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Teste rápido de antigénio, RT-PCR, autoteste e serológico: veja as diferenças

O sucesso da campanha de vacinação contra a covid-19 no nosso país, que permitiu que a maioria da população elegível para ser vacinada o fosse, levou à redução do risco de infeção por SARS-CoV-2 e de evolução clínica para doença grave e morte, mesmo perante a circulação de novas variantes com maior transmissibilidade, como a Delta. Apesar disso, a realização de testes continua a ser um importante meio de controlo da transmissão da infeção por SARS-CoV-2 e na gestão da pandemia, especialmente nas instituições de saúde e nas populações mais vulneráveis. Face a isto, houve necessidade de adaptar a Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2 ao risco e à cobertura vacinal atingida em Portugal. As recentes decisões governamentais relativas à nova fase de desconfinamento espelham-no: eliminaram a obrigatoriedade de efetuar rastreios laboratoriais em eventos familiares ou reuniões culturais ou corporativas com mais de dez pessoas, e também a testagem periódica em determinados contextos laborais, nomeadamente locais de trabalho com 150 ou mais trabalhadores.

Mas os testes não são todos iguais. Nem todos têm valor de diagnóstico, só alguns são aceites para viajar ou cruzar fronteiras, uns são feitos em casa pelo próprio indivíduo, outros podem ser feitos em farmácias e laboratórios e outros só em laboratório, em ambiente controlado, e o custo de cada pode variar consideravelmente. 

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Quando deve ser realizado um teste laboratorial à covid-19?

Os testes laboratoriais para SARS-CoV-2 devem ser realizados e interpretados de acordo com uma finalidade clínica e de saúde pública. Destinam-se a:

  • diagnosticar a covid-19 em doentes com suspeita de infeção por SARS-CoV-2 ou em pessoas que tenham tido contactos de alto e baixo risco;
  • efetuar rastreios em populações vulneráveis, unidades de saúde e contextos comunitários ou ocupacionais. 
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Que tipo de testes à covid-19 existem?

Há quatro tipos de testes disponíveis: testes moleculares de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN); testes rápidos de antigénio (TRAg); autotestes e testes serológicos. O seu desempenho depende muito do contexto clínico e epidemiológico em que são utilizados.  

Em traços largos, os testes à covid-19 podem dividir-se entre os que são projetados para diagnosticar uma infeção atual e os que têm como objetivo determinar se a pessoa já teve contacto com o novo coronavírus

Testes rápidos de pesquisa de antigénio

Os testes de pesquisa de antigénio (TRAg) desenvolvidos para o diagnóstico do SARS-CoV-2 visam detetar proteínas específicas do vírus produzidas no trato respiratório. São realizados através da colheita de amostras de exsudado (normalmente, da nasofaringe) com uma zaragatoa.

Os estudos científicos demonstram que a fase em que, com maior probabilidade, se deteta um antigénio viral num indivíduo infetado por SARS-CoV-2 é geralmente nos dias imediatamente antes do aparecimento dos primeiros sintomas e nos cinco a sete dias imediatamente seguintes, período em que a carga viral no trato respiratório superior é mais elevada. Por isso, devem ser utilizados nos primeiros cinco dias (inclusive) de doença, de modo a diminuir a probabilidade de obtenção de resultados falsos negativos.

A tecnologia envolvida é semelhante à de um teste de gravidez. Os testes de pesquisa de antigénio podem ser realizados em pequenas séries, com baixa complexidade de execução técnica, e não implicam o recurso a um laboratório. Os resultados ficam, na maioria dos casos, disponíveis para leitura visual ou ótica no equipamento portátil no espaço de 10 e 30 minutos.

Autotestes para a deteção de infeção por SARS-CoV-2

Os autotestes são testes rápidos de antigénio de baixa complexidade de execução técnica que permitem a sua utilização por pessoas que não profissionais de saúde ou outros profissionais habilitados.

A utilização de autotestes não substitui, mas complementa, a utilização dos restantes testes laboratoriais para SARS-CoV-2, pelo que estes testes não devem ser considerados testes de diagnóstico em pessoas com suspeita de infeção por SARS-CoV-2 (pessoas sintomáticas) ou pessoas com contactos com casos confirmados de covid-19.

Testes moleculares ou testes de PCR

Os testes moleculares de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) desenvolvidos para o diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2 são testes de pesquisa de RNA viral (o genoma do SARS-CoV-2) ou testes RT-PCR. Trata-se do método de referência para a deteção de RNA viral do SARS-CoV-2, que permite concluir que alguém está infetado com este vírus (a deteção de RNA viral na amostra recolhida leva ao diagnóstico de covid-19). 

