Dicas

Tuberculose: como identificar e tratar

Sintomas e diagnóstico

Na maioria dos casos, depois do contágio o sistema imunitário destrói as bactérias e não surgem sintomas. No entanto, o sistema imunitário pode não conseguir erradicar o bacilo, mas construir uma barreira defensiva em torno da infeção. Embora não surjam sintomas, a bactéria permanece no organismo, “adormecida”.

Neste caso, é uma tuberculose latente, em que não há risco de transmissão, mas a bactéria pode ativar-se e multiplicar-se mais tarde. Se isso ocorrer, o doente passa a ter uma tuberculose ativa e contagiosa.

Quando o sistema imunitário não consegue destruir nem conter a bactéria, esta espalha-se lentamente para os pulmões, podendo atingir outros órgãos.

O grande perigo é a emergência de uma tuberculose multirresistente, mais difícil de tratar porque as bactérias resistem aos antibióticos habitualmente usados, o que aumenta o risco de mortalidade.

A tuberculose tem habitualmente uma apresentação clínica discreta, evoluindo ao longo de dias, semanas ou mesmo meses. Os sintomas mais comuns são: tosse persistente há mais de três semanas, dor no peito, expetoração com sangue, falta de ar, cansaço, febre, entre outros.

Diagnóstico

Perante os sinais de alarme ou após contactar com um doente, marque consulta. Na presença de sintomas característicos, o médico poderá suspeitar de uma tuberculose ativa. Será solicitado um raio-x ao tórax para detetar lesões pulmonares. Também é habitual uma análise à expetoração (baciloscopia) para confirmar a presença do bacilo de Koch, o agente infecioso responsável. Estes dois exames permitem avançar com o diagnóstico de tuberculose pulmonar e iniciar logo a medicação.

Na ausência de sintomas, se existir uma suspeita de possível infeção, por ter estado em contacto com um doente, por exemplo, despistar uma infeção latente é importante, pois permite iniciar o tratamento e, assim, reduzir o risco de desenvolver mais tarde uma tuberculose ativa e contagiosa. Nestas situacoes, aplica-se no antebraço o teste ou prova de Mantoux, complementado com uma análise ao sangue.