aquecimento de ar"?
Seria mais fácil para todos os membros poderem dar a sua opinião.
Cumprimentos,
Equipa Energias Renováveis
Olá Carlos Monteiro,
Apresentamos um conselho: Separar o sistema de AQS do de aquecimento (solar com apoio + caldeira) quando, eventualmente, poderá fazer AQS e aquecimento com solar + apoio (caldeira ou bomba de calor) poderá ser uma opção menos viável.
Há no mercado soluções que funcionam com vários combustíveis - (ou a gás natural) irão providenciar água quente para utilização sanitária e água quente para aquecimento do espaço.
Se já optou por piso radiante, poderá considerar uma bomba de calor de baixa temperatura, Ou seja, parece fazer mais sentido optar por um sistema solar com um apoio BC que proporcione o aquecimento quando for necessário.
A escolha final deverá pender para a solução que conjugue os menores custos de utilização anuais - as caldeiras a lenha/pellets ou gás natural apresentam custos energéticos de utilização competitivos, tal como as bombas de calor. O problema, ainda, é o elevado custo de aquisição dos equipamentos... Deverá pedir várias propostas a vários instaladores –
Caso se verifique que as necessidades energéticas para aquecimento central são reduzidas – pois para construção nova o isolamento da habitação deverá ser eficaz - há que estudar a viabilidade de reforçar a componente solar, reduzindo a do apoio: aqui, uma maior componente solar, associada a uma maior quantidade de água quente armazenada e com o apoio de uma bomba de calor de baixa temperatura poderão ser suficientes e eficiente.
Poderá, por exemplo, utilizar um sistema solar de circulação forçada, com um acumulador com dois permutadores, em que o solar tentará aquecer o seu volume e o equipamento auxiliar irá complementar esse aquecimento dos banhos quando a energia solar não seja suficiente. Esse equipamento poderá então estar disponível na maioria do tempo para o serviço de aquecimento central, não necessitando de outro equipamento como uma Caldeira de Condensação com custos mais elevado não só de investimento como possivelmente de utilização.
Se a casa estiver bem isolada e o aquecimento for reduzido, parece-nos que poderá ser exagerado ter um sistema dedicado para o aquecimento central (piso radiante) se não o usa, não o rentabiliza e estará a fazer um investimento avultado num equipamento que será pontualmente utilizado. Neste caso aconselhamos a instalação de uma caldeira de Condensados juntamente com o sistema solar térmico, fornecendo-lhe o apoio ao AQS como aquecimento central. Neste caso aconselhamos a utilizar radiadores. As caldeiras de condensados podem atingir até 80ºC ao contrário do piso radiante onde o aquecimento é feito uniformemente (30ºC) tendo uma temperatura máxima recomendada de 40ºC.
Não percebemos a que se refere a Bombas de calor a gás. Pode indicar-nos exemplos dos equipamentos?
Sobre a diferença de piso radiante hidráulico e elétrico aconselhamos a consultar o artigo DECO proteste de 2018 que salienta as suas diferênças.
https://www.deco.proteste.pt/casa-energia/energias-renovaveis/dicas/pavimento-radiante-eletrico-ou-hidraulico-qual-a-melhor-opcao
Com os melhores cumprimentos
Equipa Energias Renováveis
Explicitando melhor o nosso parecer sobre Bombas de calor a Gás:
Estas BC são muito usadas em UK e no norte da Europa a nível doméstico (até integrado com unidades de co-geração para produção de eletricidade). A utilização de BC a GN é, mais utilizada na indústria e nos barcos mas acima de tudo a muito baixas temperaturas (apenas e só pelo efeito do reaproveitamento do calor dissipado pelo motor para a fonte quente).
Se considerarmos que o compressor de gás tem o mesmo rendimento, as BC a GN perdem para as elétricas pois os motores de ciclo OTTO geralmente têm rendimentos na casa dos 30%... Ou seja 70% dos kW de gás que entram são perdidos para o exterior, sendo reaproveitados no aquecimento para a fonte quente e em arrefecimento são reaproveitados para AQS.
Este efeito explicado anteriormente é já feito nas BC a eletricidade – por exemplo, nos VRV híbridos com retorno e para muito baixas temperaturas.
Por isso, esta solução acreditamos que possa ser interessante em determinadas e específicas situações de funcionamento. Mas não cremos (como parecer e sem ter realizado qualquer teste laboratorial) que apresente SCOPs e SEERs globalmente superiores aos de uma BC elétrica. Adicionalmente, obriga a sistemas mais complexos (sistema de retorno do calor dissipado, controladores) e, parece-nos, menos integrado que nas soluções de BC elétricas.
Assim e de acordo com nosso clima (ou pelo menos em 80% do país), os perfis de temperatura não são interessantes e onde são, não têm fornecimento de gás natural, não sendo um equipamento aconselhável.
Com os melhores cumprimentos
Equipa Energias Renováveis
Obrigado mais uma vez pela pormenorizada e tecnicamente fundamentada resposta. Fiquei esclarecido.
