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Aspiradores: ranking das marcas mais fiáveis e que duram mais

A experiência de mais de 58 mil consumidores revela as marcas de aspiradores mais fiáveis, as avarias mais frequentes, e as que têm uma vida mais longa. Veja os resultados deste inquérito internacional, em que a DECO PROteste participou, para os aspiradores tradicionais, verticais e robôs.    

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18 dezembro 2025
Mulher jovem numa sala de estar fala ao telemóvel com ar desesperado ao pé de aspirador vertical avariado

iStock

Mais de metade dos inquiridos substituiu os seus aspiradores quando avariaram, mesmo quando tinham reparação, revela o inquérito sobre a fiabilidade dos pequenos eletrodomésticos.

Realizado todos os anos pela DECO PROteste, em conjunto com outras associações europeias de consumidores junto dos seus subscritores, o inquérito online que decorreu em fevereiro de 2025 reuniu mais de 58 mil respostas. 

Apenas 17% das avarias não tinham conserto. Ou seja, na maioria dos casos, havia solução. O custo elevado da mão-de-obra e das peças, quando disponíveis, pode incitar à compra de novos modelos.

A falta de soluções acessíveis para a reparação contribui, certamente, para o aumento dos resíduos elétricos e eletrónicos, reforçando a urgência de implementar as medidas previstas na diretiva europeia “Direito à Reparação”.

Escolher equipamentos mais fiáveis, com menor risco de avarias e maior probabilidade de durarem muitos anos, é o primeiro passo para reduzir a quantidade de resíduos elétricos e eletrónicos. Perante dezenas de marcas de aspiradores, quais as mais fiáveis? Eis o veredicto para aspiradores clássicos, verticais sem cabo e robôs.

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Aspiradores tradicionais: 7 a 14 anos de vida consoante a marca

A grande maioria dos portugueses (89%) não prescinde do aspirador para as limpezas. Em 70% dos casos, optam por um modelo clássico, do tipo trenó. Apenas 5% têm um vertical com cabo e cerca de 20%, um modelo vertical sem cabo. Em mais de metade das casas, os aspiradores tradicionais entram em ação uma a duas vezes por semana. Consulte os resultados e preços de dezenas de modelos testados, no comparador online. Há grandes diferenças no desempenho e preços, mas também na fiabilidade e na durabilidade média de cada marca. Eis o ranking e os problemas mais frequentes, segundo a experiência de milhares de consumidores. 

Aspirador clássico e vertical com cabo: fiabilidade por marca
Marca Fiabilidade
Numatic Avaliação: 5
Vorwerk Avaliação: 5
Miele Avaliação: 5
Philips Avaliação: 5
Hoover Avaliação: 5
Becken (Worten) Avaliação: 5
Dyson Avaliação: 5
Siemens Avaliação: 5
Kirby Avaliação: 5
Rowenta Avaliação: 5
Ariete Avaliação: 5
AEG Avaliação: 5
Bosch Avaliação: 4,5
Delonghi Avaliação: 4,5
Nilfisk Avaliação: 4,5
Ufesa Avaliação: 4,5
Samsung Avaliação: 4
Kärcher Avaliação: 3,5
Electrolux Avaliação: 3,5

Principais avarias (e marcas com maior incidência por tipo de problema)

  • 9,5%: tubos e encaixes (Nilfisk).
  • 6,3%: sistema retrátil automático do cabo (Electrolux e Siemens).
  • 6%: escovas (Electrolux).
Aspirador clássico e vertical com cabo: duração média por marca     
Marca Durabilidade média
Vorwerk 14 anos e 6 meses
Nilfisk 13 anos e 1 mês
Electrolux 12 anos e 8 meses
Miele 12 anos e 7 meses
Siemens 11 anos
Hoover 10 anos e 11 meses
Philips 10 anos e 5 meses
Rowenta 9 anos e 5 meses
Dyson 9 anos e 4 meses
AEG 9 anos e 3 meses
Bosch 9 anos e 3 meses
Polti 8 anos e 11 meses
Delonghi 8 anos e 10 meses
Samsung 8 anos e 3 meses
 Ariete 7 anos e 3 meses 
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Modelos verticais sem cabo: durabilidade média abaixo de 5 anos

Cerca de 20% dos inquiridos têm um modelo vertical sem cabo, que entra ao serviço, pelo menos, dia sim, dia não, em 70% dos lares. Veja os melhores modelos e as lojas mais baratas no comparador, para acertar na escolha. Saiba também quais as marcas mais fiáveis e as avarias mais frequentes. Estes equipamentos têm uma durabilidade média de quatro anos e nove meses, mas só foi possível reunir respostas suficientes para estimar um tempo de vida estatisticamente relevante para os modelos das marcas Dyson, Rowenta, Hoover e Bosch.   

