Dossiês

Tudo o que um brinquedo deve ter para resistir ao teste das crianças

09 junho 2019
brinquedos

09 junho 2019

Peças pequenas que se soltam com facilidade, pilhas acessíveis e fraca resistência ao impacto são as falhas mais graves que temos detetado nos testes a brinquedos.

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Ninguém espera ou deseja que um brinquedo ponha em risco a saúde e a segurança das crianças. Mas há 25 anos que avaliamos brinquedos e temos sempre encontrado produtos perigosos.

A lei é bastante abrangente nalguns aspetos, mas houve retrocessos graves: por exemplo, indicar a idade mínima recomendada passou a ser facultativo, o que coloca em risco a segurança dos pequenos.

Temos sempre defendido que há outras mudanças a fazer. A marcação CE é um símbolo colocado nos brinquedos pelos fabricantes: não é uma garantia de segurança para a criança. Daí exigirmos que sejam criados mecanismos que permitam uma avaliação dos brinquedos por parte de entidades independentes.

Persistem fabricantes ou distribuidores que, com frequência, vendem produtos com falhas, por não seguirem padrões de fabrico exigentes ou não exercerem um controlo responsável. É contra estes maus representantes da indústria dos brinquedos que defendemos que um comportamento negativo reincidente deve ser sancionado pelas autoridades. Neste sentido, reclamamos uma alteração legal que o permita e que sejam definidas sanções progressivas para a reincidência.

Defendemos, ainda, o desenvolvimento de uma base de dados europeia sobre acidentes provocados por brinquedos. Os resultados obtidos poderiam ajudar a definir uma política mais dirigida. Afinal, o mais importante é proporcionar, às crianças, momentos de pura brincadeira e em total segurança.

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