Venho, por este meio, apresentar uma reclamação formal e manifestar a minha profunda preocupação relativamente à ausência de acompanhamento médico do meu filho, Gabriel Duarte, de 6 anos, no Hospital Dona Estefânia.
O meu filho encontra-se sem acompanhamento médico e sem consulta de Oftalmologia há mais de um ano, apesar de apresentar um problema de estrabismo que necessita de vigilância e acompanhamento especializado.
A situação é particularmente grave porque, na última orientação clínica que nos foi dada, foram prescritos óculos progressivos e foi indicada a oclusão de um dos olhos. Neste momento, perante a ausência prolongada de acompanhamento, não sabemos sequer se devemos manter a oclusão no mesmo olho ou se esta deve ser alternada, uma vez que temos observado aquilo que nos parece ser um agravamento do estrabismo.
Estamos, naturalmente, extremamente preocupados e desesperados perante esta situação. Estamos a falar de uma criança de apenas 6 anos, numa fase fundamental do seu desenvolvimento visual, e existe o receio de que a falta de acompanhamento adequado possa comprometer a visão do olho que não está a conseguir focar corretamente.
Acresce que, numa fase anterior do acompanhamento, ficámos também a aguardar informação sobre a possibilidade de o Gabriel ser submetido a uma nova intervenção cirúrgica com aplicação de toxina botulínica, não tendo até ao momento recebido uma resposta ou orientação clara sobre se essa intervenção será realizada.
Consideramos absolutamente inadmissível que uma criança nesta situação clínica permaneça durante mais de um ano sem consulta ou acompanhamento médico, sem que os pais tenham uma orientação concreta sobre a continuidade do tratamento.
Não pretendemos substituir a avaliação médica por qualquer orientação informal. O que solicitamos é que o Gabriel seja avaliado por um médico especialista com a máxima urgência, de forma a determinar o estado atual do seu estrabismo e da sua função visual, se a utilização dos óculos progressivos deve ser mantida, se a oclusão deve continuar a ser feita no mesmo olho ou se deve ser alternada, se existe efetivamente agravamento da situação e qual o risco para a visão do olho que não foca corretamente e se está prevista uma nova intervenção cirúrgica com toxina botulínica e, em caso afirmativo, qual a previsão para a sua realização.
Solicitamos, por isso, uma resposta urgente e uma marcação de consulta de Oftalmologia Pediátrica com a maior brevidade possível.
Não estamos perante uma situação que possa continuar indefinidamente em espera. Trata-se de uma criança de 6 anos, numa fase crítica do desenvolvimento da visão, e os pais não podem permanecer sem acompanhamento médico e sem saber se o tratamento que está a ser seguido continua a ser o adequado.
Caso não seja possível assegurar rapidamente o acompanhamento necessário, solicitamos igualmente que nos seja indicada, por escrito, a razão pela qual o acompanhamento se encontra interrompido há mais de um ano e quais as medidas que o Hospital pretende tomar para resolver esta situação.
Dados do utente:
Nome: Gabriel Duarte
N.º de Utente: 976329544
NIF: 302277757
Morada: Av. do Brasil 127, 3.º B, 2735-674 São Marcos
Contacto do pai: Sérgio Duarte
Telefone: 963 527 540
Email: sergioduarte1@live.com.pt
Aguardo uma resposta urgente, por escrito, e a respetiva resolução desta situação.
Com os melhores cumprimentos,
Sérgio Duarte
Pai de Gabriel Duarte