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“Há crianças a passar 50 horas por semana na escola”

“Todas as manhãs, milhares de automóveis não respeitam a velocidade junto à escola. Largam as crianças e vão buscá-las ao fim da tarde”, alerta Carlos Neto. Este professor jubilado e especialista em desenvolvimento motor partilha ideias para um regresso às aulas mais ativo e menos digital.

05 setembro 2022 Exclusivo
Carlos Neto

António Pedro Santos/Global Imagens

Na reportagem sobre o transporte escolar, desafiámos Carlos Neto para ajudar pais e filhos num regresso às aulas mais ativo. O professor catedrático jubilado da Faculdade de Motricidade Humana garante: “A mobilidade é a palavra-chave. Mobilidade, independência, liberdade… Nunca tivemos tão bons pais, tão boa sociedade, tão boas escolas. Mas temos uma espécie de violência invisível sobre a qual ninguém quer falar: a gestão do tempo. Tempo para brincar, para o lazer, para contemplar, escutar o corpo e mexer o corpo.”

Com 71 anos, Carlos Neto é especialista em desenvolvimento motor e uma referência mundial. Nasceu em Leiria, “cidade mágica”, onde viveu “em plenitude a infância”. Conta-nos que talvez por isso se tenha dedicado à questão do brincar, da mobilidade, da autonomia das crianças e da relação com a natureza e com o risco.

Em 2017, numa TED Talk, destacou um estudo sobre o índice de mobilidade com Portugal classificado em 14.º lugar em 16 países.

Têm sido feitas investigações em várias universidades sobre a independência de mobilidade, ao nível de meios urbanos, das crianças e jovens, mas este relatório do PSI (Policies Study Institute), uma instituição inglesa, onde participámos, está publicado. De facto, em 16 países estudados, ficámos em 14.º lugar, a par da Itália, e atrás de nós ficou a África do Sul. No ranking internacional, em primeiro lugar temos os países nórdicos (Finlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Alemanha). É inaceitável para um país como o nosso, que tem uma cultura e uma tradição de grandes aventureiros, um clima fascinante, somos o quarto país mais seguro do mundo, o mais visitado com uma taxa turística fantástica, mas os portugueses não têm qualidade de vida, trabalham de manhã à noite. As crianças são vítimas do trabalho dos pais e não têm espaço nem tempo para serem autónomas. Paira nas famílias portuguesas o medo e uma superproteção patológica, mesmo neurótica.

O que explica esta falta de “mobilidade”?

Primeiro, uma situação urbanística sem uma estratégia adequada de acordo com cidades amigas das crianças e, segundo, trânsito automóvel exagerado e sem regras. Isto limita a disponibilidade dos pais para autorizar os filhos a irem para a escola a pé, de bicicleta ou de transporte público. Verifica-se uma pobreza enorme no planeamento urbano com degradação da biodiversidade. Há 40 anos, íamos a pé para a escola. Os locais para as crianças brincarem ao pé de casa, junto à escola ou na comunidade foram mutilados. Hoje, esse espaço é apenas de passagem e não de vivência corporal, de encontro, de gratidão, de descoberta, de relação com o espaço natural. Estes corredores ecológicos foram destruídos por uma urbanização crescente, sem regras e sem pensar na mobilidade das crianças e jovens. As cidades não estão pensadas para as crianças nem para os jovens. Há um declínio acentuado também do ato de brincar, do ato de passear, usufruir do território, ganhar identidade. As crianças vão para a escola de carro e veem a paisagem pelo vidro do automóvel. É completamente diferente viver em movimento, fazendo brincadeiras, tendo amigos, desfrutando do espaço natural. As crianças estão confinadas. E isto tem consequências na saúde pública. Vamos pagar muito caro em doenças físicas, mentais, sociais e emocionais, por termos uma das maiores pandemias deste século, que é o número de horas sentados e sem mover o corpo. O corpo não se mexe e fica doente. Há dois anos que andamos a falar da doença e não falamos de prevenção da saúde. Os relatórios da Organização Mundial da Saúde, antes da pandemia, já falavam em problemas sérios em alguns países desenvolvidos, devido à urbanização excessiva e pouco atenta face às necessidades de mobilidade de crianças e jovens. Também temos outros constrangimentos, como é o caso de os pais viverem à pressa, dependentes do trabalho.

Como ajudar os pais?

