Notícias

Carregadores com fios mais eficazes do que versões wireless

Para energizar telemóveis e outros dispositivos eletrónicos, os carregadores com fios são a melhor opção: mais baratos, mais rápidos e com maior compatibilidade.

  • Dossiê técnico
  • João Miguens e Sofia Costa
  • Texto
  • Inês Lourinho
27 setembro 2021
  • Dossiê técnico
  • João Miguens e Sofia Costa
  • Texto
  • Inês Lourinho
Telemóvel a ser carregado com um modelo por indução (wireless)

iStock

Carregadores há muitos – com ou sem fios; com potência standard ou aumentada, para carga rápida; com várias entradas ou apenas uma; da marca do telefone ou compatíveis. Quais serão os mais interessantes, considerando que, na hora da verdade, o que importa é rapidez e baixo consumo? Antes que responda que pouco importa, já que os equipamentos trazem carregadores de origem, saiba que algumas marcas, como a Apple e a Samsung, começam a lançar modelos que são acompanhados apenas de um cabo, para ligar a um dispositivo que haja lá por casa. Trata-se de uma decisão filiada no conceito de sustentabilidade, que pretende favorecer a reutilização e contrariar a acumulação de lixo eletrónico, um dos grandes responsáveis pela poluição do planeta. E se o cabo não for compatível com o carregador que já tem em casa? Bem, para isso, existem adaptadores.

Se precisar mesmo de um novo carregador, testámos 20 aparelhos de vários tipos, para que nada lhe falte em termos de informação. Chegámos à conclusão de que os modelos com fios são mais vantajosos do que os wireless, em toda a linha: mais baratos, mais rápidos, mais versáteis e dotados de maior compatibilidade com dispositivos digitais.

Como otimizar a carga rápida

Os carregadores transferem uma certa quantidade de energia para os dispositivos eletrónicos. Os smartphones modernos conseguem gerir a potência disponível, que pode ser superior ou inferior àquela que suportam, evitando situações de sobrecarga e aquecimento.

O que pode mudar é a velocidade da operação, que depende em parte da potência do carregador. O valor standard para os smartphones é de 5 watts, mas existem versões rápidas, que começam no quádruplo da potência. A escolha entre 5 e 20 watts é determinada pela necessidade de velocidade, mas também pelas características do telefone. Se o seu dispositivo já completou algumas primaveras e suporta apenas até 5 ou 10 watts, não vale a pena comprar um carregador de 20 ou mais watts. Além de ser expectavelmente mais caro, o telefone irá adaptar-se consoante a potência que pode utilizar, pelo que não irá tirar partido da potência a mais. Já se o telemóvel for recente, 20 ou mais watts deverão trazer velocidade incrementada.

E a velocidade destes carregadores ditos rápidos é mesmo muito superior? A resposta é “sim, mas”. O telemóvel (ou outro dispositivo) tem de ser compatível. Há outro “mas”. A rapidez acrescida, no geral, só se verifica no caso dos modelos com fios. Quase todos os wireless que anunciam velocidade aumentada falharam no nosso teste. Comparemos desempenhos.

Nas provas laboratoriais, os modelos rápidos com fios e 20 watts conseguiram poupar 50 a 100% de tempo nos telefones capazes de suportar igual potência. Por exemplo, carregar de zero a 100% o Samsung Galaxy S21 levou cerca de três horas com um equipamento de 5 watts e menos de metade, à volta de uma hora e 15 minutos, com outro de 20 watts.

Mas, embora quase todos os modernos smartphones permitam a carga rápida e alcancem tempos mais velozes com estes carregadores, podem não beneficiar de todo o seu potencial. De facto, só existirão condições ótimas se carregador e telefone partilharem a norma de carga rápida. No entanto, é muito difícil encontrar informações sobre estas normas nos sites dos fabricantes de smartphones. Da mesma forma, nem sempre é fácil descobrir exatamente que potência suportam os telefones naquela que vem descrita de forma genérica como “carga rápida”. Trata-se de uma falha importante ao nível da informação ao consumidor. É que, segundo os nossos testes, quando carregador e telemóvel funcionam segundo a mesma norma, a velocidade pode ser muito superior àquela que se obtém quando isso não se verifica.

A prova faz-se, por exemplo, através do Huawei Mate 40 Pro, testado com o carregador da marca, de 40 watts, que recorre à mesma norma de carga rápida. A operação durou apenas 50 minutos com o modelo com fios. Usando outros carregadores de potência elevada, mais concretamente de 66 watts, o processo desenrolou-se no dobro do tempo. Mesmo com o modelo wireless da Huawei, cortámos uma hora às quatro necessárias no caso de outros equipamentos dotados da mesma potência.

Para otimizar a carga rápida, preste igualmente atenção ao cabo do equipamento: deve ser resistente e espesso, para transportar maior quantidade de corrente.

Prós e contras de ter ou não ter fios

Selecionámos 20 carregadores, originais e compatíveis, de várias potências: uns com fios, outros wireless; uns de entrada simples, outros múltipla. Verificámos o tempo para carregar por completo três telemóveis: Samsung Galaxy S21, Apple iPhone 12 e Huawei Mate 40 Pro. Medimos ainda o consumo por cada ciclo de carga. E investigámos o consumo em standby, ou seja, com os carregadores apenas ligados à tomada, mas também com o telemóvel totalmente carregado.

Confira preços e características dos carregadores analisados, e o nosso veredicto sobre a opção mais vantajosa.

Faça login no site para continuar a ler o artigo e conhecer as conclusões do nosso teste a 20 carregadores de dispositivos eletrónicos.  

Se ainda não é subscritor, conheça estas e outras vantagens da assinatura.

Subscrever

 

O conteúdo deste artigo pode ser reproduzido para fins não-comerciais com o consentimento expresso da DECO PROTESTE, com indicação da fonte e ligação para esta página. Ver Termos e Condições.