O que é solar é bom!

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Fonte de energia gratuita, disponível durante quase todo o ano, o sol é um excelente recurso que pode ajudar a melhorar a nossa vida diária. Basta transformar a energia solar em térmica, o que se consegue com a ajuda de um sistema solar.

Este equipamento é sobretudo usado para aquecer a água de que necessitamos em casa, todos os dias. Para saber mais sobre o desempenho de várias marcas
de equipamentos solares, testámos as duas soluções disponíveis: circulação forçada e natural. Apresentamos agora os resultados dos primeiros. Na edição de maio, prometemos avaliar os segundos.

Os seis equipamentos de circulação forçada testados revelam uma qualidade global muito semelhante. Por isso, a escolha deve ser feita com base no preço e na marca para a qual existe instalador na sua região.

Um sistema solar térmico é composto por um ou mais coletores (painéis), em regra, situados no telhado, que captam os raios solares; um acumulador, necessário para armazenar a água quente; um controlador e bombas. Estas fazem circular o fluido pelo sistema, de modo a aquecer a água, enquanto os controladores ajudam a definir os vários programas e a temperatura.

Existem dois tipos de sistemas solares. Na página ao lado, apresentamos as principais vantagens e os inconvenientes de cada um. Os equipamentos de circulação forçada, por sua vez, dividem- -se em dois grupos: os pressurizados e os de drenagem automática (drain back). Enquanto os pressurizados funcionam num circuito fechado, com uma pressão superior à atmosférica, os de drenagem automática operam com a pressão atmosférica e, quando a bomba para, os coletores ficam vazios. Embora os pressurizados sejam os mais vendidos, os de drenagem automática têm vindo a conquistar clientes. Oferecem uma maior proteção face ao congelamento do coletor, sendo melhores para zonas mais frias, e também têm um comportamento melhor perante temperaturas muito elevadas.

Outra vantagem é terem um plano de manutenção mais simples. Por sua vez, a instalação implica o cumprimento de diversos requisitos, como a distância entre tubagens, nem sempre fáceis de respeitar. Já os pressurizados podem ser instalados em qualquer lugar. 

À prova no laboratório

O nosso teste inclui cinco equipamentos pressurizados e um de drenagem automática (Vaillant). Os aparelhos foram sujeitos a diferentes provas. Começámos por avaliar a fiabilidade e o desempenho dos coletores, sendo que as diferentes marcas se mostraram muito idênticas.

O mesmo não se verificou na avaliação dos controladores dos painéis. O presente no Baxi é o mais preciso e as sondas fornecidas são bastante resistentes. Analisámos ainda a facilidade de utilização de cada equipamento, assim como os manuais de instruções. 

De um modo geral, os manuais, quando existem, são muito técnicos e nada adaptados ao comum dos mortais. O presente no Thinktech, pelo contrário, mereceu uma avaliação negativa porque trazia pouca informação.

Importa salientar que apenas testámos os sistemas solares térmicos para a aplicação mais usual — aquecer água — mas podemos usá-los para o aquecimento da água de piscinas ou como apoio ao aquecimento central.

Apoio adicional aos raios solares

Fizemos as contas para descobrir quanto se poupa com um sistema solar face às soluções que os consumidores costumam ter em casa, ou seja, esquentador com gás natural, com gás propano ou termoacumulador.

Nos cálculos, considerámos a amortização do custo do sistema em 15 anos. Verificámos que a poupança é pouca em relação ao gás natural, embora, com o solar, se fique menos exposto à variação do custo da energia e próximo de diminuir a pegada ecológica. Face ao gás propano ou à eletricidade, o solar compensa sempre.

Contudo, nunca se pode abdicar de um sistema auxiliar. De facto, os testes provaram que, nos dias mais sombrios, quando o sol não consegue aquecer a água, ou sempre que o consumo de água quente é superior ao habitual, é essencial ter um sistema de apoio.

O esquentador a gás natural é a solução mais em conta, mas nem todos os lares são servidos por esta energia. Para que o consumidor não tenha de se preocupar com este pormenor, existem sistemas solares equipados com uma resistência elétrica que aquece a água, quando não há luz solar ou a temperatura da água do depósito desce e o sistema não a consegue repor. A solução é eficiente, mas o seu funcionamento tem de ser controlado. Caso contrário, acaba por aquecer a quase totalidade da água no depósito, gastando energia em vez de usar o sol para o efeito. 

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