13 de abril de 2026
Exmos. Senhores responsáveis pela empresa Eco-upp,
O meu nome é Angelina Maria Marques Fontes e venho, por este meio, apresentar uma reclamação pelos Vossos serviços prestados. Exijo a devolução do pagamento que fiz por um equipamento que ainda não foi instalado, e que espero há mais de quatro meses, bem como a devolução da quantia paga por uma manutenção que não foi corretamente realizada pela Vossa empresa.
Na semana imediatamente anterior a 4 de julho de 2025, ligaram-me das Vossas instalações, sitas na Praceta José Régio F, 2695-053 Bobadela, para confirmar a manutenção anual ao painel solar para aquecimento de água que tenho em minha casa. Ficou então marcada a visita e manutenção para o dia 4 julho de 2025 às catorze horas. Os técnicos chegaram pouco antes das duas da tarde. Pelo relato que fizeram, mudaram duas peças no equipamento. O técnico afirmou ter feito a manutenção na íntegra, mesmo com vespas a voar junto do painel que, segundo o próprio, teriam de ser retiradas de lá, caso contrário não fariam mais nenhuma manutenção no local. O técnico responsável assina Rafael ou Manuel P. (a cópia do relatório que me foi entregue é de difícil leitura) e o técnico ajudante dá pelo nome de Guilherme Santos. O pagamento foi imediatamente feito por mim no local: 377,75€ (trezentos e setenta e sete euros e setenta e cinco cêntimos).
Conforme pedido pelos técnicos, liguei poucos dias depois para a proteção civil de Torres Vedras, para que fosse verificado se havia algum ninho de vespas no telhado, uma vez que havia um enxame que atrapalhava o trabalho dos técnicos aquando da manutenção do equipamento de aquecimento de água. A proteção civil exigiu fotografias. Como nenhum dos dois técnicos tirou nenhuma fotografia e como me é impossível subir ao telhado para o fazer, disse que não tinha, mas assegurei que os senhores dos painéis tinham garantido que estavam lá vespas. Apesar de ser contra a prática do trabalho da proteção civil, dirigiram-se ao local mesmo sem fotografias. Subiram ao telhado e afirmaram perentoriamente que não existia nenhum ninho lá em cima e que não viram nenhumas vespas, acrescentando ainda que, da próxima vez, apenas viriam a minha casa caso houvesse provas fotográficas da presença de vespas.
A isto acresce ainda um outro facto mais grave. Após a manutenção realizada em julho pelos Vossos técnicos, a água não aquecia totalmente, nem com energia solar, nem com energia elétrica. Estava apenas tépida, quase fria. Eu tive várias vezes de me dirigir a casa do meu filho, no Turcifal, para tomar banho. Quando não me podia deslocar, aquecia água em panelas para lavar a louça e garantir a minha higiene diária, uma vez que o painel não estava a funcionar corretamente, nem sequer com o disjuntor ligado à eletricidade, como costumo fazer nos dias de inverno sempre que não há sol. Deste modo, uma vez que o problema se arrastou durante meses, fui obrigada a requerer nova manutenção. Percebeu-se, então, que os técnicos abandonaram o local da primeira vez que cá estiveram e deixaram a torneira do glicol fechada, o que fez com que a água não aquecesse.
Assim, em novembro de 2025, apresentei-vos uma reclamação via telefone, pelo facto de a água nunca mais ter ficado quente. No dia 27 do mesmo mês, confirmaram por mensagem que, no prazo de vinte e quatro horas, entrariam em contacto para agendar a visita. Não o fizeram. A visita realizou-se apenas no dia 10 de dezembro de 2025, mesmo sabendo que havia uma pessoa em casa, com praticamente setenta anos, sem água quente para a sua higiene pessoal durante aqueles dias frios que já se faziam sentir. Foram os mesmos técnicos que cá estiveram em julho que voltaram a minha casa novamente em dezembro. Subiram até ao painel sem levar ferramentas e aí permaneceram no máximo dez minutos. Disseram para ligar o disjuntor. Garanti que o disjuntor estava ligado, como sempre esteve desde que eles cá vieram, e ainda assim a água não aquecia. Acontece que, depois de terem subido, a água começou a aquecer. O técnico responsável afirmou que “abriu a torneira do glicol, que tinha ficado fechada”, e que “agora o circuito funcionava como um termóstato”. Disse-me que teria de substituir o depósito da água porque o mesmo “se encontrava roto” e que, caso quisesse, eles fariam a respetiva substituição o quanto antes e assim que o tempo o permitisse. Para isso, teria de deixar pago metade do valor do depósito: 656,12 € (seiscentos e cinquenta e seis euros e doze cêntimos). Assim o fiz, esperando que o mau tempo passasse para que logo o depósito novo fosse colocado no telhado. No relatório de manutenção cuja cópia ficou comigo, o técnico responsável escreveu o seguinte: “depósito com circuito primário roto; valor depósito 1690€ (mil seiscentos e noventa euros) já com IVA”; “acresce valor de glicol de 9,8€ (nove euros e oitenta cêntimos)”; no total a soma perfazia “1312,25€ (mil trezentos e doze euros e vinte e cinco cêntimos)”, pois foram “retirados 377,75€ (trezentos e setenta e sete cêntimos e setenta e cinco cêntimos) da manutenção”. Foram pagos por mim, no local, 656,12€ (seiscentos e cinquenta e seis euros e doze cêntimos) para instalação de um novo depósito.
Desde o dia 10 de dezembro até hoje, 13 de abril, o depósito não foi entregue nem colocado. Já foram feitas várias tentativas de contacto. Quando atendem, o que é raro, respondem que na semana seguinte o serviço será terminado. Não foi. Como, entretanto, deixaram de responder às chamadas que faço do meu telemóvel, pedi ao meu filho, Diogo Alexandre Marques Fontes Bento, que lhes ligasse. Disseram-lhe, há cerca de quinze dias, que na verdade não tinham o depósito e que ainda o tinham de encomendar, informação essa que nunca me foi dada. Passaram mais de quatro meses. O depósito não foi entregue nem colocado e o serviço de manutenção não foi devidamente prestado nem concluído até à data de hoje. Pretende-se, consequentemente, a devolução do serviço de manutenção que foi mal feito, bem como o adiantamento dado por mim pelo painel, anulando-se o serviço solicitado.
Posto isto, pretende-se o reembolso dos seguintes valores: 377,75€ (trezentos e setenta e sete cêntimos e setenta e cinco cêntimos) da manutenção que não foi bem prestada e que permanece inconcluída; 656,12€ (seiscentos e cinquenta e seis euros e doze cêntimos) pela instalação de um novo depósito, uma vez que a espera ultrapassa os quatro meses e o serviço não foi realizado.
Aguardamos a devolução do valor no prazo de uma semana para o meu IBAN.
Por último, importa ainda acrescentar que o caso já foi comunicado à DECO.
Sem mais,
Angelina Fontes