última atualização: 30/07/2020

Aquecimento de Aguas Sanitárias

Vamos aumentar uma pequena moradia antiga de R/C e 1° andar, onde já existe aquecimento de água com esquentador a gás de botija. A parte nova serão os quartos e WC's em cima, sala e cozinha em baixo, ou seja, a parte antiga será só para passagem/ligação. O aquecimento da casa será feito com recuperador de calor em baixo, e ar condicionado em cima. A parte nova será revestida com capoto e a parte antiga é em pedra. Pretendemos instalar um sistema solar térmico para AQS mas a dúvida é saber qual a melhor opção: termossifão ou circulação forçada. Como sistema de apoio, a dúvida é entre manter o esquentador a gás de botija, ou optar por termoacumulador  ou resistência elétrica. Para já, enquanto não houver filhos, somos só os dois a usar a casa. Obrigada.

aqs
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4 Comentários

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13/07/2020

Cara Raquel,

começamos por reforçar que devem seguir o que está indicado no vosso Projeto de Térmica para a renovação da moradia em questão: apenas o Projetista tem acesso a todos os dados sobre a moradia em questão (localização, materiais, envolvente ambiental, dimensão do agregado familiar, perfil de utilização...) para poder desenhar, dimensionar e adequar qualquer solução de produção de água quente sanitária (AQS).

Considerando o que nos indica, um sistema termossifão de 150 a 200 litros é uma solução interessante para 1ªs habitações com um agregado familiar até 4 a 5 pessoas. Se o atual esquentador a gás de garrafa estiver em condições e puder ser integrado com o termossifão (é um modelo termostático?), pode mantê-lo como apoio ao solar térmico. Esta combinação será aquela com menores custos de aquisição, à partida. Não recomendamos a instalação/utilização de resistências elétricas como elemento de apoio nos termossifões.

Se a casa for uma casa com um perfil baixo de utilização (fim de semana e/ou férias) ou estiver em zonas com gradientes térmicos muito exagerados (muito calor de verão e neve de inverno), recomendamos um sistema de circulação forçada drain-back. O esquentador também pode ser aqui aproveitado nesta solução, se bem que existam outros elementos de apoio interessantes (bomba de calor). Neste cenário, o custo de aquisição irá disparar.

A Equipa Energias Renováveis

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13/07/2020
, Respondeu:

Boa tarde. Desde já obrigada pela resposta. O nosso esquentador não é termostatico. O que o projetista especificou foi o apoio do painel solar com um termoacumulador elétrico. A nossa dúvida é em relação aos gastos com o gás vs eletricidade. Uma vez que o esquentador termostático só gastaria o necessário para aquecer naquele momento a água, e o termoacumulador demora mais tempo, será que não iria gastar mais de luz do que de gás? Compensa mais comprar um esquentador termostático ou um termoacumulador? Ou apenas um modulo solar para utilizarmos o esquentador que temos, se for eficaz? Obrigada.

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14/07/2020
, Respondeu:

Bons dias Raquel.

Sim, o esquentador termostático apenas iria aquecer a água proveniente do solar térmico quando esta entrasse no aparelho abaixo de uma dada temperatura - o esquentado, além de termostático, tem de ser compatível com este tipo de utilização, pois há modelos termostáticos que apenas controlam a temperatura de saída (e não a de entrada e saída). 

Não sendo, pode de facto optar por um módulo solar externo que faz essa função: este módulo mede a temperatura de entrada da água proveniente do solar. Quando esta baixa, o módulo então comuta a sua saída para o esquentador (em vez do ponto de consumo) para que este arranque. 

Com um termoacumulador, irá gastar eletricidade para aquecer o volume inicial de água. Depois, com o consumo, o termoacumulador apenas deve arrancar para restabelecer as perdas estáticas (água quente armazenada, por mais bem isolada que esteja, tem sempre tendência a arrefecer) ou quando há muito consumo e a água que vem do termossifão chega fria (baixando a temperatura da água do termoacumulador).

Há termoacumuladores baratos, é um facto. Mas o preço de esquentadores a gás termostáticos com função solar não é assim tão alto. Além do mais, os termoacumuladores elétricos requerem mais manutenção regular (subsituição de anodos, por exemplo) e podem implicar um aumento da potência contratada (ou pelo menos uma sobrecarga na parte elétrica da habitação). De um ponto de vista energético, e como estamos a falar de gás de garrafa, as diferenças nos gastos energéticos não são muito significativas (até porque com um sistema solar de 150 litros, nesta fase, nos parece que a ativação do apoio será muito pontual, o que dá alguma vantagem ao esquentador).

Peça vários orçamentos: um para o módulo solar (aproveitar o atual esquentador), um para um termostático com função solar e outro para o termoacumulador. Mas apontaríamos para uma das duas primeiras soluções.

A Equipa Energias Renováveis.

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29/07/2020
, Respondeu:

Muito obrigada pelos esclarecimentos. Foi sem duvida uma grande ajuda. Bom trabalho.

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