No grupo dos testes moleculares de amplificação de ácidos nucleicos incluem-se os RT-PCR convencionais, feitos em tempo real, e os RT-PCR em circuito fechado, que são testes de amplificação de ácidos nucleicos, realizados geralmente em equipamentos portáteis, que permitem um resultado mais rápido quando comparados com os testes ditos "convencionais".

Para a realização destes testes moleculares, são recolhidas, com o auxílio de uma zaragatoa, amostras do trato respiratório superior e/ou inferior para a eventual deteção de RNA viral. A evidência científica atual mostra que o RNA de SARS-CoV-2 pode ser identificado um a dois dias antes do início dos sintomas, podendo persistir, nos casos moderados, até 8 a 12 dias depois do início da doença (embora existam casos reportados de deteção de RNA após o 28.º dia de infeção). Dependendo da capacidade do laboratório, os resultados do teste podem ser conhecidos no prazo de 24 horas após a sua requisição.

Testes serológicos 

Os testes serológicos, feitos a partir de análise de amostra de sangue, detetam a presença de anticorpos (produzidos durante uma resposta imunitária à doença) e não estão recomendados para o diagnóstico de novos casos de covid-19. 

Até à data, não há dados científicos suficientes que permitam deduzir se esses anticorpos conferem imunidade de longa duração. Apesar da sua limitada utilidade clínica, estes testes podem ser utilizados em estudos epidemiológicos populacionais e de investigação.

Para se verificar se existe ou não infeção com SARS-CoV-2, é preciso realizar outros tipos de testes, tais como os testes moleculares de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN), os testes rápidos de antigénio (TRAg) e os autotestes.

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Quais os testes à covid-19 mais fiáveis?

A fiabilidade dos testes à covid-19 mede-se, geralmente, por dois critérios: a sua sensibilidade (ou seja, a capacidade de detetar pessoas infetadas) e a sua especificidade (o número de falsos positivos que pode eventualmente indicar). 

Como em todos os testes laboratoriais, existem vários aspetos que podem condicionar a fiabilidade dos resultados dos testes RT-PCR. A probabilidade de um resultado positivo varia consoante o tipo de amostra biológica, a qualidade da colheita e a quantidade de RNA viral presente numa determinada localização anatómica e em cada fase e gravidade da doença. 

Os testes de deteção de pesquisa de antigénio (TRAg), em princípio, têm uma menor sensibilidade do que os testes moleculares (RT-PCR), particularmente quando a carga viral é mais baixa. Sobretudo no início da infeção, a deteção da presença de uma proteína do SARS-CoV-2 pode ocorrer mais tarde do que a identificação do RNA viral por RT-PCR. Contudo, quando a carga viral é elevada (nos dias que antecedem os sintomas e nos cinco a sete dias depois do aparecimento dos mesmos), o potencial destes testes aumenta.  

Em Portugal são aceites os TRAg – que apresentem uma sensibilidade igual ou superior a 90% e uma especificidade igual ou superior a 97% (comparativamente com os TAAN). Em suma, os testes rápidos de deteção de antigénio usados são fiáveis, sobretudo quando usados numa fase inicial da doença, e podem orientar as decisões em saúde pública e a vigilância da covid-19, permitindo, por exemplo, isolar antecipadamente casos assintomáticos, ou obter um diagnóstico rápido numa fase inicial da doença.

Os autotestes têm uma sensibilidade (capacidade de detetar pessoas infetadas) mínima de 80% e uma especificidade (capacidade de evitar falsos positivos) igual ou superior a 97 por cento.

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Para quem estão indicados os testes rápidos de antigénio?

Os testes rápidos de antigénios estão indicados para:

  • pessoas com sintomas sem critérios de internamento e indicação para vigilância clínica e isolamento no domicílio nos primeiros cinco dias (inclusive) de sintomas;
  • pessoas assintomáticas que tiveram ou mantêm contacto de alto e baixo risco com algum caso confirmado de covid-19, se o teste molecular não estiver disponível ou não permitir a obtenção do resultado em menos de 24 horas;
  • profissionais de saúde que prestam cuidados de saúde diretos e de maior risco de contágio (devem ser testados a cada 7 a 14 dias) – também podem ser usados testes moleculares (RT-PCR) para o mesmo efeito; 
  • surtos em escolas, lares e outras instituições, sob coordenação das equipas de saúde pública;
  • doentes sintomáticos com indicação para internamento, antes de serem admitidos e durante o próprio internamento, nos casos em que o teste molecular não esteja disponível ou não permita obter resultados em tempo útil;
  • pessoas sem sintomas e sem contacto de alto risco com caso confirmado, no contexto da admissão hospitalar, em estruturas residenciais para idosos, em unidades da rede nacional de cuidados continuados integrados e em instituições de acolhimento social, entre outras. Nestes casos, o uso de testes rápidos visa prevenir e mitigar o impacto da covid-19 nos serviços de saúde e nas populações vulneráveis (de acordo com as novas regras, a apresentação do certificado digital covid pode dispensar, quanto aos visitantes, a apresentação de comprovativo de realização de teste nestes contextos);
  • utentes assintomáticos com consulta presencial no centro de saúde (agrupamentos de centros de saúde ou unidades locais de saúde), que consintam a sua realização;
  • rastreios regulares nas creches e em estabelecimentos de educação e ensino;
  • outras situações a definir pela Direção-Geral da Saúde.

