Dossiês

Tudo o que um brinquedo deve ter para resistir ao teste das crianças

04 dezembro 2017
Teste DECO a brinquedos 2015

04 dezembro 2017

Peças pequenas que se soltam com facilidade, pilhas acessíveis e fraca resistência ao impacto são as falhas mais graves que temos detetado ao longo dos anos nos nossos testes a brinquedos.

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Ninguém espera ou deseja que um brinquedo ponha em risco a saúde e a segurança das crianças. Mas há 24 anos que avaliamos brinquedos e sempre encontrámos produtos perigosos.

A lei ficou mais abrangente nalguns aspetos, mas há retrocessos graves: por exemplo, indicar a idade recomendada passa a ser facultativo, o que coloca em risco a segurança dos pequenos. 

Há outras mudanças a fazer. A marcação CE é um símbolo colocado nos brinquedos pelos fabricantes: não é uma garantia de segurança para a criança. Daí exigirmos que sejam criados mecanismos que permitam uma avaliação dos brinquedos por parte de entidades independentes.

Persistem fabricantes ou distribuidores que, com frequência, vendem produtos com falhas, por não seguirem padrões de fabrico exigentes ou não exercerem um controlo responsável. É contra estes maus representantes da indústria dos brinquedos que defendemos que um comportamento negativo reincidente deve ser sancionado pelas autoridades. Neste sentido, reclamamos uma alteração legal que o permita e que sejam definidas sanções progressivas para a reincidência.

Defendemos ainda o desenvolvimento de uma base de dados europeia sobre acidentes provocados por brinquedos. Os resultados obtidos poderiam ajudar a definir uma política mais dirigida. Afinal, o mais importante é proporcionar, às crianças, momentos de pura brincadeira e em total segurança.

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