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Como escolher um computador portátil 2-em-1

Os computadores portáteis 2-em-1 (ou híbridos), que combinam um ecrã tátil e um teclado destacável ou convertível, podem ser aparelhos muito convenientes. Saiba como escolher.

Mulher de cabelo comprido escreve num pequeno computador portátil branco sobre uma secretária

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Um portátil 2-em-1 é uma inovação que combina um portátil tradicional e um tablet. Com um aparelho com estas características, pode estar num momento a trabalhar num documento na mesa da sua sala de estar, e minutos depois deitado no seu sofá a entreter-se com um serviço de streaming, como Netflix, Disney+ ou YouTube. São, sem dúvida, aparelhos muito flexíveis.

Que tipos de portáteis 2-em-1 existem?

Existem dois tipos de portáteis 2-em-1, ou híbridos:

  • portáteis destacáveis: o teclado pode ser completamente destacado do ecrã. Estes aparelhos são bons quando pretende maior mobilidade, por exemplo, para jogar ou navegar na web usando apenas o ecrã. No entanto, muitas vezes, a possibilidade de destacar o teclado faz com que os portáteis híbridos percam em desempenho, sobretudo os aparelhos Windows. Isto acontece porque o processador tem de ser colocado por detrás do ecrã, onde o espaço disponível para um arrefecimento eficiente é quase sempre menor. Além disso, em alguns modelos, parte da bateria ou da placa gráfica estão instaladas no teclado, o que significa que irá perder autonomia ou o portátil irá ter um desempenho inferior (para jogar) quando destaca o teclado. O Lenovo Yoga Duet 7 13 e o Microsoft Surface Go 3 Pentium são exemplos de portáteis híbridos destacáveis;

 

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  • portáteis convertíveis: o teclado gira 360 graus em dobradiças e dobra-se completamente contra a parte de trás do ecrã. Esta opção é menos prática do que o teclado destacável, uma vez que um ecrã com um teclado por detrás torna-se mais volumoso. Também pode usar um convertível dobrando o teclado para trás sensivelmente a 45 graus, o que permite que o portátil se segure e que outras pessoas possam facilmente visualizar o ecrã. Isto faz com que os convertíveis sejam uma boa opção para apresentações e trabalho colaborativo. O Asus Zenbook Flip 13 e o Lenovo Ideapad Flex 5 I7 são exemplos de portáteis híbridos convertíveis.

 

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Existem também tablets grandes (entre 11 e 13 polegadas), com um ótimo desempenho e a possibilidade de acoplar uma capa teclado (type cover). Esta combinação oferece aos utilizadores uma experiência próxima dos portáteis e pode ser útil para estudantes ou profissionais como um aparelho 2-em-1. Os teclados podem ser comprados em separado, com preços muito variáveis, quer sejam da marca do tablet (pelo menos 109 euros) ou um teclado universal (a partir de 40 euros).

Os iPad Pro com processadores M1 são exemplos deste tipo de tablets (por exemplo, Apple iPad Pro 12,9"). Alguns exemplos a operar com Windows são o Microsoft Surface Pro 8 e o Microsoft Surface Pro X SQ2. Estes têm a particularidade de serem testados quer enquanto tablets, quer enquanto computadores; em função da utilização, têm uma avaliação diferente.

ESCOLHA UM TABLET COM MAIS DE 9"

Para quem são adequados os portáteis 2-em-1?

Para quem prefere a simplicidade de um único aparelho, ou não quer ter de lidar com mais do que um sistema operativo, um portátil 2-em-1 pode ser uma opção a considerar.

Quem faz a maioria da utilização em casa também é um bom candidato para convertíveis, pois o volume extra do aparelho em modo tablet não fará grande diferença quando estiver sentado na cozinha ou a relaxar no sofá.

Se viaja muito, um convertível pode igualmente ser uma boa escolha: um aparelho ocupa menos espaço na bagagem do que dois (sobretudo se tiver em conta os carregadores e outros acessórios) e os designs mais versáteis podem adequar-se melhor à utilização em espaços apertados, como as mesas dos assentos nos aviões ou num café cheio de pessoas. 

