última atualização: 22/04/2020
RE: Aquecimento de água
Boa noite. Pretendo aconselhamento sobre sistema de aquecimento de águas sanitárias, económico tanto no investimento como na utilização.
Trata-se de 2ª habitação em Manteigas, imóvel pequeno, vertical, em recuperação, utilização sazonal fds e férias, por 2/4 adultos. Sistemas a gás estão fora das opções. Eletricidade contratada EDP de 3,45.
-Primeira opção foi por AQS Baxi 2.5 200 Litros, termossifão c/resistência elétrica , suporte de inclinação em cobertura virada a Sul, mas o valor orçamentado é de 1.900 €.
-Segunda opção, para a qual não tenho valores, seria Bomba de Calor apoiada por Painel Fotovoltaico. Tenho, a impressão, que o preço será substancialmente superior ao AQS e julgo, que a eficiência do conjunto não seja interessante, dado o tipo de utilização do imóvel. Mesmo a instalação só da bomba de calor, terá consumos elevados, superiores a esquentador elétrico, para o fim a que se destina o imóvel.
-Terceira opção esquentador elétrico Ariston Velis 100 Litros cujo valor ronda 400 €.
-Quarta opção termoacumulador elétrico convencional Vulcano 100 Litros cujo valor ronda 300 €.
Agradeço a V/opinião.
Cmps e obg,
Zulmira Coelho
Trata-se de 2ª habitação em Manteigas, imóvel pequeno, vertical, em recuperação, utilização sazonal fds e férias, por 2/4 adultos. Sistemas a gás estão fora das opções. Eletricidade contratada EDP de 3,45.
-Primeira opção foi por AQS Baxi 2.5 200 Litros, termossifão c/resistência elétrica , suporte de inclinação em cobertura virada a Sul, mas o valor orçamentado é de 1.900 €.
-Segunda opção, para a qual não tenho valores, seria Bomba de Calor apoiada por Painel Fotovoltaico. Tenho, a impressão, que o preço será substancialmente superior ao AQS e julgo, que a eficiência do conjunto não seja interessante, dado o tipo de utilização do imóvel. Mesmo a instalação só da bomba de calor, terá consumos elevados, superiores a esquentador elétrico, para o fim a que se destina o imóvel.
-Terceira opção esquentador elétrico Ariston Velis 100 Litros cujo valor ronda 400 €.
-Quarta opção termoacumulador elétrico convencional Vulcano 100 Litros cujo valor ronda 300 €.
Agradeço a V/opinião.
Cmps e obg,
Zulmira Coelho


Boa noite. Tinha necessidade que O Sr. Ricardo ou alguém me respondesse ás questões formuladas na segunda mensagem. Ficava muito agradecida.
Cmps,
Zulmira Coelho
Olá Zulmira,
Olhando para a informação dos links que nos envia, não conseguimos confirmar se, de facto, a bomba de calor apresenta a certificação "SG Ready" (ou Smart Grid Ready) - em teoria, equipamentos cujos controladores apresentem esta certificação serão capazes de operar de uma maneira mais "Smart", permintindo, por exemplo, que arranquem quando existe um input de um sistema PV.
Analisando os sistemas nos links, diríamos que são sistemas separados (uma bomba de calor e um sistema pv para autoconsumo de 500W e que injetará a produção na rede doméstica, durante o dia - sem qualquer interligação à BC. Mas terá de confirmar esta situação com o fornecedor da solução.
Estas bombas monocorpo usam o ar da divisão onde estão instaladas - por serem monocorpo, não necessitam de unidade exterior. Tendem a arrefecer a divisão onde estão instaladas, caso não seja feita uma instalação de tubeiras (2) de ar com o exterior. Em teoria, sim, pode ficar no sotão bem isolado.
Sim, 100 litros para 4 adultos é muito curto. Se de facto ese é um cenário recorrente e plausível, tem de dimensionar o sistema para a maior ocupação - algo com 200 litros.