A nossa lei laboral não facilita, como acontece nos países europeus com legislação mais ousada há muitos anos, que permite aos pais terem tempo e disponibilidade para os filhos e fazer corredores de bicicletas ou poderem ir a pé fazendo corredores. Já temos experiências em Lisboa e em várias partes do País, mas está a ser muito difícil. Temos de fazer formação parental, temos de fazer uma revisão da legislação. Os pais portugueses não podem ter medo de usar a legislação que já existe da flexibilidade das horas de trabalho, da jornada contínua e do apoio a pais, no sentido de poderem encontrar tempo suficiente para que as crianças sejam mais ativas, brinquem mais e desfrutem mais do espaço urbano. De facto, as cidades devem ser mais verdes, mais sustentáveis, mais caminháveis. As relações entre a escola e a casa não estão bem vistas, não estão bem delimitadas. Os mercados de trabalho dos pais estão afastados da casa e da escola e isto implica uma matemática muito difícil e uma perda de tempo enorme, porque os pais passam muito tempo a levar as crianças à escola e a trazê-las. Esta pandemia provou que os pais não estavam preparados para estar com os filhos e isso deve-se a esta desorganização.

Entre a casa, a escola e o trabalho, o que falta fazer?

Um pacto de sustentabilidade. É necessário um novo paradigma de organização da cidade, para termos estilos de vida mais ativos, cidades mais caminháveis, redução do trânsito automóvel, prever espaços de mobilidade a pé, de bicicleta, de modo a haver mais respeito pelo peão, como acontece em muitas cidades europeias. As crianças não podem ficar seduzidas pela cultura digital, sentadas, quietas e caladas horas a fio, em casa, na escola e no carro. Necessitamos de pôr os corpos a mexer. Corpos ativos dão cérebros ativos através de emoções e sentimentos. E necessitamos de ganhar identidade territorial, do local onde se habita, vive e cresce. Crianças e jovens, qualquer um de nós tem uma imagem de onde cresceu e viveu. É essencial para ter autoconfiança e controlo emocional. Ter perceção do espaç e uma certa capacidade do domínio do corpo em movimento é fundamental. Hoje, as crianças não sabem trepar às árvores, não sabem subir aos muros, não conhecem os constrangimentos, não se confrontam com os riscos. Temos uma superproteção, social e parental, complexa.

É preciso pensar no que acontece à porta da escola. Todas as manhãs, milhares de automóveis junto à escola não respeitam a velocidade, não respeitam a forma como deixam e vão buscar as crianças ao fim do dia. Há crianças a passar 50 horas semanais na escola, o que é assustador. Temos um problema sério do ponto de vista de políticas públicas, de criar cidades mais amigas e educadoras dos cidadãos. As crianças vão ter no futuro uma sociedade imprevisível, incerta e desconhecida. Portanto, necessitam de ganhar resiliência, capacidade de adaptação e capacidade criativa. Estamos a criar uma grande imaturidade, porque as crianças não se mexem e não têm autorização para sair sozinhas. As crianças deviam sair sem a proteção dos pais e deveriam ter possibilidades de explorar aquilo que são os ingredientes culturais, artísticos, paisagísticos da cidade. Faz parte da educação, é uma escola de aprendizagem, e as crianças não o estão a fazer, porque estão prisioneiras dentro da sala de aula e prisioneiras em casa. Devolver a rua às crianças é um ponto de ordem. Por outro lado, políticas autárquicas mais amigas dos cidadãos, desde as crianças até aos idosos.

Os comboios de bicicleta só existem em Lisboa e em Aveiro.

Temos desenvolvido projetos também na Faculdade de Motricidade Humana. Aveiro é uma cidade que já tem tradição e cultura. Na cidade de Lisboa, estamos a desenvolver com várias instituições, vários projetos, mas está a ser difícil. Há muito medo. O medo impera em Portugal, nas famílias, nas crianças e nos jovens. É preciso que haja capacidade de aumentar esta mobilidade autónoma das crianças e jovens em contacto com o meio exterior, com a rua, com a cidade, na relação entre casa/escola, escola/casa.

Quais são os efeitos de não deixar uma criança ir sozinha para a escola?

Não tem autonomia, não tem mobilidade. Mas vai ter problemas de saúde física, mental, social e emocional e falta de conhecimento ecológico do local onde cresce e vive, problemas de identidade. E menos tempo de contacto com a natureza. É a falta de contacto com o espaço informal, que permite o inesperado, que permite desenvolver capacidade de adaptação, atravessar a estrada, andar no passeio, resolver problemas, apreciar a cidade e ter capacidade de apreciar o local onde cresce.

O que temos de mudar na cidade?

