Venho apresentar a minha reclamação e alertar a todos os possíveis futuros e actuais clientes a terem atenção aos produtos que adquirem na Dicarmo.Sendo que se assumem como empresa que transpira qualidade, tal não se verificou e assim que comuniquei a minha reclamação a resposta foi logo “os produtos têm 2 anos de garantia e por isso… mas vamos ver o que podemos fazer”. Ficou a esperança de que se retractassem e corrigissem o problema. Mas só ficou a esperança…Comprei os sofás em Junho de 2013 e em Abril deste ano (volvidos menos de 3 anos) dirigi-me à loja para apresentar o meu caso pois comprei sofás em pele sintética e estes começaram a escamar. Começou numa pequena zona de uma almofada e de semana para semana está cada vez pior (está todo a escamar). O preço de compra rondou os 1100 euros e nessa altura fui aconselhado pela senhora da loja a escolher um tipo de pele sintética com maior teor de natural (seja isso o que for mas pelo que me foi dito, de melhor qualidade) e passados menos de 3 anos os sofás estão uma lástima. Devo referir que quando os comprei alertaram para que os sofás fossem apenas limpos com um pano macio, húmido e sem recorrer a detergentes, o que fiz. Até está colocado em zona em que não incide o sol, pois apenas tenho uma janela na sal de jantar que é contígua à sala de estar.Apresentei o caso na loja de Sintra, enviei fotografias e reclamei o facto de os sofás terem menos de 3 anos e no fim de contas o forro está a desfazer-se. Afirmei que não se admitia que usassem materiais de fraca qualidade (que é o que aconteceu) mas foi-me dito que se queria melhor teria de ter optado por pele genuína. Verdade seja dita que se tivessem prestado informação fidedigna e dito na altura que iria acontecer o que aconteceu, teria optado por outro material com certeza.Pelo que pesquisei não sou caso isolado pois outras pessoas já reclamaram do mesmo (infelizmente quando comprei os sofás confiei na tal imagem de qualidade e não me fui informar). Mas quando falei com a loja disseram-me que não tinha havido mais queixas (talvez 1 outra mas sem expressão) e que tive azar. Ter azar é uma justificação interessante quando se compra um produto que tem defeito. E afinal há mais a queixar-se do mesmo.“O que podemos fazer!” no meu caso o que me apresentaram foi um orçamento para voltar a forrar os sofás adquiridos. Não se colocou a hipótese de reparar apenas as zonas danificadas (o que estranhei mas depois entendi a ideia) até porque a pessoa da loja disse que poderia acabar por acontecer o mesmo ao resto do sofá (lá está a falta de confiança no material que é defeituoso). Ora sendo assim o material é que tem defeito e não se compreendem quererem que o cliente assuma o problema/ custo deles.Propuseram voltar a estufar o sofá, que escolhesse outro material e que iria ficar novo. Assim fiz e aguardei o orçamento pois na loja disseram que não iam poder assumir a totalidade do custo pois “já passaram os dois anos de garantia”. Sempre que isto me foi dito mais aumentava a minha revolta pois quem por trás desta premissa se esconde não tem confiança no que vende.Para minha surpresa o orçamento enviado era mesmo para ter uns sofás novos pois o valor apresentado foi de 495 euros mais IVA. Que iriam ter um custo de 880 euros e que já estavam a fazer uma atenção. Volto à mesma questão de, por que razão sou eu, o cliente a ter de pagar pelo material defeituoso que inicialmente me venderam (não sou perito mas um material que escama ao final de 3 anos só pode ter defeito).Ora se comprei sofás que duram menos de três anos e tenho de voltar a pagar o preço de outros após esse tempo, não compreendo onde fica a qualidade do produto.Como já falei por duas vezes com a loja e parece que não me faço entender, pois o produto tem defeito e não é justo ser eu a arcar com os custos da reparação do erro de outros, terei de enveredar pela via judicial. Certo é que será mais despesa mas é inadmissível que se actue assim nos dias de hoje.Faz-se publicidade para comprar o que é português que tem mais qualidade mas quando ocorre um erro agarramos-nos aos dois anos de garantia e não assumimos nada. Podemos dizer que é como fazem os outros mas assim nunca nos vamos diferenciar. Informaram-me quando comprei os sofás que tinham fábrica própria mas a conversa agora feita é de que a “fábrica com que trabalham” (afinal não é da Dicarmo?) é que atribui os dois anos de garantia e que não pode ser a Dicarmo a arcar com reparações fora desse período. Mas se o artigo tem defeito considerando defeito o produto não responder da forma esperada ao uso previsto e escamar, como ficamos quanto à questão da garantia? Quanto ao assumir de custos de reparação derivados de materiais com defeito ou de fraca qualidade, deveriam aplicar a regra do mercado automóvel que para manter uma imagem de qualidade e a confiança dos seus clientes manda recolher as viaturas e procede às alterações em caso de não conformidade. Se sabiam que estava a suceder isto a outros clientes (que também nesta plataforma já reclamaram) poderiam contactar a informar do que se avizinhava e procediam às reparações. Ou então faziam-se de esquecidos e quando os clientes fossem à loja reclamar assumiam o compromisso e ficariam com um cliente fidelizado.Lanço o desafio para que quem já passou pela mesma situação o exponha e se comprou há menos de dois anos, analise com atenção o produto que tem em casa para ver se não tem nenhum problema. Se tiver, por mais pequeno que seja, reclame pois ainda está na garantia. Se estivesse avisado tê-lo-ia feito e talvez não chegasse a este ponto.