Serviço de televisão sem box: como aceder
Todos os operadores low-cost permitem prescindir de box no acesso ao serviço. A DECO PROteste sempre alertou que este aparelho não é indispensável e que deveria ser dada a escolha ao consumidor. Agora, tudo fica evidente. Saiba como usar o serviço sem box.
A box representa, em muitos casos, um custo mensal desnecessário, por mais um aparelho e por mais um comando a gastarem energia, que se somam ao router e, por vezes, até a um modem ótico, instalados para darem suporte ao serviço. A caixa descodificadora, que os operadores tradicionais impõem ao consumidor, deveria ser facultativa, defende a DECO PROteste.
A prova de que não é indispensável? Os serviços de televisão dos mais recentes operadores em Portugal, como a Digi e a LigaT, e mesmo das marcas low-cost dos principais operadores – Amigo, Uzo e Woo – não necessitam de box para estabelecerem o acesso ao serviço de televisão.
Mesmo que tenha contrato com um dos três grandes (MEO, NOS ou Vodadone), existem formas de se livrar da box. A DECO PROteste diz-lhe como proceder. Veja ainda os resultados do teste à experiência de utilização dos serviços de televisão, e descubra o que agrada mais aos consumidores.
Distribuição do sinal na instalação coaxial doméstica
Em serviços apoiados em fibra ótica ou cabo coaxial, que são a esmagadora maioria em Portugal, é possível aceder com cabo de antena (RF), e não box, e usar noutros televisores que tenha em casa.
Pode injetar o sinal RF na rede coaxial doméstica, o qual fica disponível em todas as tomadas de antena. Para tal, ligue o cabo de antena (RF) ao sintonizador do televisor, que deve ser digital (DVB-T/C) – é o caso de todos os modelos à venda desde 2011.
E o que perde ao nível das funcionalidades? O agendamento de gravações é uma hipótese. Ainda assim, no teste à usabilidade dos serviços de televisão, a DECO PROteste verificou que todos os operadores dão a informação do guia eletrónico de programas também por cabo de antena (RF). Deste modo, é-lhe possível consultar a programação e agendar gravações, que pode guardar num dispositivo USB (por exemplo, numa pen ou num disco externo). Só tem de o conectar a uma entrada USB do televisor. Recorrendo ao dispositivo USB, pode ainda pausar emissões televisivas, funcionalidade que, sem a box, perderia.
Outras ausências não podem ser compensadas. Algumas serão menos relevantes, como as opções de recomendações de conteúdos ou os videoclubes. Mesmo assim, de entre as mais apreciadas pelos consumidores, a única de que não é mesmo possível usufruir é a que permite aceder às gravações automáticas, para recuar até sete dias na programação.
App instalada num leitor multimédia ou num televisor inteligente
Os serviços de televisão, tanto dos principais operadores como dos low-cost, têm apps para aceder, sem box, num leitor multimédia ou num televisor inteligente, desde que o último corra os sistemas operativos Android TV ou Google TV. No caso dos leitores multimédia, em alguns operadores, é possível usar ainda o Apple TV. A NOS, que cobra 2,49 euros por mês, o uso de tais apps é gratuito.
Em alguns casos, o serviço é exatamente igual na app, sem perda de funcionalidades. A NOWO e a Digi deixam até usar fora de casa (por exemplo, num hotel), num leitor multimédia com a app.
As low-cost já só procedem desta forma. Na instalação do serviço, entregam um leitor multimédia Android TV com a app. Mas mesmo o leitor será dispensável, se o televisor correr o Android TV ou o Google TV. Nesse caso, pode instalar a app diretamente no televisor. O destaque vai para a Digi e para a MEO, os únicos serviços que deixam também instalar a app em televisores inteligentes com outros sistemas operativos, como os das marcas mais vendidas: a Samsung, que usa o Tizen, e a LG, que recorre ao WebOS.
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