As cidades têm de ser humanizadas e devem proporcionar uma relação entre o nosso corpo e o que nos rodeia. O desenvolvimento humano só é possível se as duas premissas estiverem em conexão, se houver um trabalho em rede, se trabalharmos em conjunto. O problema é que temos uma política urbana em que todos trabalham de forma egocêntrica em função das suas especialidades. Por isso, não temos um planeamento urbano capaz. Necessitamos das comunidades locais. A tutela precisa de ter políticas públicas articuladas entre os diversos Ministérios e os diferentes pelouros das Câmaras Municipais. Vários exemplos: não é só o espaço público, é o espaço das escolas, é a paisagem artística na cidade. Qual é o acesso que as crianças e jovens têm à paisagem física, à paisagem artística, à paisagem cultural e social? Hoje, olhamos para as cidades, não vemos crianças e jovens. Vemos cães a passear. É uma desertificação completa dos cidadãos mais novos e dos mais velhos, sobretudo os idosos, que não têm condições para estar, passear, desfrutar aquilo que são as características culturais e sociais do território. Além disso, era importante que começássemos a implementar uma estratégia fundamental que é passear e conversar. Há muitas decisões que podemos tomar, negócios, empresas, instituições públicas e comunidades, em que os cidadãos não necessitam de estar sentados em escritórios ou em locais fechados, mas sim desfrutar do ar livre, desfrutar da paisagem, andar lá fora. As decisões serão mais clarificadoras, muito mais interessantes, se estiver a pensar quando estou a caminhar. Corpos ativos dão cérebros ativos. Temos o corpo amarrado, aprisionado, esquecido, e estamos convictos que só produzimos quando estamos com o corpo quieto e o intelecto ativo. Não é verdade. As neurociências têm demonstrado que pensamos melhor quando temos o corpo em movimento, quando temos o corpo ativo. Se tivermos em atenção as orientações da Organização Mundial da Saúde sobre o sedentarismo, o problema da obesidade, diabetes, perturbações mentais como a ansiedade ou depressão, devem-se à falta de conexão entre o corpo e o ambiente que nos rodeia.

Além disso, ganhamos uma compreensão mais alargada da crise climática. Crianças e jovens têm de receber uma educação ecológica para o futuro, nas coisas mais simples: ter a cidade limpa, verde e caminhável, ter relação com o rio, com o mar, com as características culturais que fazem parte de nós. Em Portugal, um país com características fantásticas, estamos aprisionados a uma lógica em que a relação entre trabalho e lazer não existe. Noutros países, os pais saem às 15h e vai tudo para a cidade passear, para a floresta, com bicicletas, andar a pé, andar nos rios, a subir montanhas, à chuva, fazendo frio – muitas vezes com temperaturas negativas – e nós em Portugal vivemos esta pobreza. É preciso reconstruir a cidade para todos, devolver a rua à criança e deixar que as crianças possam confrontar-se, testar limites e terem contacto com o risco.

Qual é o comportamento expectável de uma criança que passa a vida dentro do automóvel?

Apenas fomenta a memória espacial no trajeto, mas não vive corporalmente as sensações e perceções fundamentais para o desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo. Isto impede várias experiências essenciais – o desafio, a riqueza dos lugares, a criatividade, o sentido de adaptabilidade… Não tropeça num passeio ou num muro, não sobe a uma árvore, não anda de patins ou de bicicleta. Andar de bicicleta na cidade deveria ser fundamental. O que se vive é uma cultura da proibição. É a criminalização do ato de brincar, de explorar, tudo o que é considerado improdutivo quando é através destas ações espontâneas e ancestrais que se conhece o ambiente e se aprende. Na nossa geração, tínhamos duas escolas: a escola propriamente dita e a escola da rua. A escola da rua está em vias de extinção, deixou de existir e isso teve muitas penalizações nas crianças, porque são desencorajadas as atividades exploratórias, criativas e interativas. A gente olha para a cidade e só vê cimento e sintético, desapareceu a área verde. Por outro lado, a permeabilidade do solo, a proteção das nascentes, a gestão dos equilíbrios, tudo isto são metas que deveríamos recuperar, como a criação e a manutenção de cidades sustentáveis; por outro lado, menos consumidores de recursos, cidades mais verdes, mais confortáveis, menos sujeitas à pressão do automóvel. Não temos mais perigo do que tínhamos há 40 anos, temos mais automóveis e uma urbanização caótica. Falta-nos o encontro, a gratidão de estarmos uns com os outros. É preciso uma visão de permacultura, mais resiliência e mais sustentabilidade. Só é possível com uma nova organização.

Para pais e educadores, pode dar algum conselho?

Acima de tudo, fazerem um grande trabalho de desconstrução dos medos. As crianças têm capacidade de adaptação suficiente para terem autonomia, mobilidade e contacto com o risco e com a natureza. E é necessário desformatar essa limitação e essa proibição, mudar mentalidades, deixando as crianças serem livres, poderem explorar, pesquisar o espaço que as rodeia, ao pé de casa, da escola, na comunidade, para que possam ser pesquisadores, cientistas, artistas e desportistas. Necessitamos de fazer uma grande campanha nacional, de reabilitar o corpo na cidade, criando cidades amigas das crianças, dos jovens, de todas as idades – vejo isto numa visão intergeracional; já há cidades a trabalhar nesta perspetiva, estou a apoiar a cidade de Torres Vedras, de Cascais, no sentido de tornar as escolas mais verdes, as cidades mais caminháveis, de modo a que a família, a escola e a comunidade possam trabalhar juntos.