Agora minha dúvida neste momento prende-se com o seguinte:
Que tipo de fonte de energia escolher para alimentar um piso radiante hidráulico, elétrica com bomba de calor ou a gás natural com caldeira de condensação? sabendo que a diferença investimento inicial é significativa e se calhar só daqui a 10, 12 anos se equivalem e a partir daí compensar a bomba de calor.
Por outro lado todos percebemos que os sistemas estão sempre a evoluir e a tornar-se cada vez mais eficientes e económicos, como por exemplo, o piso elétrico que neste momento está fora de equação por ser bastante caro o seu consumo, mas daqui a 10 se calhar não será tanto assim:
Que opinião tem deste artigo pplware.sapo.pt/.../
Cumprimentos
Olá Carlos,
Partilho um artigo recente sobre a melhor opção: Peso radiante hidráulico vs elétrico
https://www.deco.proteste.pt/casa-energia/energias-renovaveis/dicas/pavimento-radiante-eletrico-ou-hidraulico-qual-a-melhor-opcao
Encontra vários threads nesta comunidade onde pode obter muita informação sobre piso radiante. Se realmente optar por esta solução deve instalar uma bomba de calor de baixa temperatura, pois é a mais aconselhada para um funcionamento contínuo no seu uso.
O uso do aquecimento será contínuo? É muito frequentada?
Proponho que o Carlos crie uma nova conversa na comunidade alusiva ao assunto do armazenamento para que outros membros possam comentar os desenvolvimentos da tecnologia, nomeadamente o link que aqui partilhou.
Equipa Energias Renováveis
Boa noite
O uso do aquecimento só será continuo se a fonte assim o exigir! A casa terá uma maior frequência e movimento a partir das 18h.
Do artigo que colocou, já tinha tido a oportunidade de ler, depreendo que o piso hidráulico com bomba de calor bem como o pellets serão os sistemas mais económicos, no entanto tb são os que requerem maior investimento inicial. Face ao artigo que inseri e presumindo que daqui a dez anos este sistema está no mercado pergunto: será descabido optar já por um sistema de piso radiante elétrico que daqui a dez anos a ser verdade o que preconiza o artigo deverá ser o sistema mais autónomo e rentável do mercado? Isto porque neste hiato temporal o investimento entre os dois sistemas segundo o artigo que publicou e considerando o investimento inicial/ consumos os gastos não são assim tão díspares!
Vou abrir um tópico como sugeriu com este artigo e tentar perceber e perpetuar a opinião dos leitores a curto/médio prazo!
Obrigado
Cumprimentos
Caro Carlos, registo aqui muita confusão... Se vai construir de raiz, porque razão assume, à partida, que vai precisar de climatização centralizada? Se constrói de raiz, isole, isole e isole... E assim, reduzirá drasticamente as necessidades de aquecimento/arrefecimento... Depois, o AQS e o eventual sistema de climatização devem ser... Pensados em conjunto e, neste caso, totalmente integrados... Se há gás natural, excelente: se a casa ficar muito bem isolada, optar por solar térmico com esquentador (nada de caldeiras) termoestático a GN como apoio. Isto para a AQS. A climatização pode ser feita, pontualmente, por unidades de AC, por exemplo. Se o piso radiante é obrigatório - por questões de conforto de utilização - solar térmico e bomba de calor como apoio. A BC pode ser reversível e pode ser usada para arrefecer no Verão e pode ser mantido o esquentador a GN como redundância... Agora, estes sistemas devem ser pensados e desenhados de forma integrada e totalmente funcional... Arrisca-se a ficar com um conjunto de equipamentos que não comunicam entre si e que, não operando em condições nominais, operam com eficiências menores... E não se esqueça: isolar, isolar e isolar... O que investir aqui, poupará nos equipamentos e nos gastos energéticos...
Olá Carlos,
Seguindo a opinião do Ricado, se a frequência e movimento é a partir das 18h a instalação de um sistema de aquecimento central piso radiante não se justifica.
Reafirmo a minha primeira resposta à sua dúvida:
"Se a casa estiver bem isolada e o aquecimento for reduzido, parece-nos que poderá ser exagerado ter um sistema dedicado para o aquecimento central (piso radiante) se não o usa, não o rentabiliza e estará a fazer um investimento avultado num equipamento que será pontualmente utilizado" e acrescento pontualmente aproveitado, havendo grande desperdício de energia produzida que não é necessária.
Boa tarde
Obrigado pelo esclarecimento e sobretudo pela vossa opinião!
Cumprimentos
Bom dia Sr. Ricardo,
A sua resposta tranquilizou-me, porque penso exatamente da mesma forma. Vou construir uma casa no próximo ano e estava a tentar retirar o máximo de informação em relação a AQS e também climatização. E pretendo investir especialmente no isolamento da casa para, assim, poupar nos equipamentos e nas faturas de energias, de forma a ter mais poupança no longo prazo.
Dito isto, gostava de perceber se estou a pensar da melhor forma e se me informei corretamente (sendo que ainda não falei com profissionais, apenas pesquisei na internet):
Para as paredes exteriores - tijolo duplo com isolamento xps no meio e lá de rocha na face interior da casa.