Os esquentadores elétricos como os que indica (poderia até ser o modelo ED 18 - 2S, desde que apenas uma pessoa tomasse banho de cada vez) apresentam o problema de precisarem de corrente trifásica, algo que pode não ser nada interessante (questões técnicas, obrigatoriedade na contratação de potências muito superiores.). Por isso, e combinando o preço desta solução com os impactos na rede elétrica de casa e no tarifário, não os recomendamos.
O termoacumulador Vulcano NaturaAqua ES GC 200 apresenta na etiqueta energética um consumo anual estimado de 2628 kWh (perfil L). A bomba de calor Vulcano AQUASMART 200-1E C apresenta um consumo anual de 721 kWh (perfil L) - isto porque não há etiqueta energética para o modelo que indica, o que é estranho e irregular (mas os consumos devem andar próximos, em teoria).
Ora, tomemos cada kWh a 0,18€ o que dá 473€ para o termoacumulador e 130€ para a bomba de calor. Uma diferença de 343€ anuais. Para os valores que indica, precisa de cerca de 3,8 anos para reaver a diferença entre uma solução ou outra. Mas atenção: quanto mais usar água quente na habitação, mais depressa amortizará a diferença (e vice-versa).
Uma última palavra quanto ao solar: seria a nossa primeira recomendação mas o perfil de utilização pontual e sazonal, em Manteigas, não favorece muito os sistemas solares térmicos (no inverno vão sofrer com o frio extremo, gelo e neve e no verão atingirá muitas vezes a temperatura limite de estagnação).
A questão é que investir numa BC ou num solar térmico apresenta quase o mesmo esforço financeiro... Um sistema solar térmico do tipo drain-back poderia ser uma opção, caso conseguisse orçamentos próximos dos da bomba de calor, mesmo usando um apoio elétrico (que nestes casos é mais interessante). Há uma solução de bomba de calor integrada com o solar térmico da Daikin que pode ser uma solução a ter em conta: https://www.daikin.pt/pt_pt/product-group/domestic-hot-water-heat-pump.html.
Obrigado,
Equipa Energias Renováveis
Cara Zulmira,
A escolha de um sistema económico na sua utilização e aquisição é algo que depende sempre da análise de "n" factores e que não apresenta uma resposta direta.
Da sua questão, há dois dados que saltam à vista: a localização (Manteigas) e o perfil de utilização (2ª habitação e utilização pontual e sazonal). Por estes dois motivos não recomendamos a primeira opção: a utilização de termossifões em perfis de utilização que nos indica e em localizações com os gradientes climáticos como os verificados em Manteigas não conduzirão à relação custo/benfício que procura. Depois, não recomendamos a utilização de resistências elétricas como elementos de apoio em termossifões, ficando a questão do apoio ao sistema por responder.
Relativamente à terceira opção, parece-nos que há aqui alguma confusão, pois indica o Ariston Velis como um "esquentador elétrico" quando na realidade é um termoacumulador elétrico, tal como o produto indicado na quarta opção. Ou seja, a 3ª e 4ª opção são iguais na sua natureza mudando apenas o produto (e o preço).
A dimensão dos termoacumuladores da terceira e quarta opção parece-nos ajustado para uma utilização de 2 pessoas na habitação (40 litros de água quente por elemento do agregado). Mas é manifestamente curta caso na habitação estejam as 4 pessoas. Neste cenário de 4 pessoas, um termoacumulador de 150 a 200 litros será o indicado. Terá por isso de perceber como e quantas vezes estarão 2 ou 4 pessoas na habitação e ajustar a dimensão do termoacumulador de acordo com o cenário que se verificar mais vezes.
A terceira opção ser a mais interessante, com algumas alterações. Em primeiro lugar, deixando cair o sistema fotovoltaico! Não nos parece nada lógico o investimento num sistema fotovoltaico quando a habitação apresenta este perfil de consumo sazonal e pontual. Por exemplo, se a bomba de calor funcionar na sua maioria nos fins de semana, o que acontecerá à eletricidade gerada pelo sistema fotovoltaico durante a semana? Tem mais outros eletrodomésticos capazes de consumir a eletricidade produzida neste período? Ou estamos a falar de um sistema integrado e smart e que dispara o arranque da bomba de calor quando há produção de eletricidade do sistema fotovoltaico (é que se for este o caso, a nossa recomendação poderá alterar-se)? Como não temos dados que nos permitam chegar a grandes conclusões, preferimos uma aproximação mais simples e menos dispendiosa: sem sistema fotovoltaico.
