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Reclamação sobre falta de boas condições do serviço de hemodiálise peestados

Não resolvida Pública

Problema identificado:

Qualidade

Reclamação

P. R.

Para: HOSPITAL DIVINO ESPIRITO SANTO -PONTA DELGADA

18/08/2026

Exmos Senhores, Eu, Paula Alexandra Ribeiro Netto de Viveiros, utente do Serviço de Hemodiálise deste Hospital desde Janeiro de 2025, venho por este meio apresentar as minhas impressões sobre os serviços prestados neste lugar, nomeadamente, relativas aos seguintes tópicos: A) a falta de qualidade e diversificação do lanche/ refeição oferecida ao utente a meio da sessão- um paposeco com muito pouco manteiga e de consistência muito seca e borrachosa e um meio copo de chá deslavado, sem outras opções à escolha alèm do mesmo chá e bolachas secas em contrastes com os lanches variados e de melhor qualidade servidos em qualquer outro Hospital ou centro de Hemodiálise em outros pontos do país. Na minha opinião, poderia ser oferecido em alternativa outros tipos de sanduíches ou uma sopa quente. No turno da noite, os utentes, muitas vezes se vêem obrigados a comer uma refeição completa por volta das 16h, 17h em casa antes de seguirem para a sessão para comer um "lanche" às 20h ( hora do jsntar); B) Relativamente à sala nova recentemente montada e equipada, informo que a rede wifi não foi testada no espaço pelo que os utentes têm tido muita dificuldade na utilização da rede neste espaço utilizando os dados móveis durante as sessões, aumentando as contas no final do mês. Acho estranho como houve tantos testes tecnicos e de equipamentos na sala antes da sua utilização, mas ninguém se tivesse lembrado de testar o alcance da rede wifi antes da entrada dos utentes na sala, indispensável para o conforto e entretenimento dos utentes durante as longas horas do tratamento; C) Relativamente às novas máquinas de Hemodiálise recentemente adquiridas saliento que tanto eu, como muitos dos outros utentes, conforme a informação que tenho tido em conversa com alguns deles, temos saído das sessões, desde a chegada das novas máquinas com sintomas de indisposição e mal estar gástricos, sendo que muitos dos utentes acabam não informando os enfermeiros sobre o assunto, pois foram condicionados a pensar qie o sofrimento silencioso faz parte do processo e não manifestam as suas queixas. No meu caso, tenho sempre informado os enfermeiros sobre qualquer alteração no meu metabolismo, pois sou uma pessoa informada e não estou disposta a sofrer em silêncio. Relativamente aos procedimentos dos enfermeiros e da equipa médica no que concerne à retirada dos líquidos dos utentes, nós, utentes, queixamos- nos que muitas vezes exageram no peso a retirar em cada sessão, levando a que, na maioria dos casos, na última hora da sessão os utentes sofrem de tonturas, baixas de tensão, mal estar digestivo e cãibras. Os pesos secos levam tempo a ser atualizados e muitas vezes não tem em consideração se os utentes tem manifestações relativas ao inchaço e retenção de líquidos. Muitas vezes, os enfermeiros têm que repor soro no final da sessão, o que é contraditório, pois se são manifestados todos os sintomas de retirada de excesso de peso significa que na última hora são retirados liquidos em excesso desnecessariamente. D) Relativamente às equipas de profissionais pouco tenho a reclamar, pois, pelo contrário, considero- os todos excelentes profissionais, muito empático e muito competentes, a começar pelo pessoal administrativo, nomeadamente o Sr. Jacinto, muito prestável e educado, todos os auxiliares operacionais e enfermeiros, de categoria sete estrelas; E) No que concerne a equipa médica, não ponho em questão o seu profissionalismo e conhecimentos mas acrescento umas falhas que poderiam ser melhoradas e ultrapassadas, tendo em conta a juventudo do quadro médico atual, que nao minha opinião, deveriam ter uma postura diferente perante o utente e a propria doença- não só uma pistura clínica e técnica, mas também mais humana e próxima do doente, ou seja, uma perspectiva de ver a medicina um pouco mais " fora da caixa" liberta dos ensinamentos de faculdade e congressos mais aberta à investigação e atualização mediante os novos tratamentos alternativos à Hemodiálise em desenvolvimento neste momento em vários pontos do mundo, nomeadamente no que consta as descobettas de Singapura relativamente a proteína IL 11 e o seu impacto na destruição dos rins e consequente desenvolvimento pela mesma equipa de anticorpos em forma de medicamento para eliminação desta mesma proteína e subsequente regeneração dos rins. Outro desenvolvimento científico importante foi a realização na China este ano do primeiro rim artificial orgânico paea dadores universais a ser comercializado internacionalmente a partir de 2030. Nós, utentes, estamos a par destes desenvolvi.entos e queremos fazer parte deles. Já me apercebi que as nossas médicas não estão a par destas investigacoes, estando limitdas spenas ao que sprenderam na faculdade e ao que ouvem nos Congressos médicos, que muitas vezes são patrocinados pelas farmacêuticas, promotoras da manutenção da doença mas não da sua cura. Nós, utentes não gostamos de ser vistos ou reduzidos à condição de doentes e muitas vezes apenas a " par de rins", a uma leitura simplificada de sintomas ou de dois ou três tópicos nos resultados nas análises clínicas. Somos pessoas, temos vidas, famílias, amigos, experiências, trabalhos, traumas, sentimentos, emoções, projetos e sonhos por realizar e muitas vezes percursos de vida traumáticos e muito complicados que nos levaram a sofrer desta doença e a acabar na hemodiálise, num.ptocesso muitas vezes dificil de enfrentar e de encarar a própria doença que condiciona tanto as nossas vidas, rotinas, projetos, sonhos e famílias. Não temos apoio psicológico, as nossas emoções não são sequer consideradas no processo, mas mais uma condição que faz parte da vida e, que segundo os médicos temos que ultrapassar, bem como também os efeitos secundários dos medicamentos e das novas doenças que estes trazem aa nossas vidas já de si complicadas. Relativamente ao campo emocional do utente, sugiro que a equipa médica estude e ivestigue as mais recentes descobertas da Neurociencia, relativas aos impactos profundos dos traumas e do stress crónico no desenvolmento deste tipo de doença bem como também das doenças metabólicas e auto imunes. As pesquisas do Dr. Gabor Matè são muito interessantes sobre o assunto e o seu conhecimento tanto pela equipa médica como pelos enfermeiros poderiam permitir novas abordagens de aproximação humana ao utente e potencializar o seu processo de cura, porque muitas vezes, se a raiz da doença for emocional, a sua cura também será emocional, porque o corpo sai finalmente do modo de sobrevivência e entra no modo de segurança com espaço para cura, expansão e regeneração dos órgãos e funções energético no equilibrio do organismo. Sugiro, por isso, aos profissionais de Sade deste serviço uma visita à Biblioteca deste Hospital, na qual excelentes técnicos poderão auxiliar no seu processo de investigação e atualização de conhecimentos na área através da cedência de artigos científicos sobre os assuntos em questao. Dando pir terminada a minha exposição sobre o assunto, mais uma vez reitero que esta não tem a haver com os funcionários que são excelentes, mas podem sempre melhorar, se considerarem sempre a opinião do utente sobre o serviço prestado, e sim, sobre estas mesmas condições. Sem mais nada a acrescentar, Com os melhores cumprimentos, Paula Alexandra Ribeiro Netto de Viveiros


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