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Os 5 mitos da alimentação para cães

Devemos dar comida crua ao cão? E os doces provocam cegueira? Há mitos sobre alimentação para cães que têm pouco fundamento. Conheça os mais comuns.

  • Dossiê técnico
  • Dulce Ricardo
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
17 maio 2021
  • Dossiê técnico
  • Dulce Ricardo
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
cão a comer biscoitos espalhados no chão ao lado de uma tigela com um osso

iStock

Atualmente, muitos animais de estimação são corretamente acompanhados por veterinários e consomem rações, mas existem algumas crenças populares sobre a alimentação para cães que ajudamos a esclarecer.

1. Comer doces ou açúcar provoca cegueira

É uma ideia muito difundida, que não corresponde à realidade.

Se um cão é diabético, ou seja, se já apresenta um grave problema de produção de insulina que o impede de metabolizar os açúcares, ao ingerir um extra de açúcar aumenta o nível de glicose no sangue e pode facilitar a formação de cataratas e, em consequência, originar a perda de visão. Mas, se um cão não é diabético, ingerir açúcar não terá esse efeito.

No entanto, apesar de os animais gostarem de doces, há limites à ingestão porque os açúcares:

  • contribuem, muito abruptamente, com uma quantidade excessiva de glicose e por um curto período de tempo;
  • alteram o apetite, facilitam o aparecimento de diarreias e a alteração da flora intestinal;
  • podem contribuir para um aumento de peso.

2. A comida humana é má para os cães

A comida humana não é boa nem má para os cães. Porém, para o seu cão não ter problemas nutricionais, evite desequilíbrios.

Por exemplo, ao alimentar o cão com fiambre e arroz cozido, uma carne magra como a de frango, cenouras e ervilhas, até pode estar a dar-lhe uma dieta apetitosa e equilibrada. Mas, caso lhe dê exclusivamente fiambre, já será certamente uma dieta muito desequilibrada e incompleta, que não cumpre as necessidades nutricionais do animal. Nem sempre os cães conseguem dosear as quantidades ingeridas, e a comida dos humanos é muito saborosa, pois contém gorduras  e açúcares. Assim, caso dê ao seu cão comida humana, tenha atenção para:

  • escolher produtos de origem proteica: carne de vaca, frango ou borrego (sem ossos); peixes; queijo fresco; iogurte ou requeijão;
  • servir pequenas quantidades;
  • misturar com a comida habitual, no recipiente próprio;
  • não representar mais do que 5 a 7% da ração diária e subtrair da alimentação normal do seu cão.

3. Snacks também são um mau hábito

A maioria dos snacks para cães tem a indicação, no rótulo, da quantidade diária recomendável, dependendo do tamanho do cão. Por norma, os rótulos também indicam que uma parte equivalente da ração deve ser retirada para manter uma dieta adequada.

Existem muitos tipos de snacks, por exemplo:

  • alguns são encarados como "mimos" ou "recompensas", mas outros têm um uso funcional: limpeza dental, melhoria da digestão, redução da flatulência, suplementos nutricionais para pele e cabelos, entre outros;
  • alguns snacks são, essencialmente, cereais e podem ser dados na quantidade certa, outros têm mais gordura e outros, ainda, são matérias-primas pouco elaboradas (cozidas e prensadas, fumadas, peles secas, etc.), devendo ter-se sempre em atenção a quantidade indicada para dar ao seu cão;
  • muitos snacks são pequenas porções do tamanho de uma ervilha ou avelã e outros são barritas maiores, pelo que deve ter em atenção o recomendado.

Pode dar snacks ao seu cão, desde que respeite algumas regras:

  • sejam snacks adequados ao tamanho do cão;
  • o ideal é reservar os snacks para “recompensar” o fiel amigo quando faz algo bem feito, pois assim ele associa o esforço à recompensa;
  • os snacks indicam sempre para que cães são adequados, em que casos e como devem ser utilizados, incluindo a recomendação de dose diária ou semanal;
  • é muito importante remover a quantidade proporcional de alimento seco da ração.

4. Os cães devem consumir carne ou comida crua

Existem algumas dietas denominadas tipo BARF (Biologically Apropriate Raw Food ou Bones and Raw Food), que defendem ser mais natural para o cão comer, principalmente, carne crua. Mas a realidade é que os cães convivem com os humanos há muitos séculos e, além de alimentos crus, também ingerem alimentos cozidos e sobras.

Este tipo de comida crua à base de carnes e alguns vegetais e batatas ou cereais pode, no entanto, ser mais suscetível de sofrer contaminação microbiana.

5. As rações mais caras são as melhores

Na ração para cães, os preços variam muito e não é verdade que a ração mais cara seja melhor: é possível encontrar rações de alta qualidade a um bom preço. 

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