13 dicas para dominar o carregamento de carro elétrico
O carro elétrico é a solução mais vantajosa, mas deve ter em conta alguns cuidados para preservar a bateria do automóvel. Siga as nossas dicas para fazer os carregamentos da melhor forma.
- Especialista
- Alexandre Marvão
- Editor
- Cláudio Nogueira , Filipa Nunes e Nuno César
Neste artigo:
- 1. Não esgote a bateria totalmente
- 2. Evite cargas e descargas completas
- 3. Faça carregamentos rápidos só quando necessário
- 4. Escolha bem o posto de carregamento
- 5. Conheça os carregadores da sua zona
- 6. Distinga os diferentes tipos de carregador
- 7. Utilize carregadores ultrarrápidos esporadicamente
- 8. Opte por carregamentos de baixa potência
- 9. Informe-se sobre os custos de utilização
- 10. Calcule o custo de carregamento
- 11. Descubra quanto tempo demora um carregamento
- 12. Evite extensões ao carregar a bateria em casa
- 13. Cuidado com a temperatura

Deve deixar a bateria esgotar, antes de a carregar? Pode carregar o carro elétrico em qualquer posto? Como fazer uma previsão do custo de um carregamento? Os carros elétricos são a melhor opção, tendo em conta os custos de posse e utilização. Mas, na altura de carregar a bateria, podem surgir várias dúvidas.
No panorama atual de tarifas, fazer carregamentos em casa é a opção mais compensatória. Com taxas e impostos, o carregamento na rede pública compromete o negócio. Siga as nossas dicas para fazer carregamentos eficazes e sem prejudicar a vida útil da bateria.
Voltar ao topo1. Não esgote a bateria totalmente
O melhor é evitar que a percentagem da bateria se aproxime de zero e não fazer cargas completas constantes. Estipule um valor mínimo para carregar. Utilize 20% como referência de capacidade mínima desejável da bateria.
Voltar ao topo2. Evite cargas e descargas completas
Se usar um carregamento rápido, nunca vá acima dos 80% da capacidade. Em carregamentos lentos, pode chegar aos 100 por cento. É possível definir no carro um valor de carga máxima. Veja se o fabricante tem alguma recomendação sobre o carregamento.
Voltar ao topo3. Faça carregamentos rápidos só quando necessário
Para manter a saúde da bateria, não efetue carregamentos rápidos, em corrente contínua, diários ou muito frequentes. Podem mesmo degradar a capacidade e o rendimento deste componente. Carregamentos rápidos ou ultrarrápidos só devem ser feitos esporadicamente, em viagens longas ou numa emergência.
Com uma utilização cuidada, a bateria dura todo o tempo de vida útil do automóvel. O número de ciclos entre carga e descarga é um dos fatores mais importantes. Por isso, quanto menos vezes for necessário carregar, melhor.
Voltar ao topo4. Escolha bem o posto de carregamento
Os veículos e os carregadores têm potências de carregamento diferentes. Em regra, quanto mais potente o carregador, mais paga. Esta decisão é crucial. Utilize, sempre que possível, os carregadores adaptados à velocidade máxima de carregamento.
Por exemplo, se o carro estiver limitado a um carregamento até 6,6 kW em corrente alternada, evite utilizar carregadores com potência superior a 7,4 quilowatts.
Voltar ao topo5. Conheça os carregadores da sua zona
Pode utilizar qualquer posto de carregamento da rede pública, desde que o carro aceite o tipo de tomada disponível. Consulte no site da Mobi.E os carregadores na sua zona, as potências de carregamento e os tipos de tomadas. Verifique também os custos do Operador de Posto de Carregamento (OPC) descritos no mesmo local.
Voltar ao topo6. Distinga os diferentes tipos de carregador
Existem dois grupos: de corrente alternada e de corrente contínua.
Nos de corrente alternada, temos carregadores normais e semirrápidos. Os que permitem o carregamento até uma potência de 11 quilowatts são designados Posto de Carregamento Normal. Estes utilizam corrente alternada e é necessário ter um cabo com tomada do tipo 2 (Mennekes) do próprio carro. O mesmo acontece com os carregadores semirrápidos, que têm potências de 22 quilowatts.