Como escolher um portátil 2-em-1

Os portáteis 2-em-1 destinam-se a oferecer as funcionalidades de um portátil e de um tablet num único aparelho. Os fabricantes estão a disponibilizar cada vez mais modelos destes versáteis portáteis, com diferentes características e muitos designs diferentes. Veja o que deve analisar para escolher.

Sistema operativo

Há portáteis 2-em-1 a funcionar com diferentes sistemas operativos.

  • Android: alguns modelos de gama alta estão a tornar-se bons substitutos dos portáteis. Os da Samsung, por exemplo, podem entrar em modo Dex quando estão ligados a uma capa teclado ou a um monitor externo (com um teclado e um rato). O modo Dex tem uma interface de utilização tipo portátil mais clássica.
  • iPadOS: o mais recente iPad Pro vem com processadores M1 e bons teclados destacáveis. Alguns utilizadores utilizam-no como substituto do portátil. O iPadOS não oferece a mesma seleção de aplicações disponível num MacBook, mas tem o essencial. Com o iPadOS 16 será possível fazer uma melhor gestão das janelas em tablets iPad Pro com processadores M1.
  • Windows: com portáteis 2-em-1 com Windows 10 ou 11, deve conseguir instalar o software dedicado a que está habituado. O desempenho também é um argumento de escolha. Existem alguns ótimos portáteis 2-em-1 Windows. O Windows 11 está ligeiramente mais otimizado para ecrãs táteis do que o 10.
  • ChromeOS: um sistema operativo leve, com uma interface de utilização otimizada para ecrãs táteis (com grandes elementos visuais). Os Chromebooks destinam-se a uma utilização leve (ver vídeos no YouTube, estar nas redes sociais ou navegar na web) e desempenham bem estas tarefas.

Processador

Dada a sua configuração particular e o tamanho, muitos tablets e portáteis 2-em-1 contam com uma arquitetura de processamento designada por ARM. Esta tecnologia pode ser mais eficiente na gestão da bateria do que processadores x86, mas as opções em termos de aplicações para Windows são limitadas, uma vez que a maioria dos programas que correm neste sistema operativo não está otimizada ou não é compatível com processadores ARM.

Se gosta de jogar, é conveniente confirmar esta questão no portátil 2-em-1 que pretende comprar. Embora alguns modelos topo de gama demonstrem um desempenho surpreendente, a realidade é que a maioria não consegue competir com um portátil gaming, e muito menos com um computador de secretária (desktop). Isto acontece porque não são suficientemente grandes para acomodar um placa gráfica ou um sistema de arrefecimento dedicados.

Ecrã

O ecrã da maioria dos portáteis 2-em-1 tem entre 10 e 13 polegadas (25-33 cm). Quanto maior é o ecrã, maior é o conforto na utilização, no entanto, o peso também aumenta.

Evite ecrãs com resoluções demasiado baixas (800 x 1280 pixels), uma vez que, no modo tablet, vai utilizar o aparelho mais próximo dos olhos e a falta de definição pode ser mais evidente. A partir de 1920 x 1080 pixels já terá um ecrã satisfatório. Contudo, a resolução não é o único parâmetro a observar na qualidade de um ecrã: o brilho, a responsividade, a precisão das cores e os reflexos também têm um papel. Todos estes parâmetros são testados nos nossos testes, por isso, consulte os resultados quando estiver a escolher o seu aparelho.

Teclado

Se pretende comprar um portátil convertível, é conveniente experimentar o mecanismo de dobradiça pessoalmente, se possível. Gire o ecrã, vire-o para trás, sinta o peso no modo tablet. A utilização é confortável? Consegue segurar o aparelho só com uma mão, para ver se é confortável na utilização em modo tablet? As teclas expostas abanam ou parecem em risco de cair? Todas estas questões devem ser consideradas num aparelho com estas características.

Considere também se precisa de modos de visualização opcionais, como o modo de apresentação (o teclado e o ecrã fazem um suporte em forma de A).

Armazenamento

Os portáteis 2-em-1 incorporam armazenamento SSD, com várias capacidades disponíveis: 32 GB, 64 GB, 128 GB, 256 GB, 512 GB ou até 1 TB. 128 GB parece-nos o mínimo indispensável, mas, para dispositivos Windows, recomendamos que não se contente com menos de 256 GB.

Se o dispositivo tiver um leitor de cartões de memória, tipicamente microSD, poderá aumentar a capacidade de armazenamento.

