Dicas

O que fazer em caso de fraude com cartão de crédito e de débito

23 agosto 2022
cadeado em cima de cartão de crédito

Conheça as principais formas de burla através de cartão de crédito e de débito. Saiba como se pode proteger e o que fazer numa situação de fraude.

Ter em atenção a segurança online e adotar alguns cuidados ao utilizar o cartão é meio caminho andado para evitar burlas com cartões de crédito ou de débito.

Tipos de fraudes com cartões  

Existem vários tipos de fraudes bancárias. A fraude com cartão bancário é uma delas, e nem sempre é praticada online. Revelamos alguns dos métodos para este crime.

Telefonemas fraudulentos. Por vezes, há entidades que se fazem passar por instituições bancárias e que telefonam com supostas situações urgentes. Nestes casos, apresentam-lhe um problema fictício e pedem dados do seu cartão de crédito com o argumento de que irão resolvê-lo.

Clonagem de cartões. Os burlões colocam um aparelho no ATM, que copia a informação do seu cartão de crédito. 

Roubo de correspondência. As cartas que chegam à sua morada com o cartão de crédito, com o código ou outras informações podem ser roubadas pelos burlões.

Phishing. Através de mensagens fraudulentas, via SMS ou em sites, consegue-se informação sensível dos consumidores.

Pharming. Ao fazer pesquisas na internet, o consumidor é redirecionado para uma página de internet semelhante à que procura, mas falsa. O objetivo dos burlões é conseguir informações confidenciais, como os dados do cartão de crédito.

Spyware. Sem que o utilizador se aperceba, sem autorização, é instalado um software que recolhe informação sensível.

Como evitar fraudes?

Quando estiver para receber um novo cartão, fique atento ao prazo indicado pelo banco. Se não chegar na data prevista, avise a entidade emissora. Assine-o, pois esta é uma das principais formas de identificar o titular legítimo, e destrua-o quando atingir o limite da validade. Há outras dicas úteis que pode seguir:

  • memorize o código pessoal (PIN), evite guardá-lo na carteira e nunca o divulgue a terceiros. Se precisar de anotar o código, não o faça junto ao cartão ou no telemóvel, pois são os primeiros locais que os burlões procuram. Anote-o de forma dissimulada: por exemplo, como se fosse um número de telefone ou uma data de aniversário;
  • num pagamento, não perca o cartão de vista e certifique-se de que é passado num único equipamento, para não ser clonado. Se lhe pedirem para repetir a operação, faça-o apenas se o terminal apresentar uma mensagem em como a anterior foi anulada. Exija um comprovativo da compra;
  • no Multibanco, certifique-se de que mais ninguém vê o PIN. Se notar que a máquina tem um aspeto diferente do habitual ou está vandalizada, não a utilize, pois pode ter sido “adaptada”. Caso o cartão fique retido na ATM, contacte de imediato o emissor;
  • ao utilizar o pagamento contactless, redobre a segurança. Confirme se o ecrã do TPA tem o símbolo contactless e se o valor que aparece no ecrã é o que tem de pagar. Se não aparecer uma mensagem de erro ou de pagamento anulado, não repita a operação. Confirme que o pagamento foi autorizado e mantenha o cartão consigo. No final, peça um comprovativo.
  • seja prudente nos pagamentos através da net, fazendo compras só em estabelecimentos credíveis. Uma página segura apresenta uma chave ou um cadeado no canto inferior direito do ecrã e o respetivo endereço começa por “https”. Imprima e guarde uma confirmação da encomenda. Evite divulgar os dados do cartão por telefone ou correio eletrónico. Os pagamentos através do MBWay e a criação de cartões MBNet, que gera um cartão virtual com um valor máximo, também são seguros;
  • ignore mensagens de correio eletrónico, supostamente do emissor do cartão, pedindo-lhe para aceder a um determinado link. Este tipo de técnica permite a terceiros aceder a dados confidenciais e levantar dinheiro da conta. Nunca divulgue os dados do cartão ou de acesso a algum serviço online de gestão da conta do cartão;
  • nunca aceda ao site do banco através de links enviados por e-mail, SMS ou outra forma. Opte sempre por digitar o endereço do site do banco na barra do browser.

O que fazer caso seja vítima de fraude?

Os pagamentos eletrónicos estão regulados pelo Regime de Serviços de Pagamento. Se o cliente tiver cumprido os deveres de confidencialidade e segurança dos seus dados, ao comunicar a operação não autorizada ao banco, deverá ser reembolsado. O cliente tem um período de 13 meses, a contar desde a data do débito, para comunicar ao banco as operações de pagamento não autorizadas.

Recai sobre o banco o risco das falhas e do deficiente funcionamento do sistema. E terá de ser o banco a provar que a operação de pagamento não autorizada nada teve que ver com avaria técnica ou com outra deficiência do sistema. Só o banco pode assegurar que o complexo sistema informático utilizado funciona bem e garante a confidencialidade dos dados do utilizador.

Em caso de perda, extravio ou roubo do cartão, contacte de imediato a entidade emissora (Unicre: 21 315 98 56), a SIBS, Sociedade Interbancária de Serviços (808 201 251 ou 217 918 780) ou o próprio banco. Para facilitar a notificação, tenha sempre à mão o número do seu cartão e da conta associada, bem como o nome da entidade emissora.

Após o cancelamento do cartão, todos os movimentos eletrónicos são da responsabilidade do emissor. Se ocorrerem antes da comunicação do furto, roubo ou extravio ao cartão, o cliente só é responsável até um máximo de 50 euros. Exceções: se tiver existido negligência ou dolo na utilização. Alguns cartões têm seguro que cobre aquele valor. Não se esqueça ainda de avisar as autoridades e peça uma prova da participação.

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