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Google Nest Hub é interessante, se não valorizar muito o som

Coluna de som, moldura digital, dispositivo para controlar aparelhos ligados à net, despertador e assistente pessoal: o Nest Hub é tudo isto por cerca de 100 euros. Interessante pelas várias funções, não fala português nem tem a melhor qualidade sonora.

  • Dossiê técnico
  • António Alves
  • Texto
  • Inês Lourinho
01 julho 2021
  • Dossiê técnico
  • António Alves
  • Texto
  • Inês Lourinho
Google Nest Hub em cima de uma mesa, exibindo uma fotografia de uma bicicleta numa paisagem de praia

António Alves

Está à procura de uma coluna de som portátil, que lhe permita ouvir música dos seus serviços de streaming favoritos, como o Spotify ou o YouTube? A solução mais óbvia passa por uma coluna bluetooth, que se emparelha facilmente com o smartphone ou com o tablet. A boa qualidade começa em cerca de 70 euros, como pode verificar no nosso comparador. Ora, comparando o som do Google Nest Hub com o proporcionado pelas colunas bluetooth, verificámos que é apenas mediano. Portanto, se não prescinde de som apurado, este aparelho não é para si. Pode encontrar melhor e mais barato.

Mas o novo aparelho da Google é muito mais do que uma coluna bluetooth. A função de moldura digital, com acesso ao Google Fotos, resulta muito bem. A possibilidade de controlar dispositivos ligados à net (internet of things) está também bem implementada, ainda que, de momento, seja reduzido o número de aparelhos compatíveis com o sistema Google Home. O avançado relógio despertador tão-pouco desilude. Pode igualmente criar notas ou iniciar chamadas de voz.

O problema pode estar no assistente de voz, que ainda não reconhece a língua portuguesa, nem sequer a variante do Brasil. Assim sendo, se não estiver à vontade com o inglês, o francês, o espanhol ou o alemão, o Nest Hub também não é para si. Há, contudo, um ponto positivo: o assistente já não oferece uma experiência de frustrante incompreensão. O sistema integrado tem boa capacidade de interpretação das instruções.

Fazendo uma síntese, o novo aparelho da Google é um interessante cinco-em-um, por cerca de 100 euros. Se encontrar utilidade nas funções propostas, tiver familiaridade com línguas estrangeiras e não procurar a melhor qualidade sonora, pode ser uma opção válida.

Som do Nest Hub é apenas mediano

Comparando o som do Nest Hub com o das colunas bluetooth que analisamos de forma regular, não receberia mais do que uma avaliação mediana. A pressão sonora obtida sem ocorrência de distorção é algo limitada. O resultado acaba por ser expectável, tendo em conta as pequenas dimensões do Google Nest Hub: existe uma correlação entre tamanho e qualidade sonora.

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A coluna de som está incorporada na base do aparelho, na traseira do ecrã. Pode ser conectada por bluetooth a um dispositivo móvel, para ouvir música. Mas também pode usar uma ligação wi-fi e fazer a reprodução a partir de serviços de streaming, como o Spotify.

No geral, o som parece algo comprimido, ou seja, tem falta de detalhe, o que é mais notório nas frequências extremas (agudos e baixos mais profundos). Permite, mesmo assim, encher um quarto ou uma sala, para quem pretenda uma audição em níveis sonoros moderados.

Moldura digital funciona bem

Com diagonal de sete polegadas, o ecrã tem uma resolução algo modesta (1024 x 600 píxeis), ainda que a qualidade da imagem seja muito aceitável. Apesar de produzir alguns reflexos, o ecrã revela boa visibilidade, mesmo com bastante luz incidente.

Estas características permitem convertê-lo numa moldura digital de fotos armazenadas no Google Fotos. Pode inclusive fazer apresentação de imagens (slideshow).
Também é possível reproduzir no Google Nest Hub fotos guardadas no telemóvel, recorrendo à tecnologia Cast.

Outra possibilidade é exibir notificações no ecrã (por exemplo, de eventos na agenda ou de meteorologia).

Controlo de aparelhos ligados à net ainda limitado

O Google Nest Hub pode controlar, através do ecrã tátil ou com instruções vocais, equipamentos conectados à internet. É o caso dos televisores com o Android TV (ou com outro sistema operativo, desde que tenha um Chromecast ligado, para fazer a conversão), de alguns termóstatos e de certos equipamentos de iluminação.

Embora esta função esteja bem integrada, os aparelhos têm de ser compatíveis com o Google Home, sendo que o número ainda é reduzido.

Monitoriza o sono e define a hora de acordar

O equipamento da Google é dotado de um sensor de iluminação, que adapta o brilho da imagem à luz ambiente, mas também o conteúdo exibido. Por exemplo, quando a luz é muito reduzida, alterna automaticamente entre a reprodução de fotos e o relógio.

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O despertador pode ser definido por meio de comandos de voz (por exemplo, “set the alarm for tomorrow morning at 8 a.m.”).

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Outra funcionalidade mais avançada (e intrusiva) é a monitorização do sono (sleep sensing). Para que funcione, o aparelho deve ser instalado na mesa de cabeceira, próximo do colchão e junto ao utilizador que vai ser controlado.

Assistente pessoal agrada, mas não fala português

Baseado no Google Assistant, o assistente pessoal é muito satisfatório, embora grande parte do interesse se perca, devido à impossibilidade, pelo menos, de momento, de usar a língua portuguesa.

No entanto, se não tiver dificuldades com o inglês, o francês, o espanhol ou o alemão, irá apreciar a capacidade de interpretação. Há vários pontos a melhorar, mas já estamos distantes daqueles tempos iniciais, em que era preciso repetir as instruções inúmeras vezes ou formulá-las num formato predefinido.

Ao acordar, pode, por exemplo, dizer “good morning”, para receber a informação sobre as horas, as condições meteorológicas nesse dia e um resumo das notícias. 

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Pode criar outras rotinas, espoletadas com um comando de voz específico. Por exemplo, é possível iniciar uma lista de músicas (playlist) do Spotify ou um vídeo do YouTube, criar notas pessoais ou para o grupo familiar ou fazer chamadas de voz para os contactos. Quanto às chamadas de vídeo, o aparelho apenas as recebe, uma vez que não possui câmara.

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