Para as paredes interiores - tijolo simples com isolamento xps mais fino e lá de rocha. (ou pladur???)
Quanto ao pavimento, vou optar pelo pavimento flutuante por toda a casa excepto casas de banho. É possível colocar lá de rocha no pavimento como forma de isolamento? (não quero piso aquecido, mas gostava que ficasse confortável para poder andar pela casa de meias, por exemplo).
Quando às AQS, pensei em painel solar + esquentador a gás natural, e aquecimento no inverno com salamandra a pellets.
Nota: a casa será térrea, com área útil de, aproximadamente, 250m2, cozinha e salas em open space, 2 casas de banho (1 delas em suite) e garagem p/2 carros. Localização: norte do país (distrito do Porto).
Agradeço uma opinião,
Obrigada,
Susana Costa
Bom dia Susana.
Tem de sempre em mente este mantra: não há uma solução certa para uma situação construtiva. Ou seja, todas as situações e soluções construtivas são válidas e podem conduzir ao mesmo resultado final desde que sejam trabalhadas para isso... Neste momento, existem no mercado inumeras soluções costrutivas que permitem atingir elevados patamares de eficiência energética... Desde soluções mais "tradicionais" e assentes em alvenaria (paredes duplas com isolamento) a soluções mais "emergentes" (parede simples com bloco térmico e isolamento), LSF, cofragem perdida em material isolante...
Para as soluções que indica, no primeiro caso, recomendamos antes que passe a parede de pano simples, com tijolo/bloco energeticamente eficiente e isolamento pelo exterior (ETICS). Não deve isolar a habitação pelo interior pois anula o efeito da inércia térmica da massa de alvenaria.
Para a segunda solução, para as paredes interiores, recomendamos que mantenha, se possível, parede dupla de tijolo com isolamento no interior (assim, isola a divisão de forma perimetral e mantém a inércia térmica).
Para o pavimento, existem inúmeras soluções para isolamento do pavimento e que devem ser estudadas e aplicadas. Chamamos a atenção de que há a regra do lá*** que deve ser aplicada aquando do desenho e projeto do isolamento: o lá*** deve poder seguir pelo isolamento, no projeto, sem nunca ser levantado do papel. Ou seja, deve ser o mais contínuo possível. No exemplo que apresenta, deve-se garantir a continuidade do isolamento da parede exterior (ETICS) com o do pavimento, teto e paredes interiores. Existem também pavimentos flutuantes próprios e aptos para uma utilização em ambientes humidos (WC e cozinha).
Para a produção de AQS, o sistema solar térmico é obrigatório. O sistema de apoio que aponta é o esquentador a gás natural o que é uma boa solução a nível de custos energéticos. Pode eventualmente estudar (com um custo de aquisição mais elevado) a utilização de uma Bomba de Calor como elemento de apoio ao solar térmico. No mercado existem já várias soluções totalmete integradas e que possbilitam custos energéticos ainda menores e, acima de tudo, uma menor pegada ambiental face ao esquentador a gás natural.
A salamandra a pellets é interessante pelos baixos custos energéticos que apresenta. É um aparelho de queima e, por isso, há sempre o ónus de emissões de GEE associadas à sua utilização.
Se a habitação ficar muito bem isolada, poderá até nem precisar de um sistema de aquecimento. E é por isso que é preciso analisar o projeto de forma muito integrada, pois as opções que tomar ao nível do isolamento irão conduzir a uma maior/menor necessidade de climatização. Neste cenário, recomendamos que mantenha o solar térmico com apoio para a produção de AQS. Não instale logo o sistema de aquecimento mas deixe as insfraestruturas já montadas (chaminé, exaustão, pré-instalação de ar condicionado). Depois avalie a necessidade de climatização após um período de utilização da habitação (até porque a casa pode precisar mais, por exemplo, de arrefecimento no verão).
Falta uma palavra para os vãos envidraçados (janelas). Invista neste elemento construtivo pois de nada servirá investir no isolamento das paredes se depois as janelas (integradas nas paredes) não acompanharem esse desempenho energético.
Com os melhores cumprimentos da equipa da Comunidade de Energias Renováveis
Bom dia
Obrigado pela vossa resposta.
No que respeita às bombas de calor a gás eu também não tenho conhecimento mas o seguinte artigo fala sobre isso. www.acpnavarra.com/.../Articulo Gas Natural- ACP sept 11.pdf
Obrigado
Bom dia Carlos,
Não temos quaisquer resultado laboratoriais sobre tais equipamentos mensionados, mas podemos dar um parecer sobre a informação transmitida no link que partilhou.
A maior diferença que é descrita é a substituição do motor elétrico do compressor para um motor de combustão interna afirmando que esta modificação numa bomba de calor usual traduz-se num COP (coeficiente de performence) mais elevado aquando temperaturas exteriores negativas < 0ºC. De acordo com o estudo climático para Portugal, é muito pouco frequente assistirmos a temperatura de -10ºC ou -20ºC, pelo que não nos parece que haja uma diferença tão significativa de eficiência energética na opção por esta solução comparativamente às usuais bombas de calor existentes no mercado nacional.
Com os melhores cumprimentos