As crianças ficam amputadas de experiências fundamentais para que sejam, mais tarde, resilientes, empreendedoras e tenham sucesso. Há uma correlação muito forte, há estudos científicos que o comprovam. Crianças que na infância tiveram experiências suficientemente lúdicas na cidade, na rua, em casa, que viveram em plenitude com amigos e em brincadeiras livres, são crianças que, mais tarde, apresentam de facto melhor sucesso. Não percebo porque é que não há sensibilidade política para redescobrir como prioridade esta questão que tem que ver com a saúde pública. Vamos ter um Serviço Nacional de Saúde com problemas gravíssimos de saúde, porque não implementámos políticas públicas no devido tempo. O espaço ao ar livre dá saúde. Se ficarem fechados, ficam doentes. É preciso educar o automobilista, o político que tem responsabilidades da gestão das cidades, os arquitetos no planeamento, arquitetos paisagísticos… eles são donos das cidades, têm de tornar cidades saudáveis, ter uma arquitetura amiga dos cidadãos. Se a gente não desenvolve o poder adaptativo e criativo, não temos a questão resolvida.

Por outro lado, é preciso dizer que as crianças e os jovens devem ter possibilidades de participação. Está nos direitos internacionais humanos e convenção internacional dos direitos da criança. As crianças têm de participar em pequenos parlamentos locais e nacionais, para poderem expressar as suas motivações e entraves na mobilidade urbana. Temos implementado alguns estudos, no sentido de ouvir a opinião das crianças, através de uma programa, em que temos um mapa da cidade retirado de plataformas muito sofisticadas, em que as crianças nos dizem a partir dos 10/11 anos, como é que se mexem na cidade, os locais para onde vão, como vão, quais são os os lugares preferidos, os mais perigosos, como vão para a escola. E ficamos com uma ideia das culturas de infância dos jovens na forma como usam a cidade e como têm perceção da cidade.

Os professores de educação física têm um papel decisivo. São valorizados?

Não. São menorizados em relação à sua importância social, política e educativa. Os professores de educação física eram os melhores confidentes dos alunos, são os melhores amigos dos alunos. Fazem um trabalho excelente, na escola, na educação física escolar, no Desporto escolar, no Desporto de formação e no Desporto de alto nível. Mas temos infelizmente no País uma ausência de perceção para algumas profissões. Os professores são muito desvalorizados no geral, são mal pagos e as carreiras são problemáticas. Veja os resultados do ponto de vista da formação desportiva, o trabalho no meio escolar, fantástico no âmbito do Desporto Escolar e na educação física escolar.

Temos um problema sério de um analfabetismo motor generalizado em Portugal, sobretudo até aos 10 anos. No pré-escolar e no primeiro ciclo, onde os professores não têm um enquadramento profissional. As crianças não têm uma atividade regular, sistemática e intencional de educação física, no primeiro ciclo – dos 6 aos 10 anos, que é quando se faz as grandes aquisições motoras e pré-desportivas. A educação física na escola não tem sido bem tratada, Há países que têm 5 horas semanais. Estamos a tentar mudar a situação, este Ministro da Educação sabe o que é a escola, tem um mandato de 4 anos para alterar o paradigma, mas a escola está muito atrasada em Portugal. E o corpo está esquecido. Na escola só entra o cérebro, não entra o corpo.

Temos uma visão da escola centrada na escolarização e não em atividades informais como as artes e a atividade física e desportiva, fundamentais na saúde pública. Nos últimos 40 anos, houve uma decadência enorme no corpo dos portugueses. Temos crianças e jovens com problemas cada vez mais sérios de desenvolvimento, da competência motora e do desenvolvimento pré-desportivo e desportivo. O que se valoriza neste país é teste a teste, ranking para entrar na universidade, é para isso que serve a escola. Os pais só pensam em notas e avaliações; os professores são pressionados, e não se olha para o que é essencial. Se o futuro é desconhecido, incerto e imprevisível, se a inteligência artificial, as neurociências, a robótica e a genética vão modificar o mundo, provavelmente estamos a ter uma conceção educativa errónea e deveríamos modificar a escola para um novo paradigma, com políticas mais participativas, mais criativas e potenciadoras da capacidade criativa adaptativa das crianças. E aí o corpo em movimento é a solução para todos os males. Deixem as crianças brincar, deixem as crianças fazer atividade física, deixem que expressem a sua energia. Depois da pandemia ficou tudo subjugado às novas tecnologias, principalmente lúdicas.

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