Os testes laboratoriais para a identificação de SARS-CoV-2 não devem ser realizados em pessoas com história de infeção por SARS-CoV-2, confirmada laboratorialmente, nos últimos 180 dias, subsequentes ao fim do isolamento, exceto:

  • quando apresentem sintomas sugestivos de covid-19 e simultaneamente sejam contacto de risco de um caso confirmado de covid-19, nos últimos 14 dias, ou não exista diagnóstico alternativo para o quadro clínico;
  • em situações de imunodepressão.
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Quem tiver as duas doses da vacina também deve ser testado?

As pessoas que tenham tomado as duas doses da vacina há mais de 14 dias devem manter a realização de testes de diagnóstico da covid-19 nas seguintes situações:

  • em caso de suspeita de infeção por SARS-CoV-2;
  • em contactos de risco com caso confirmado de covid-19.

Ficam, contudo, isentas da realização de testes de rastreio para SARS-CoV-2 as pessoas com esquema vacinal completo há mais de 14 dias nos seguintes contextos:

  • em populações vulneráveis (no âmbito de rastreios periódicos aos residentes, utentes e profissionais, mantendo-se a realização de teste laboratorial na admissão nestas instituições, e os rastreios periódicos aos residentes, utentes e profissionais das estruturas residenciais para idosos);
  • nas unidades prestadoras de cuidados de saúde (em rastreios periódicos aos doentes durante o internamento e aos acompanhantes – mantendo-se a realização de teste laboratorial na admissão e nos restantes contextos definidos para estas unidades – e em rastreios periódicos aos profissionais de saúde);
  • nos rastreios ocupacionais (em contexto laboral);
  • nos rastreios comunitários (em eventos culturais, por exemplo).
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Onde são disponibilizados os testes rápidos de antigénio?

Para o controlo da transmissão comunitária e monitorização da evolução epidemiológica da covid-19, são disponibilizados testes rápidos de antigénio nas unidades dos agrupamentos de centros de saúde (ACES) e nas unidades locais de saúde (ULS). Para este efeito, são disponibilizados testes rápidos de antigénio aos utentes assintomáticos que se apresentem em consulta presencial e que consintam na sua realização.

Os testes rápidos também podem ser feitos, mediante pagamento do utente, em estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, com registo válido na Entidade Reguladora da Saúde (ERS) – por exemplo, farmácias – desde que estas cumpram os requisitos para a realização dos testes rápidos de antigénio para SARS-CoV-2.

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Qualquer teste rápido de antigénio serve para o certificado digital covid?

Nem todos os testes rápidos antigénio (TRAg) disponíveis em Portugal são aceites para emissão do certificado digital covid. A lista de TRAg que permitem a emissão de certificado digital covid da União Europeia pode ser consultada no site do Infarmed.

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Como posso saber os resultados dos testes?

Em Portugal, os resultados dos testes laboratoriais (tanto os moleculares como os de pesquisa de antigénio) são disponibilizados e comunicados ao utente através de mensagem SMS, boletim de resultado, e-mail ou outra via, até 12 horas após a realização do teste. Também são transmitidos ao médico, ou ao serviço prescritor, no mesmo prazo.

São ainda, regra geral, registados na plataforma do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (Sinave) pelos laboratórios, no período de 24 horas desde a requisição do teste laboratorial e a obtenção do resultado.

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Com um teste rápido negativo, é preciso fazer um RT-PCR?

Face a um resultado negativo num teste rápido de pesquisa de antigénio, caso haja elevada suspeita clínica da covid-19, a Direção-Geral da Saúde recomenda a realização de um teste molecular (RT-PCR). Contudo, a decisão de fazer um teste molecular compete ao médico assistente, que age consoante análise e ponderação da situação clínica e epidemiológica evidenciada.

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E se tiver um teste rápido positivo? Devo fazer um RT-PCR?

Os resultados positivos nos TRAg devem ser confirmados por um TAAN (ou seja, por um RT-PCR), realizado no prazo de 24 horas, de forma a garantir a implementação de medidas de saúde pública adequadas e proporcionais, assumindo-se o resultado obtido no TAAN como válido.

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Onde podem ser feitos os testes à covid-19?

