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chauvinismo e xenofobia

Em curso Pública

"Geral - Adigal, Lda.

Reclamar

Problema identificado:

Outro

Reclamação

L. N.

Para: "Geral - Adigal, Lda.

05/03/2026

Denuncio o chauvinismo e a xenofobia contra uma europeia casada com um português Sou estrangeiro, pago impostos em Portugal e sou proprietário de um apartamento num prédio gerido pela Adigal. Não vivo aqui permanentemente, não consigo aprender completamente a língua local. Compreendo o escrito e, em parte, o oral. Até agora, quando me deslocava ao escritório da Adigal, conseguia comunicar em inglês, que a secretária sentada no primeiro escritório domina perfeitamente. Hoje, quando fui pagar a minha conta anual, recusaram-se a comunicar comigo em inglês. A mesma pessoa, que normalmente o fazia perfeitamente, hoje só aceitou comunicar em português. Usei um tradutor online para fazer a minha pergunta, à qual a mesma senhora respondeu da mesma forma. Fiz uma pergunta adicional à primeira senhora em resposta à sua resposta escrita, também com a ajuda do programa de tradução, mas ela recusou-se a responder. A segunda senhora, que estava a tratar da minha conta, levantou-se e começou a gritar em português, a insultar-me e a recusar-se a fazer a minha conta. Segundo ela, toda a gente deve falar a língua local. Outro proprietário de apartamento que acabara de entrar também ouviu a conversa. Considero este comportamento totalmente inadequado, pouco profissional, xenofobe e chauvinista. Não honra nem a Adigal nem Portugal.

Mensagens (2)

"Geral - Adigal, Lda.

Para: L. N.

06/03/2026

Exmos. Senhores, Em resposta à reclamação apresentada, cumpre-nos esclarecer que o teor exposto não corresponde aos factos ocorridos no atendimento em causa. A reclamante já se deslocou ao nosso escritório em diversas ocasiões anteriores, tendo sido sempre atendida no âmbito normal da atividade administrativa, sem que alguma vez lhe tivesse sido recusado o pagamento de quotas ou qualquer outro atendimento relacionado com a sua fração. Aliás, existem pagamentos presenciais anteriormente efetuados no escritório, sem registo de qualquer recusa de atendimento. Importa ainda referir que a reclamante demonstra, em contexto de atendimento, capacidade de compreensão e comunicação em língua portuguesa, a qual, de resto, tem utilizado em interações com diferentes colaboradores. Quando necessário, os nossos serviços procuram adaptar a comunicação, dentro do que é razoavelmente possível, para assegurar o atendimento e a compreensão das questões colocadas. Rejeitamos, por isso, de forma expressa, qualquer imputação de chauvinismo, xenofobia ou discriminação. A Adigal não adota, nem tolera, qualquer conduta discriminatória no relacionamento com condóminos, proprietários, residentes ou terceiros, independentemente da respetiva nacionalidade ou língua. O que efetivamente se verifica, e lamentavelmente com alguma recorrência, é que a reclamante tem mantido em várias ocasiões uma postura inadequada no contacto com os nossos colaboradores, com recurso a linguagem ofensiva e tom hostil, alternando a comunicação entre diferentes idiomas, o que tem dificultado o normal decurso do atendimento. Ainda assim, os nossos serviços têm procurado manter a urbanidade e assegurar a prestação do atendimento possível em cada momento. Acresce que não existiu qualquer recusa de recebimento de valores nem qualquer intenção de impedir o tratamento da conta da fração. O atendimento decorreu dentro dos condicionalismos criados pela própria forma de interação assumida pela reclamante naquele momento. Lamentamos o teor da reclamação apresentada, bem como as imputações graves e infundadas nela constantes, as quais rejeitamos integralmente. Com os melhores cumprimentos, Hugo Rocha Adigal - Mediação Imobiliária, Lda. AMI 988 Rua José Henriques Coelho, 1 B 2770-103 Paço de Arcos T: 214 413 064 (custo chamada local) M: 934 413064 (custo chamada local) www.adigal.pt

L. N.

Para: "Geral - Adigal, Lda.

06/03/2026

Adigal, Vocês têm certificação para avaliar o meu nível de proficiência linguística? A empresa de gestão imobiliária não avalia o nível de proficiência linguística. No seu escritório, consegui lidar com tarefas básicas em português, como responder à minha nome, morada e outras coisas elementares. A sua funcionária, que se senta na primeira mesa, fala inglês perfeitamente e consegui comunicar com ela nessa língua em conversas mais longas.5 de março, chegar ao seu escritório, a secretária imediatamente deu a entender que você havia decidido falar comigo apenas no idioma local. Na minha visita ao seu escritório em 5 de março, recusaram-se categoricamente a falar comigo em inglês.  A senhora atrás da segunda mesa, que tratou da minha conta, perguntou-me a minha morada e forma de pagamento em português, e eu respondi na mesma língua. Não é muito difícil memorizar a morada, o nome e o método de pagamento - multibanco - mesmo para alguém que não domina a língua. A secunda senhora, vendo os meus esforços inúteis para fazer as minhas perguntas com a ajuda de um tradutor online, levantou-se e começou a insultar-me, dizendo que aqui se fala a língua local, e não russo ou qualquer outra língua estrangeira. Em seguida, disse que eu não poderia pagar nada ali e não me deu nenhuma fatura nem a possibilidade de pagar.Você não tem como negar nada disso, pois havia uma pessoa que entrou por acaso no escritório e ouviu tudo.  Portanto, mantenho a minha opinião de que o comportamento do seu gabinete em relação ao seu cliente e cidadão foi grosseiramente xenófobo e chauvinista.


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