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Saúde

Alimentos com mais sal… e sal a mais

20 jan 2016

Food with extra salt and salt ... extra

Dos 250 alimentos que analisámos (Teste Saúde 119), detetámos alguns (tiras de milho) em que o aumento do teor de sal ronda os setenta por cento. Os croissants, por exemplo, e em contramão com as descidas do pão, subiram quase sessenta por cento. Nos dois casos referidos, o mais preocupante, é que não se trata de sal adicionado pelo consumidor. Pelo contrário, foram os produtores que intensificaram a sua utilização, contrariando, por exemplo, as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os restaurantes também apresentaram, em muitos casos, resultados preocupantes. Analisámos o teor de sal em cinquenta refeições e concluímos que há casos em que, com, apenas, uma dose, é possível atingir ou até ultrapassar a dose diária máxima recomendada pela OMS.

Para além das alternativas que lhe propomos para substituir o sal na sua cozinha, temos de estender as boas práticas aos setores de produção de alimentos. 

A DECO em conjunto com outras entidades, resultado do Fórum do Sal, iniciativa da Sociedade Portuguesa de Hipertensão,elaborou um documento para ser apresentado ao Governo, com 3 objetivos para os próximos 5 anos:

1)     Reduzir o consumo médio de sal na população portuguesa abaixo de 10 g/dia até 2020.  Essa redução de sal provocará diminuição da pressão arterial, do acidente vascular cerebral  e da incidência do cancro do estômago;

2)     Alcançar uma diminuição significativa dos gastos em saúde relacionados com a doença cardiovascular como consequência da redução do consumo de sal;

3)     Sensibilizar a população e aumentar a literacia da saúde pública relativamente aos riscos do consumo excessivo de sal e às formas de o combater.

Se é possível concluir que, nos últimos dez anos, houve uma evolução positiva, por exemplo, em produtos como o pão, as azeitonas, o fiambre e a manteiga, temos de reivindicar melhorias generalizadas nos restantes alimentos e no setor da restauração.

É a saúde dos consumidores que está em causa.

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From the 250 types of food analyzed (Teste Saúde 119), We detected some (corn chips) in which the increase of the salt content is around seventy percent. The croissants, for example, and in the opposite direction with the falling price of bread, grow nearly sixty percent. In both cases above, the most worrying is that this is not salt added by the consumer. Rather, producers have intensified their use, against, for example, the recommendations of the World Health Organization (WHO).
The restaurants also showed, in many cases, worrying results. We analyzed the salt content in fifty meals and conclude that there are cases where, with only one dose is possible to reach or even exceed the maximum daily dose recommended by the WHO.
In addition to the alternatives we propose you to replace the salt in your kitchen, we have to extend best practices to food production sectors. 

DECO together with other entities as a result of the Salt Forum, an initiative of the Portuguese Society of Hypertension, has prepared a document to be submitted to the Government, with 3 goals for the next five years:

1) reduce the average of salt intake in the Portuguese population below 10 g / day by 2020. This salt reduction will decrease the blood pressure stroke and the incidence of stomach cancer;

2) Achieve a significant decrease in health expenses related to cardiovascular disease as a result of the reduction in salt intake;

3) Raising public awareness and increasing the literacy of public health for the risks of excessive salt intake and ways to strike it.


If it is possible to conclude that, in the past decade, progress has been made, for example, in products such as bread, olives, ham and butter, we must claim improvements in other foods and in the catering sector.

It is the health of consumers what is cause.