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Tecnologia 5G tem riscos para a saúde?

A nova geração de redes móveis 5G irá permitir um desempenho muito superior face à 4G, em termos de fluxo de dados, capacidade e velocidade da resposta da rede. Esclareça todas as dúvidas, incluindo os alegados perigos para a saúde das ondas eletromagnéticas.

5G

iStock

A rede móvel de quinta geração (5G) já chegou a Portugal. No início da pandemia de covid-19, a tecnologia 5G foi associada à propagação do coronavírus. Tem sido também associada ao aumento dos riscos das radiações eletromagnéticas: cancro do cérebro, leucemia, dores de cabeça, depressão e pensamentos suicidas. Esclarecemos as dúvidas.

As frequências da 5G são muito mais elevadas e mais nocivas para a saúde?

A 5G faz uso da radiação eletromagnética, com um efeito semelhante às redes móveis 2G, 3G e 4G para o corpo humano. A 5G em Portugal irá usar, sobretudo, duas faixas de frequência: 700 MHz e 3,6 GHz. A primeira é inferior às frequências utilizadas nas tecnologias móveis anteriores e a segunda, embora mais elevada, não coloca os utilizadores em risco. Os alarmismos não se justificam, até porque alguns estudos verificaram que quanto mais elevadas são as frequências, menor é a penetração das ondas no tecido humano: a pele atua como um filtro para as ondas eletromagnéticas com frequências mais elevadas. Quanto mais elevadas as frequências, menor é a penetração das ondas, reduzindo a exposição dos órgãos internos.

Mais antenas aumentam o nível de radiação?

Com a 5G, a paisagem urbana será marcada por novas antenas em toda a parte: prevê-se um número muito maior de antenas e de estações de base — de acordo com dados reportados à Anacom, até ao final do primeiro semestre deste ano, existiam já 2918 estações 5G em Portugal —, mais próximas do solo e dos utilizadores, o que tem gerado ondas de pânico junto de alguns grupos da população. Nas zonas urbanas, a 5G irá utilizar faixa de frequências mais elevada e, consequentemente, as ondas terão menor alcance. Serão, por isso, necessárias mais antenas e estações de base. No entanto, mais antenas e menor distância não significa maior exposição às radiações eletromagnéticas: as múltiplas antenas 5G serão mais pequenas e irão operar com níveis de potência mais baixos.

As ondas eletromagnéticas aumentam o risco de cancro do cérebro?

O conhecimento científico nesta área continua a evoluir e os dados de novos estudos serão importantes para enquadrar cada vez melhor as questões de segurança. No entanto, até à data, não existem evidências científicas que permitam concluir que a radiação eletromagnética aumenta o risco de cancro do cérebro ou causa outro tipo de danos. Este tipo de cancro continua a ser raro e a sua incidência não tem aumentado (veja o gráfico abaixo), apesar de a utilização de smartphones se ter massificado.

Gráfico cancro do cérebro não aumentou 

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