Depois, na terceira opção, há aqui conceitos que estão errados e que gostaríamos de corrigir: uma bomba de calor é sempre muito mais eficiente que um termoacumulador elétrico. Sempre! Uma eficiência teórica de uma bomba de calor para produção de AQS, desta natureza, ronda os 200 a 300%. Um termoacumulador - como os que indica - apresenta rendimentos "reais" a rondar os 80%. Tome como exemplo dois modelos da Ariston, com a mesma capacidade de 100 litros: o termoacumulador Ariston Velis (a sua "terceira opção") e um "termoacumulador híbrido" Ariston Lydos Hybrid (que na realidade é uma bomba de calor com apoio elétrico).
O termoacumulador, em perfil de utilização M, apresenta na etiqueta um gasto anual de 1.284 kWh (231€ anuais). O Ariston Lydos Hybrid, para o mesmo perfil de utilização M, gasta apenas 652 kWh (117€). Tendo sido uma solução por nós testada e que comprovou a real poupança face aos tradicionais termoacumuladores, pensamos que será uma solução interessante no seu caso, até porque poderá ter o retorno do investimento adicional em cerca de 4 anos, quando comparado com a terceira e quarta opções.
Por isso, a nossa recomendação segue no sentido de investir numa bomba de calor (segunda opção) pois é aquela que claramente garante os menores custos energéticos , podendo até oferecer já funções como o controlo remoto via wireless, permitindo programar a sua ativação para a véspera da vossa chegada.
Se, mesmo assim, o investimento numa solução como a do Ariston Lydos Hybrid ou numa bomba de calor para produção de AQS estiver fora do seu alcance, para o seu cenário o termoacumulador é de facto uma solução possível. Deverá, contudo, rever a potência contratada e verificar uma eventual passagem para tarifa bi-horária, garantindo que o perfil de utilização de água quente está alinhado com os horários de vazio. Mas alertamos que poderá ver a sua conta de eletricidade subir caso faça uma utilização mais intensiva deste equipamento.
Obrigado,
Equipa Energias Renováveis
Boa tarde. Agradeço os esclarecimentos e a preciosa ajuda.
Colocada de parte a primeira opção dadas as características de utilização sazonal deste imóvel (na minha habitação em Torre de Moncorvo tenho AS termossifão c/resistência elétrica Vulcano 300L e considero ter sido uma óptima opção em 7 anos de utilização), a bomba de calor de 200L que hoje me foi proposta é www.disterm.pt/.../226-kit-bomba-de-calor-aqs-com-apoio-fotovoltaico.html a 2.250€ que não me aconselha dado ter o apoio desnecessário dos painéis fotovoltaicos.
P: Será este um sistema integrado e smart, que dispara o arranque da bomba de calor quando há produção de eletricidade do sistema fotovoltaico?
A outra opção idêntica é www.disterm.pt/.../224-bomba-de-calor-sanitéria-nipon-np-com-seprentina.html a 1.650€.
P: As BC não obrigam a unidade exterior para captação do ar ou o ar interior de um sótão bem isolado é suficiente para um funcionamento eficiente da bomba de calor?
A solução Ariston Lydos Hybrid não é adequada pela capacidade máxima de 100L ser insuficiente para uma ocupação de 4 adultos.
Um termoacumulador elétrico com capacidade de 200L, atendendo a investimento na ordem dos 350€ (Vulcano NaturaAqua ES GC 200), não será o mais recomendado ou até poderá ser?
E a opção esquentador elétrico (tipo Junkers ED 24-2S) de 350€ tem a capacidade de fornecimento pretendida? É solução exequível ou de imediato descartável?
P: Quando retornará o investimento adicional dos 1.650€ em BC na relação com o TE ou com o EE de 350€?
Muito obrigado pelas V/informações e soluções.
Cmps,
Zulmira Coelho