Exmos. Senhores,
Venho demonstrar o meu profundo desagrado com o internamento do meu gatinho Ruca. Ele deu entrada neste hospital veterinário na segunda-feira, dia 13 de julho de 2026, para normalização dos valores dos rins, conforme indicação veterinária.
Contudo, o tratamento durante o internamento foi, a meu ver, absolutamente inadmissível:
- O Ruca foi sedado de forma excessiva, tendo até a Dra. Sofia Zamith mostrado preocupação com o estado de sonolência extrema em que ele se encontrava.
- Indicámos claramente que o Ruca só se alimenta de mousse, mas só lhe deram comida sólida em pedaços.
- Ao longo dos dias, a sonolência exagerada persistiu.
- O Ruca foi ficando cada vez mais magro, perdendo peso entre segunda-feira e sábado, quando deveria estar a recuperar.
- Num dos dias mais complicados, quando cheguei para visitar o Ruca, percebi que a comida estava igual à que deixámos na visita anterior, o que demonstra que passou cerca de 24 horas sem comer. Tivemos de comprar nós próprios mousse para ele, porque o animal estava cheio de fome.
- Fui também eu quem limpou a box do internamento, que estava com os resguardos completamente molhados de urina e água derramada; até tive de pedir uma esfregona para limpar o chão, pois nem para as visitas existiam condições.
- Partilhei estas situações com a Dra. Mafalda Melo e a Dra. Sofia Zamith, que reconheceram que eu tinha razão e lamentaram o sucedido.
- Fiquei tão ansiosa e nervosa com esta situação, que só consegui escrever a reclamação no livro próprio no dia seguinte.
- Durante o internamento, senti total falta de sensibilidade por parte da equipa em relação ao bem-estar animal.
- Esquecem-se de alimentar o Ruca, mas não se esqueceram de cobrar o dia em que ele esteve sem comer, o que é, no mínimo, lamentável. Depois do que o Ruca passou, não há forma de corrigir este mau trato.
Gostaria ainda de acrescentar que:
- As patinhas do Ruca ficaram extremamente inchadas devido aos hematomas causados pelos catéteres. Colocaram ligaduras apertadas, e se não tivéssemos ido em visita, ninguém teria retirado os garrotes. Tenho registos fotográficos do inchaço anormal das patas.
- Quando fomos buscar o Ruca, ninguém soube indicar onde estava a sua transportadora e mantinha, porque não foram devidamente identificadas.
- Entre os dias 13 e 18 de julho, durante o internamento, o Ruca perdeu quase 500 gramas e encontra-se sob prognóstico muito reservado, com estado de saúde muito grave.
Estou extremamente dececionada e abalada com todo este processo. Considero esta situação vergonhosa e muito triste.
Cumprimentos,
Rita Conde