A lista completa de laboratórios de referência convencionados com o Serviço Nacional de Saúde para a realização de testes do tipo RT-PCR pode ser consultada no site do SNS. Este tipo de testes pode ser realizado nos seguintes locais:

  • laboratório de referência nacional – Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA);
  • laboratórios hospitalares capacitados para o efeito;
  • rede complementar de laboratórios privados;
  • outros postos de colheita (como os chamados “drive thru”).

Os testes rápidos de antigénio também podem ser feitos noutros estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, como as farmácias comunitárias, desde que tenham registo válido na Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

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A colheita da amostra para o teste pode ser feita em casa?

Sim. Muitos laboratórios permitem a colheita das amostras tanto nos pontos de colheita destinados para o efeito como no domicílio. Se está interessado nesta possibilidade, verifique na lista disponibilizada no site do SNS se o laboratório escolhido faz domicílios. A colheita tem de ser realizada por profissionais devidamente qualificados (conselho especialmente importante para os testes rápidos de pesquisa de antigénio, que podem ser feitos feitos fora de laboratórios).

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Que testes de diagnóstico à covid-19 posso fazer numa farmácia?

Se lhe for prescrito um teste rápido de antigénio para o SARS-CoV-2, pode realizá-lo numa farmácia. Caso a prescrição refira especificamente um teste molecular para pesquisa de RNA do vírus SARS-CoV-2 por RT-PCR, terá de recorrer a um dos laboratórios de referência. Todos os estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde, com registo válido na Entidade Reguladora da Saúde (ERS), podem realizar testes rápidos de pesquisa de antigénio, o que engloba as farmácias, desde que cumpram os requisitos para a realização dos testes rápidos de antigénio para SARS-CoV-2.

É necessário, contudo, que os testes sejam realizados em condições de segurança elevadas e em unidades prestadoras de cuidados de saúde onde sejam asseguradas as condições de higiene e biossegurança adequadas. Têm também de ser aplicadas e verificadas as devidas condições regulamentares, por exemplo, a realização dos testes por profissionais de saúde devidamente habilitados e a garantia do consentimento informado do utente.

Posso pedir uma declaração na farmácia ou no laboratório que comprove um resultado negativo? 

Sim, face a um resultado negativo num TRAg na farmácia ou laboratório, o utente pode pedir uma declaração que o ateste.

A farmácia comunica com a plataforma dos certificados covid?

O resultado do teste é comunicado pela farmácia ou laboratório na aplicação informática Sinave, com toda a informação necessária para gerar o certificado digital covid. O resultado obtido no TRAg de uso profissional é comunicado ao utente e registado no sistema Sinave.

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Como obtenho a prescrição para um teste à covid-19?

Os testes que permitem diagnosticar uma infeção pelo SARS-CoV-2 devem ser prescritos pelos profissionais de saúde que fazem a avaliação clínica do doente numa situação de suspeita de contágio. Em caso de sintomas ou contacto próximo com um caso positivo, deve contactar o SNS24 para que a situação seja avaliada e eventualmente seja reencaminhado para consulta.

A prescrição individual pode ser dispensada nos casos de investigação de surtos e rastreios.

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Quanto custa fazer um teste à covid-19?

Os utentes com prescrição médica do Serviço Nacional de Saúde para a realização de um teste à covid-19 estão isentos do seu pagamento. Para os restantes, os preços podem variar bastante de acordo com o local efetuado e o tipo de teste. Regra geral, os testes de pesquisa de antigénio e os autotestes são mais baratos, sendo os RT-PCR mais dispendiosos. A comparticipação do Estado na realização dos TRAg em 100% do preço máximo fixado para efeitos de comparticipação (10 euros) já terminou, mas ainda há autarquias que mantêm essa gratuitidade para os munícipes, pelo menos, até ao final de outubro. É o caso da Câmara Municipal de Lisboa, por exemplo.

Os autotestes podem ser adquiridos em farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica autorizados e, desde 16 de julho, também em supermercados e hipermercados, desde que sejam garantidas as condições definidas pelo fabricante na informação constante na rotulagem e/ou no folheto informativo.

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A seguradora comparticipa os testes à covid-19?

A comparticipação do teste vai depender da seguradora e dos motivos que levarem o utente a fazê-lo. Se vai realizar um teste de diagnóstico à covid-19 do tipo RT-PCR devido à necessidade de ser submetido a uma intervenção cirúrgica ou a um procedimento invasivo numa instituição privada, por exemplo, ou por manifestar sintomas compatíveis com a doença, entre em contacto com a sua seguradora. A maioria comparticipa o teste nestas situações, desde que prescrito por um médico. Já se o motivo for a necessidade de ter o teste para viajar de avião, o mesmo poderá não acontecer.

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