Aspiradores verticais sem cabo: fiabilidade por marca
Marca Fiabilidade
Vorwerk Avaliação: 5
Samsung Avaliação: 5
Miele Avaliação: 5
Taurus Avaliação: 5
Cecotec Avaliação: 5
Xiaomi Avaliação: 5
Bosch Avaliação: 5
Philips Avaliação: 5
Rowenta Avaliação: 5
AEG Avaliação: 4,5
Dyson Avaliação: 4,5
Hoover Avaliação: 4,5
Electrolux Avaliação: 4,5
Silvercrest (Lidl) Avaliação: 4

Principais avarias (e marcas com maior incidência por tipo de problema)

  • 13,8%: bateria (Bosch e Dyson).
  • 6,7%: escovas (Rowenta e Silvercrest).
  • 5,1%: motor (Cecotec).
Aspiradores verticais sem cabo: durabilidade média por marca 
Marca Durabilidade média
Dyson 5 anos e 4 meses
Rowenta 5 anos e 2 meses
Bosch 4 anos e 9 meses
Hoover 4 anos e 9 meses
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Aspiradores-robô: bateria continua a dar problemas

Cerca de 30% dos consumidores têm um aspirador-robô. E tudo indica que faz parte das rotinas nas limpezas: oito em cada dez utilizadores põem-no a funcionar todas as semanas, e até dia sim, dia não, em 44% dos lares. Veja a seleção da DECO PROteste entre modelos testados com estação de limpeza automática na base de carregamento e robôs simples, sem este equipamento. O inquérito permite estimar que os aspiradores-robô têm uma durabilidade média de cinco anos e quatro meses, mas ainda não existe historial suficiente para apresentar esta informação para cada marca. Conhecer as marcas mais fiáveis e as principais avarias — e as marcas que tendem a dar mais problemas do que a média — é essencial para saber que equipamentos valem o investimento.

Aspirador-robô: fiabilidade por marca
Marca Fiabilidade
Dreame Avaliação: 5
Roborock Avaliação: 5
Hoover Avaliação: 5
Lefant Avaliação: 5
LG Avaliação: 5
Samsung Avaliação: 5
Philips Avaliação: 5
Miele Avaliação: 5
Xiaomi Avaliação: 4,5
Eufy Avaliação: 4,5
Silvercrest (Lidl) Avaliação: 4,5
iRobot Avaliação: 4,5
Ecovacs Avaliação: 4,5
Vorwerk Avaliação: 4,5
AEG Avaliação: 4,5
Rowenta Avaliação: 4,5
Cecotec Avaliação: 4
Dyson Avaliação: 4
Neato Robotics Avaliação: 3,5

Principais avarias (e marcas com maior incidência por tipo de problema)

  • 14,3%: bateria (iRobot, Neato Robotics e Cecotec).
  • 10,7%: escovas.
  • 8,7%: sensores que deixam de funcionar corretamente (Xiaomi e Cecotec).
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Muitos eletrodomésticos descartados tinham conserto

Mais de metade dos inquiridos trocaram de aspirador porque o anterior avariou. Mas só 17% não tinham mesmo conserto, admitem.

Ou seja, em muitos casos, o aspirador tinha arranjo. Entre as justificações apontadas para comprar novo em vez de arranjar, eis as principais:

  • o preço da reparação não compensava; 
  • falta de peças de substituição;  
  • preferir adquirir um modelo mais recente com novas funcionalidades.

Perante avarias, dar primazia à reparação permitiria prolongar a vida dos eletrodomésticos.  

O seu eletrodoméstico avariou ou ainda funciona, mas já não o utiliza? Antes de o descartar, consulte as soluções ao seu dispor na plataforma Reparar, da DECO PROteste. Esta iniciativa faz parte do REP.per (REPair PERspective), um projeto de cooperação europeu já a pensar na diretiva “Direito à reparação” que passará a ser a norma em todos os estados-membros a partir 31 de julho de 2026.

Plataforma Reparar

Em breve, perante um eletrodoméstico avariado — e uma vez que a maioria tem conserto —, deverá dar-se primazia à reparação a preços justos, em prol de um modelo de economia cada vez mais circular e sustentável.

Esta medida visa reduzir a necessidade de produzir novos equipamentos e combater uma das maiores preocupações ambientais dos nossos tempos: a montanha de resíduos elétricos e eletrónicos, que não para de aumentar. Pelo menos, é o que se espera das novas regras, no qual todos podem contribuir.

Este estudo resulta do inquérito anual da DECO PROteste sobre pequenos eletrodomésticos, realizado, em fevereiro de 2025, junto dos subscritores das associações de consumidores de oito países europeus. Além da DECO PROteste, participaram outras organizações da Euroconsumers (de Espanha, Itália e Bélgica) e de outros países (Áustria, Hungria, Países Baixos e Eslovénia). No total, foram contabilizadas 58 659 respostas válidas, 9320 das quais de consumidores portugueses. Foram também contemplados os resultados de um inquérito de 2024, para obter dados mais robustos.

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