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Contestação de cobrança referente ao dano identificado no carro sem provas

Não resolvida Pública

Problema identificado:

Outro

Reclamação

A. D.

Para: Green Motion Lisboa

25/02/2026

Segue minha reclamação. Este mesmo texto foi enviado ao email da empresa e ainda estou aguardando o retorno da empresa. Inclusive já enviei emails com fotos adicionais (ao menos as que eu tinha). Venho por este meio contestar formal e veementemente a cobrança referente ao dano identificado no veículo que aluguei, conforme relatório de vistoria de devolução que descreve: *"Arranhão no Para-choque Dianteiro, de 2-5 cm, e no Arco da Roda Interno, Lado do Motorista, Dianteiro, de 2-5 cm"*. 1. Da Vistoria de Saída (Retirada do Veículo) No momento da retirada do veículo, ocorrida no dia 13/02/2026 por volta das 19h (já em condições noturnas e com pouca luminosidade), o colaborador da vossa empresa limitou-se a mostrar avarias pontuais. Apesar de constarem apenas 3 danos no desenho do "estado da viatura" do contrato, o funcionário apontou várias outras marcas verbalmente, induzindo-me a acreditar que estavam todas devidamente registadas e que não haveria motivo para preocupação. Embora eu tenha começado a fotografar o veículo, fui rapidamente desencorajado a prosseguir com uma vistoria mais aprofundada, pois o colaborador demonstrou pressa em finalizar o processo de entrega. Diante da atitude do funcionário, e por agir de boa-fé, depositei confiança na palavra dele de que "não haveria problemas", o que substituiu, naquele momento, uma verificação mais minuciosa. 2. Da Vistoria de Devolução (Entrega) e da Prova Documental Na devolução, dia 17/02/2026 por volta das 15 horas, um vistoriador diferente, em poucos segundos, "identificou" o referido dano. A agilidade com que o novo funcionário localizou um arranhão específico — agora em condições de luminosidade natural (muito diferente da retirada noturna) — levanta sérias suspeitas sobre a integridade e transparência do processo. É relevante destacar que tenho em meu poder uma foto (anexa em 2 ficheiros), tirada no momento da retirada do carro, que já mostra um arranhão no para-choque dianteiro direito, comprovando que o mesmo é preexistente e não foi causado por mim. A contradição agrava-se pelo facto de que este dano não foi registado no desenho "estado da viatura" do contrato. Quando apresentei a foto ao colaborador no momento da devolução, ele não a considerou, alegando que a imagem "não mostrava a parte superior" onde ele localizava o dano. No entanto, ele limitou-se a mostrar rapidamente uma foto no seu ecrã, aparentemente do mesmo local da minha imagem, confirmando a inconsistência: a foto foi tirada pela vossa equipa na retirada, mas o dano não foi assinalado no documento contratual. 3. Do Padrão de Conduta da Empresa Importa referir que este exato modus operandi está documentado em várias reclamações públicas contra a vossa empresa. Destaco, em especial, o recente relato do cliente Saulo Albuquerque (no Google Maps), que descreve: "Na retirada, o funcionário disse: 'Não precisa, esses defeitos são antigos, já sabemos que existem. Ninguém vai te cobrar por isso.' Na devolução, outro funcionário procurou exaustivamente por danos." O meu caso é idêntico: fui induzido a não me preocupar na saída e, na entrega, fui surpreendido com a "descoberta" de um dano que, conforme prova documental anexa, já existia antes de o veículo ser entregue. Como se percebe, o veículo já possui diversos arranhões e marcas de uso. Neste contexto, a "identificação" de um novo dano menor não representa prejuízo real para a empresa, mas sim um pretexto para efetuar cobranças elevadas e inesperadas ao cliente, sem qualquer garantia de que o valor cobrado seja efetivamente utilizado para reparação do veículo. 4. Do Ônus da Prova Conforme os princípios gerais do direito do consumidor e as boas práticas do setor de rent-a-car, compete à locadora provar que o dano foi causado durante o período de aluguer. Não o tendo feito no ato da retirada — devido à vistoria superficial, noturna e apressada — e sendo este um padrão de comportamento já identificado noutras reclamações, a presunção deve militar a meu favor: o dano é preexistente. Acresce que apresento prova documental (fotografia) que atesta a existência do dano antes da minha locação, o que invalida por completo a pretensão de cobrança. 5. Pedido Face ao exposto, e ciente de que a vossa empresa já teve conhecimento de práticas desfavoráveis ao cliente (conforme respostas a outras reclamações, prometendo "investigar"), solicito: - A imediata anulação da cobrança referente a este dano; - A devolução integral da caução e da franquia, caso a mesma já tenham sido debitadas; Como consumidor tenho o direito de utilizar os meios legítimos ao meu alcance para expor publicamente esta situação nas redes sociais e plataformas de avaliação, não apenas como desabafo, mas como alerta a outros consumidores sobre as práticas aqui descritas. Aguardando uma resolução justa que não me responsabilize por danos que comprovadamente não causei, subscrevo-me com a expectativa de que a vossa empresa valorize a verdade dos factos e a prova documental apresentada. Uma outra contestação que acrescento agora é que perguntei em qual nível de carga estava e me responderam que estava em 72% (sendo que não percebi se há no veículo marcação numérica de carga). Questionei o motivo de não estar em 80%, e simplesmente me disseram que não haveria problema para mim e que eu poderia entregar sem carregar. Esta é mais uma questão a me sentir ludibriado, pois estão me cobrando valores absurdos pela recarga!!!

Mensagens (2)

A. D.

Para: Green Motion Lisboa

16/03/2026

Ainda continuo sem solução desta cobrança indevida.

A. D.

Para: Green Motion Lisboa

28/03/2026

Prezados, Minha contestação continua, para além de toda a alegação primária já apresentada. Destaco que a foto identificada como “059” foca claramente o lado do motorista (lado esquerdo do veículo). Tal evidência pode ser verificada nitidamente pelo farol auxiliar visível na imagem, que corresponde ao lado esquerdo da viatura. Ou seja, trata-se exatamente do lado que está sendo alegado como local do dano, o que reforça a inconsistência da imputação feita. Reitero os pontos principais da minha contestação: As condições noturnas e com baixa luminosidade no momento da liberação do carro. O colaborador limitou-se a apresentar algumas avarias pontuais, embora tenha mencionado verbalmente outras marcas que não constavam no esquema contratual, induzindo-me a acreditar que todas estavam devidamente registadas. Apesar de ter iniciado o registo fotográfico, como estas já enviadas, fui desencorajado a prosseguir com uma vistoria mais detalhada devido à pressa do colaborador em concluir o processo. Agindo de boa-fé, confiei na sua orientação de que não haveria problemas, o que acabou por substituir uma verificação mais minuciosa naquele momento. Na devolução, um outro colaborador identificou rapidamente os alegados danos, agora em condições de plena luminosidade natural. A facilidade com que o dano foi localizado levanta dúvidas quanto à consistência e transparência do processo. Adicionalmente, há dano que não foi registado no esquema “estado da viatura” do contrato. Ao apresentar a fotografia no momento da devolução, a mesma foi desconsiderada sob a alegação de não abranger totalmente a área em questão. No entanto, foi-me exibida rapidamente uma imagem aparentemente capturada pela própria equipa no momento da retirada, evidenciando o mesmo local, o que reforça a inconsistência entre o registo fotográfico e a ausência de anotação contratual. Sendo assim, não concordo com as justificativas apresentadas, tanto para os danos, quanto relativa à cobrança da recarga elétrica. Sendo assim, mantenho as contestações já apresentadas.


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