última atualização: 02-07-2019

Aquecimento de água

Pretendo saber se existem esquentadores eléctricos

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Comentários

User name
INACIO MANUEL C.S. SEVERIANO
27-06-2019

Pretendo saber a opinião da DECO sobre a segurança e eficiência dos esquentadores eléctricos

User name
João Silva
27-06-2019

Boa tarde,

Efetivamente existem esquentadores elétricos, mas são altamente desaconselhados por praticamente toda a gente.

Um esquentador é, por definição, um aparelho para aquecimento instantâneo de água e necessita sempre de potências compatíveis com o caudal de água que pretende aquecer.

Os esquentadores a gás são denominados em função do número de litros por minuto que conseguem elevar a temperatura em 25ºC ou seja, um esquentador de 11 litros por minuto consegue fornecer um caudal de 11 litros por minuto elevando a temperatura da água em 25ºC em relação à temperatura de entrada.

Um aparelho destes disponibiliza uma potência de cerca de 18 kW queimando gás. Se pretender um aparelho com características semelhantes mas elétrico, a potência tem que ser a mesma ou seja, 18 kW, normalmente só possíveis com corrente trifásica.

O seu quadro elétrico é compatível com esta potência?


Melhores cumprimentos,

João Silva

User name
INACIO MANUEL C.S. SEVERIANO
28-06-2019

Obrigado João Silva pelo esclarecimento

User name
VITOR MANUEL MATOS VEIGA
29-06-2019

Como tenho muitas dúvidas em relação ao que devo utilizar em minha casa para aquecimento de águas, resolvi escrever-vos para obter um esclarecimento mais cabal.
Vivo com minha mulher numa moradia. Portanto, o nosso dia-a-dia, reflecte 2 banhos pela manhã e, eventualmente, 2 banhos à noite.
O que tenho em funcionamento neste momento é um esquentador a funcionar a gás butano.
Gostaria de saber qual a v/sugestão/conselho sobre a possível alteração de equipamentos.
Mais informo que o gás natural está muito distante da zona onde habito (Cotovia-Sesimbra), presentemente.
Se devo manter o gás butano, se devo adquirir um termoacumulador, , termossifão, esquentador eléctrico ou bomba de calor, etc.
Qual o funcionamento de cada?
Tenho potência contratada de 3.45 e se a mesma terá de ser aumentada para 6.9 com qualquer das alterações que menciono.
Todas as informações que me possam fornecer serão bem-vindas.

Antecipadamente grato,

Vitor Veiga

User name Moderator
RICARDO JOSE COIMBRA PAIVA PEREIRA | Moderador
02-07-2019

Boas tardes.

Apresenta-nos a situação de uma possível substituição de um esquentador a gás butano, para um agregado familiar de 2 pessoas, numa zona sem cobertura por gás natural. Idealmente, a solução ambientalmente mais consciente – e aquela que conduzirá a custos energéticos mais baixos – passará pela instalação de um sistema solar térmico (termossifão) e em que poderá manter o esquentador a gás butano como sistema de apoio ao sistema solar térmico – relembramos que o sistema solar térmico deverá providenciar cerca de 70% das necessidades de água quente sanitária (AQS) enquanto, neste caso, os restantes 30% ficarão a cargo do esquentador. Nesta solução, terá de verificar se tem viabilidade técnica para instalação do sistema solar termossifão (telhado com correta orientação e inclinação) ou se terá de recorrer a estruturas de instalação. Depois, deve verificar se o esquentador é termostático e compatível com utilização em sistemas solares – poderá ter que o substituir ou instalar um módulo solar. Para duas pessoas, um sistema solar térmico termossifão de 150 litros será suficiente. Mas prepare-se para investir nesta solução algum dinheiro – na casa dos 1.500€ (ou mais, com a instalação e integração do termossifão no sistema da casa de produção de AQS).

Por estes valores de investimento, poderá optar por uma bomba de calor mural de 100 litros de capacidade. Conseguirá com esta solução custos energéticos muito baixos e, tal como na solução anterior, deverão alinhar o prazo de retorno de investimento para períodos entre os 5 a 10 anos.

O termoacumulador elétrico convencional é uma solução que implicará um investimento inicial mais baixo, é certo – na casa dos 150 a 250 euros, para capacidades de 100 ou mais litros, mesmo que existam modelos de 80 litros a preços mais baixos. No entanto, esta solução apresenta custos com a energia bastante significativos, nomeadamente se forem utilizados em tarifas elétricas planas. E sim, regra geral podem requerer que se aumente a potência contratada – mas aconselhamos que experimente primeiro durante algum tempo e verifique se o aumento de potência é absolutamente necessário ou se, com alguns ajustes, consegue operar todos os eletrodomésticos (o problema é o que tem ligado ao mesmo tempo) com os 3,45KVA.

Contudo, na edição de Julho da Proteste, apresentámos uma solução que nos parece ser ideal para a sua situação: o ARISTON LYDOS HYBRID. É uma bomba de calor com apoio elétrico de 80 litros (existe também uma versão de 100 litros de capacidade) e conseguimos, no mesmo cenário de utilização, poupanças em cinco anos de 788€ e em 10 anos de mais de 1916€ quando comparado com o esquentador a gás butano. Ou seja, mesmo sendo um equipamento um pouco mais caro quando comparado, por exemplo, com o esquentador a gás butano, ao fim do 3º ano de utilização o ARISTON LYDOS HYBRID apresenta já menores custos de utilização totais face ao esquentador a gás butano.

Claro está que estas análises baseiam-se em cenários em que se compara a compra dos equipamentos de todas as soluções – que não é o seu caso, pois o seu esquentador já foi devidamente amortizado. Relembramos que um esquentador a gás, bem instalado (quer a parte da alimentação do gás, quer a parte da exaustão dos gases de combustão) e devidamente mantido (devem ser revistos com alguma periodicidade – por exemplo, uma vez de dois em dois anos) é um aparelho seguro. Mas se de facto quiser avançar para a sua substituição – por exemplo, por apresentar já bastantes anos de uso – recomendamos numa primeira aproximação o sistema solar térmico do tipo termossifão (mantendo ainda o esquentador como apoio). Como alternativa “menos complexa”, verifique o ARISTON LYDOS HYBRID que é uma recomendação nossa para cenários de utilização como o seu.

Sem mais de momento, agradecemos a atenção despendida e colocamo-nos inteiramente à sua disposição para o esclarecimento de dúvidas adicionais.

Cordialmente, Ricardo Pereira

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