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Basta de nos atirarem fumo para os olhos!

03 abr 2017

Um ano e meio depois, o escândalo Volkswagen só na Europa tarda em ser resolvido. E se a marca alemã está acompanhada na manipulação das emissões poluentes, os consumidores europeus continuam sozinhos a lutar pela verdade e por um tratamento justo. 

A campanha www.querojustica.pt quer evitar que as ações fraudulentas do fabricante alemão caiam no esquecimento e que seja dado um tratamento igual a todos os consumidores afetados (independentemente do seu país), e exige medidas concretas para punir as marcas que, sistematicamente, manipulam os testes de emissões poluentes.

 

Criada pela DECO PROTESTE, a Altroconsumo (Itália), Test Achat (Bélgica) e OCU (Espanha), que representam mais de um milhão de consumidores, a mensagem da campanha é clara – uma fraude como a que a Volkswagen cometeu nunca mais pode acontecer. À semelhança de Portugal, as suas congéneres processaram a marca alemã, exigindo a compensação dos consumidores enganados.

 

Durante esta semana, o Parlamento Europeu tem uma oportunidade única para regular os testes das emissões poluentes dos automóveis e restaurar a confiança dos consumidores.

 

No entanto, a leveza com que a Europa está a tratar o problema da fraude da Volkswagen (em contraposição com as multas e compensações a que a marca está a ser obrigada a pagar noutros continentes) levou ao lançamento desta ação, exigindo justiça e verdade.

 

Ao disponibilizar milhares de milhões de euros para os consumidores americanos que enganou, mas não se disponibilizando para compensar da mesma forma os consumidores europeus, que também enganou, a Volkswagen gera uma inadmissível desigualdade de tratamento. Todos os países envolvidos na ação  www.querojustica.pt já processaram a marca alemã exigindo uma atuação equivalente à que foi acordada com as autoridades norte-americanas.

 

Uma fraude não se justifica. Os consumidores europeus enganados têm de ser compensados.

 

Ao mesmo tempo, nos últimos meses sucederam-se as notícias sobre a manipulação de emissões  praticadas por outras marcas.

 

Alguns países, noutros continentes, já impuseram multas aos construtores visados e proibiram a venda de alguns modelos. Na Europa, no entanto, continuamos, a assistir à absoluta  inércia das autoridades nacionais e europeias.

 

A proteção do Ambiente, para a indústria automóvel tem de deixar de ser um valor sem importância, para passar a ser um entrave à venda dos modelos mais poluentes.

 

Não se trata de proteger, apenas, a qualidade de vida das gerações atuais, trata-se de preservar o planeta para as gerações futuras.