Em corrente contínua, contamos com carregamentos rápidos e ultrarrápidos. Os Postos de Carregamento Rápido permitem potências acima dos 22 quilowatts e até aos 50 quilowatts. Estes postos utilizam corrente contínua com tomada CHAdeMO e CCS Combo e, nalguns casos, com a tomada do tipo 2. No caso das tomadas de corrente contínua, os cabos são do próprio carregador.
Por fim, os postos ultrarrápidos permitem carregamentos acima dos 60 quilowatts, e já existem até carregadores de 350 quilowatts. Estes são de corrente contínua e recorrem às mesmas tomadas e aos mesmos cabos dos rápidos, disponibilizados no próprio carregador.
Voltar ao topo7. Utilize carregadores ultrarrápidos esporadicamente
Um carregador ultrarrápido é para uso pontual e por períodos curtos. Os carregadores ultrarrápidos não são ideais para os automóveis híbridos plug-in, que normalmente estão limitados ao nível da velocidade de carregamento.
Voltar ao topo8. Opte por carregamentos de baixa potência
O carregamento com maior potência aumenta a temperatura e pode ser negativo para a longevidade das células da bateria. Nunca faça o carregamento acima dos 80% em postos ultrarrápidos. Prefira os carregamentos de baixa potência (em casa, durante a noite, por exemplo) e use os postos rápidos apenas como último recurso ou em urgência.
Voltar ao topo9. Informe-se sobre os custos de utilização
Os custos são diferentes, consoante o operador do posto de carregamento, o tipo de carregador e a potência. Na fatura, além do preço da energia, paga as tarifas dos operadores e os impostos.
Antes de utilizar, veja, no preçário do posto, o custo de utilização do OPC. Verifique se os custos são por minuto e/ou por quilowatt-hora ou ambos em simultâneo. Se for cobrado por minuto, não deixe o carro ligado ao carregador por mais tempo do que o necessário. O contador continua a cobrar, mesmo que o automóvel já não precise de energia.
Voltar ao topo10. Calcule o custo de carregamento
Para fazer uma previsão de quanto pode pagar, multiplique a potência a carregar pelo custo por quilowatt-hora que paga ao Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica que contratou (CEME). Some os custos do OPC, multiplicados pelo tempo ou potência a carregar, e os termos fixos que existam. Junte o valor dos impostos e do IVA. Pode fazer a estimativa para os carregadores na sua zona e escolher o mais barato (valores no site da Mobi.E).
Voltar ao topo11. Descubra quanto tempo demora um carregamento
Sem considerar perdas ou limitações do veículo, um carregador de 22 quilowatts demora uma hora para carregar 22 quilowatts.
Por exemplo, a bateria tem 47 kW/h e quer carregá-la até 80%, mas ainda tem 10 por cento de carga. Precisará de carregar 70%, ou seja, 33 kW/h. Se dividir a potência que deseja carregar pela capacidade do carregador, descobre o tempo que demora a operação. Neste caso, estimamos uma hora e meia para carregar os 70 por cento.
Voltar ao topo12. Evite extensões ao carregar a bateria em casa
Pode sempre usar uma tomada doméstica. Dependendo da capacidade do quadro elétrico, na melhor das hipóteses, carrega a 3,6 quilowatts, o que é uma velocidade baixa. Por exemplo, se o automóvel consumir 18 quilowatts-hora por 100 quilómetros, vai precisar de cinco horas para carregar o suficiente para percorrer essa distância.
Uma tomada caseira não é a melhor opção, mas é uma alternativa. Não utilize extensões: podem aquecer muito e aumentar o risco de curto-circuito. Mas, se for mesmo preciso, prefira uma extensão simples com material resistente à temperatura, com secção de cabo superior a 2,5 milímetros. Neste tipo de carregamento, use o carregador portátil específico que vem com o carro.
Voltar ao topo13. Cuidado com a temperatura
Evite carregar sob o sol intenso durante os dias de verão mais quentes, sobretudo em veículos sem sistema de refrigeração das baterias, ou após viagens longas a alta velocidade. Deixe o carro em zonas frescas. Voltar ao topoSe gostou deste conteúdo, apoie a nossa missão
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