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Como escolher um seguro para o seu cão ou gato

Despesas com consultas, medicamentos e cirurgias estão cobertas pela maioria dos seguros, mas os plafonds variam. Descubra, no nosso simulador, qual a melhor apólice para o seu caso e quanto pode poupar.

  • Dossiê técnico
  • Sandra Justino
  • Texto
  • Fátima Ramos
30 abril 2021
  • Dossiê técnico
  • Sandra Justino
  • Texto
  • Fátima Ramos
Cão a tratar da pata no veterinário

iStock

Porque o seu companheiro de quatro patas também fica doente, pode ser boa opção contratar um seguro que torne a fatura do veterinário menos penosa. E penosa é o termo. O gato Loki, por exemplo, esteve internado durante cinco dias e, entre exames, tratamentos e diárias, pagou mais de 600 euros. Já no caso do cão Stig, debelar uma dermatite custou mais de 200 euros. As titulares de um e outro, Margarida e Maria, consideraram a hipótese de contratar um seguro de saúde, mas só o Stig, de 5 anos, poderá aceder, sem restrições de maior. O Loki, de 16 anos, apenas seria admitido em apólices básicas, com descontos em consultas, exames e medicamentos, em veterinários convencionados.

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Seguro com acesso a uma rede ou de reembolso?

Em geral, as seguradoras impõem limites de idade para a adesão ao seguro (7 ou 8 anos) ou, a partir de certa altura, não cobrem cirurgias. A Mapfre, a Seguros Continente, a Cofidis e a N Seguros, por exemplo, só garantem despesas com cirurgias “para sempre” a animais que adiram ao seguro até aos 3 (três primeiras) ou 8 anos (N Seguros). Se iniciados mais tarde, só cobrem cirurgias até aos 10 anos.

Ultrapassada a questão da idade, há que verificar se o seguro apenas permite o acesso a uma rede de clínicas convencionadas com preços mais baixos do que os habituais, se reembolsa parte das despesas ou se tem ambas. A primeira modalidade não impõe limites de capital, mas restringe a escolha do prestador. Por isso, convém verificar se a zona de residência está bem servida e, também, a lista de preços. Estes dependem do acordo entre a seguradora e o veterinário. A maior parte permite também acesso a uma rede de bem-estar, com descontos, por exemplo, em tosquias, banhos e alimentação.

Com um seguro de reembolso, pode escolher o veterinário e apresentar a despesa à companhia, que a reembolsa até ao limite de capital contratado, descontando a franquia.

Comparticipação de despesas veterinárias, cirurgias e vacinas

As apólices cobrem despesas veterinárias, que incluem consultas, medicamentos e exames, e, na maioria dos casos, também cirurgias devidas a acidente ou doença. Quase todas as apólices permitem escolher entre vários limites de capital (quanto maior, mais elevado o prémio, obviamente). 

Todos os seguros oferecem assistência telefónica e garantem o transporte de urgência dos animais em caso de acidente ou doença, a ida de veterinários a casa, embora o valor da consulta fique a cargo do segurado, e a entrega de medicamentos. A Cães e Gatos Conforto e Pleno, da Seguros Continente, e a Pet Vital, da Fidelidade, incluem uma vacina anual recomendada pelo veterinário. Os produtos com pack de vacinas comparticipam as prescritas, excetuando a da leishmaniose.

Período de carência de 30 a 60 dias e muitas exclusões

No geral, só poderá usar o seguro 30 a 60 dias após a contratação, tratando-se de consultas e exames. Para a cirurgia, terá de esperar 90 dias, a não ser no caso da N Pet Top DECO, da N Seguros, que exige apenas sete dias. A Ocidental e a Fidelidade não aplicam período de carência a cirurgias por acidente.

Estes seguros têm múltiplas exclusões, a começar nas doenças preexistentes à data da contratação. Se o animal ficar doente por falta de vacina, a despesa também não entra. Deformações ou anomalias congénitas, hemodiálise, implantes, cirurgia estética ou plástica e displasia da anca (salvo nos seguros da Ocidental e da Fidelidade) são outras exclusões. Nalgumas apólices, há mesmo discriminação de patologias por raça: a N Seguros e a Cofidis, não cobrem luxações da patela ou rótula nos poodle ihasa-apso, chihuahua e yorkshire, entre outros.

Responsabilidade civil sempre presente

Quem contrata um seguro de saúde leva quase sempre a cobertura de responsabilidade civil, que garante indemnizações por danos causados a terceiros pelo animal. Apenas os produtos Pet 2, da Fidelidade, e Seguro Pet, da Cofidis, apresentam esta cobertura como opcional. Aliás, a última apólice é dita modular, isto é, o segurado só subscreve o que lhe interessa.

Todas as apólices têm franquia: a maioria deixa 50 euros a cargo do segurado, mas a Fidelidade e a Cofidis atribuem-lhe 10% dos danos, com um mínimo de 50 euros. A Ocidental tem também uma franquia de 10%, mas com limites entre 150 e 500 euros.

Na escolha da apólice, além das coberturas, exclusões e limites de capaital, deverá ter em conta o prémio anual a pagar. Este pode variar com a raça e a idade do animal, além de ser mais elevado para cães do que para gatos. Faça a simulação para saber qual a melhor opção para os seus companheiros de quatro patas.

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