última atualização: 11/01/2021

Consumo Bomba de Calor Vs Caldeira Policombustivel

Viva caros membros,

Tenho uma moradia e necessitava de uma solução para aquecimento central para o qual tenho pré-instalação (sistema de altas temperaturas). Este aquecimento terá cerca de 110 elementos.

Tenho bastante facilidade em obter lenha (principalmente pinho e eucalipto), sem qualquer custo, bem como local para o seu armazenamento e colocação da cinza. Foi-me recomendado pelo instalador uma bomba de calor para altas temperaturas (que também faz baixas temperaturas) de 14 kW, sendo os radiadores dimensionados para baixas temperaturas.

A minha questão prende-se principalmente com o consumo de eletricidade no futuro, ou seja, repercussão na fatura mensal).  Ao verificar os vários tópicos existentes ainda não consegui perceber se o consumo de energia de uma caldeira de policombustão é irrelevante ou siginificativo, quando comparado a uma bomba de calor.

Entre a referida bomba de calor e uma caldeira de policombustão, considerando as condições acima, qual a melhor opção?

 

Obrigado desde já pela ajuda.

 

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6 Comentários

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29/09/2020

Olá Tiago, 

A bomba de calor é um equipamento bastante eficiente, mas tendo em consideração que irá utilizar radiadores será necessário efetuar o aumento do numero de elementos e como estamos a trabalhar em baixas de temperaturas, o aquecimento da habitação irá demorará mais tempo até atingir as temperaturas desejadas.

Por outro lado terá de verificar se tem atualmente potência contratada suficiente para poder ligar a bomba de calor de 14KW.

A caldeira de policombustão é uma boa solução, mas tem as seguintes desvantagens:
1) Necessidade de colocação do combustível, com alguma regularidade para manter a caldeira em funcionamento;
2) Limpeza;
3) Manutenção.

Tendo em conta que a lenha pode ser obtida de forma gratuita, a opção da caldeira de policombustão é melhor do que a bomba de calor.
Esta caldeira também pode possibilitar o aquecimento das AQS (Águas Quentes Sanitárias) e para isso é necessário a aquisição de um depósito com uma serpentina.

Esperamos ter ajudado!

Obrigado, 
Equipa Energias Renováveis

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07/10/2020
, Respondeu:

Olá Sílvia,
Sim, já deu uma ajuda bastante preciosa. Relativamente à potencia contratada, o instalador da bomba de calor referiu que teria que mudar para trifásica, tendo atualmente monofásica. O que mais me preocupa com a utilização da bomba de calor é o aumento da fatura mensal, ou seja, para uma utilização mensal de 10 a 13 horas consigo simular o incremento de custo?
Relativamente à manutenção da caldeira policombustível, a manutenção associada está associada a que fatores (substituição/reparação de componentes)? Estava a pensar numa DOMUSA DUALTHERM 35KW, seria boa opção?
Outro instalador recomendou a instalação de uma caldeira a lenha de chama invertida, seria boa opção?
Grato pela ajuda

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12/10/2020
, Respondeu:

Bom dia Tiago, 

Relativamente ao aumento de potência para a utilização da bomba de calor deverá ter em consideração que acima dos 10.35 KVA, implica: 1) elaboração de projeto, 2) alteração no seu quadro elétrico, 3) certificação total da instalação elétrica e 4) alteração do ramal da EDP.

Proponho que relativamente a esta situação e antes de qualquer decisão contacte um técnico de instalações elétricas e o fornecedor de energia para verificar a viabilidade dessa alteração.

Quanto ao aumento da fatura de eletricidade terá de pedir à empresa instaladora para o informar de qual o consumo elétrico mensal da bomba de calor, tendo em conta as horas de funcionamento e a temperatura desejada.

Considerando que o aquecimento é para ser feito com radiadores (total 110 elementos), a potência da caldeira a lenha que sugere parece-me que é exagerada, podendo optar pelo modelo inferior de 25KW. De qualquer das formas verifique junto da empresa que lhe está a fazer o orçamento o que foi tido em conta para o calculo da potência da caldeira.

Essa caldeira parece-me interessante por ter a opção de duas frontes de combustível (lenha e pellets), mas deve ter em consideração de qual a empresa que lhe vai prestar o serviço de instalação e das garantias associadas ao produto, visto não ser de origem portuguesa.

Na instalação pode optar pela colocação de um depósito de inércia, e a partir do mesmo efetuar o aquecimento pelos radiadores e o aquecimento das AQS por intermédio de um permutador de serpentina.

Caso ainda não tenha o depósito de AQS pode optar pela colocação de um depósito com dupla serpentina com uma delas interligada ao depósito de inércia e a outra a um conjunto de painéis solares térmicos.
Caso seja possivel gostaria que posteriormente nos informasse da sua decisão.

Alguma dúvida adicional, disponha.

Obrigado, 
Equipa Energias Renováveis

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16/10/2020
, Respondeu:

Caro Pedro,
Muito obrigado pelo esclarecimento que nos servirá de grande ajuda! Neste momento solicitei quatro orçamentos e estou a aguardar o envio para as várias alternativas. Quando tomar a decisão informarei aqui

Obrigado
Tiago Carvalho

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02/01/2021
, Respondeu:

Viva! Finalmente decisão tomada e opção pela caldeira policomhustivel Domusa Dualtherm 25kw. Quanto ao aquecimento das AQS ainda estou a ponderar a melhor opção:
A) Bomba de calor para AQS
B) Solar Termossifão 300L

Obrigado

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11/01/2021
, Respondeu:

Bom dia Sr. Tiago Carvalho,

Tendo em conta que a caldeira irá estar localizada numa zona técnica e caso exista espaço disponível pode optar pela colocação de um sistema solar térmico com funcionamento em circulação forçada, ou seja composto por um depósito vertical de 300L (c/ uma serpentina para o solar e outra para a caldeira) e os dois coletores no telhado (área total de captação de 4m2).

Desta forma em períodos de inverno o aquecimento complementar ao sistema solar é feito pela caldeira e nos restantes períodos pode ser feito por uma resistência elétrica incorporada no depósito, com funcionamento por termóstato e relógio programador.

Esta solução permite a interligação a um sistema de recirculação das águas quentes sanitárias (AQS). Ter em atenção que a bomba de retorno deve ser atuada por relógio programador e termóstato.

Caso seja possível, este equipamento deve ser da mesma marca do que a caldeira e ser instalado pela mesma empresa, que deve ser instalador certificado pela marca.

Cumprimentos,

Equipa das energias renováveis