Conectividade

A maioria dos fabricantes inclui portas USB (USB 3.0 é preferível a USB 2.0), USB-C ou micro-USB para ligar os seus periféricos (rato, disco rígido externo, etc.). Uma porta USB-C também pode ser usada para vídeo, dados e/ou carregamento (verificamos esta característica nos nossos testes comparativos).

Uma saída HDMI permite ligar o dispositivo a um ecrã externo, o que também pode ser feito via porta USB-C, se o monitor for compatível, ou Thunderbolt 3 ou 4.

Todos os portáteis podem ligar-se à internet via Wi-Fi e incluem um chip Bluetooth, mas se pretender utilizar funcionalidades de geolocalização, verifique se o aparelho tem um chip GNSS (GPS, Galileo, ou outro).

Câmara

O tablet não é o aparelho mais prático para tirar fotos, mas se esse critério for importante para si, consulte os resultados dos nossos testes.

Por outro lado, a câmara frontal, que permite fazer chamadas de vídeo (Facetime, Teams, Messenger, Skype, WhatsApp, etc.), é importante. Portanto, verifique se os resultados do teste são bons para este parâmetro.

Autonomia

Inicialmente, as baterias dos portáteis 2-em-1 ficavam sem carga mais rapidamente, devido aos trabalhos de processamento adicionais relacionados com o ecrã tátil, o que representava uma desvantagem numa tecnologia que se destina a ser portátil.

No entanto, em modelos mais recentes, este problema foi ultrapassado. Nos nossos testes de autonomia, encontramos alguns portáteis com ecrã tátil com excelente desempenho de bateria (acima de 13 horas), embora alguns deixem muito a desejar.

Alguns modelos híbridos destacáveis têm uma bateria adicional integrada no teclado. Isto significa que o aparelho perde parte da autonomia quando se destaca o teclado.

Prós e contras dos portáteis 2-em-1

Pontos fortes

  • Muito prático e versátil, combinando um tablet e um portátil num único dispositivo.
  • Conveniente, especialmente para trabalhar. Por exemplo, se tiver dois dispositivos e preparar uma apresentação num, mas levar por engano o outro para a sua apresentação (ou o seu armazenamento em nuvem não sincronizar corretamente).
  • A câmara frontal em portáteis destacáveis tende a ser melhor do que em portáteis clássicos.

Pontos fracos

  • Dependendo do uso pretendido, os tablets são mais convenientes se forem mais pequenos (especialmente se a mobilidade for importante para si) e os portáteis tornam-se mais confortáveis, quando têm um ecrã maior (especialmente se realiza tarefas complexas com frequência), o que significa que pode ser difícil encontrar um portátil 2-em-1 com o tamanho perfeito para ambas as utilizações.
  • A seleção de portas é medíocre em tablets. Muitas vezes, só tem uma porta USB-C.
  • Os portáteis 2-em-1 Windows têm opções limitadas de aplicações otimizadas para ecrã tátil.
  • Um portátil 2-em-1 pode ser mais caro do que um portátil e um tablet de gamas semelhantes.
  • Muitos modelos, principalmente os híbridos, são mais difíceis de abrir e reparar, com mais componentes soldados e uso mais frequente de cola (em vez de parafusos).

Quanto custa um portátil 2-em-1?

Os portáteis 2-em-1 são bastante caros. Pode encontrar modelos por menos de 300 euros, mas são muito limitados, com baixa capacidade de armazenamento e processadores menos potentes.

Se quiser um modelo capaz, terá de gastar mais de 600 euros. Por fim, se não tiver restrições de orçamento, poderá gastar 1500 euros ou mais.

Pode pensar que adquirir um só aparelho sai mais barato do que comprar um portátil e um tablet. Certamente poderá ser, se estiver nos seus planos investir em modelos de última geração. Com o dinheiro de um portátil e de um tablet de primeira linha, pode comprar praticamente qualquer portátil 2-em-1.

Um tablet e um portátil em separado, ou um computador de secretária, podem ser uma melhor opção, porque se escolher os modelos certos, poderá economizar centenas de euros.

Se este for o caminho para si, podemos ajudá-lo a escolher o melhor portátil e o melhor tablet ao melhor preço.

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