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Fórum Euroconsumers debate futuro do consumo online

O impacto da economia pós-covid e da (des)globalização no consumo digital estiveram em foco no Fórum Euroconsumers 2022, que reuniu especialistas em cibersegurança, políticos e responsáveis das organizações de defesa do consumidor de Espanha, Itália, Brasil, Bélgica e Portugal.

14 dezembro 2022
Forum Euroconsumers

Vítor Machado

O Grupo Euroconsumers, organização europeia de defesa do consumidor que congrega organizações de vários países, incluindo a portuguesa DECO PROTESTE, organizou, em Lisboa, o Fórum Euroconsumers 2022, subordinado ao tema “Post(de)globalization: navigating the new consumption relations”.

O impacto da economia pós-covid e da (des)globalização nos consumidores foi o tema central dos trabalhos. Foi uma oportunidade para debater “de forma clara, aberta e transparente” as múltiplas preocupações em torno da defesa do consumidor, disse António Balhanas, country manager da DECO PROTESTE.

O comércio eletrónico, a fraude digital, o combate às ciberameaças, a Diretiva das Ações Coletivas e a segurança dos produtos foram alguns dos tópicos debatidos e destacados por Ivo Mechels, CEO do grupo Euroconsumers.

 
O comércio online, os mecanismos de fraude e a cibersegurança foram alguns dos temas destacados por Ivo Mechels, CEO da Euroconsumers.

Uma das grandes preocupações da Euroconsumers é a entrada em vigor, em 2023, da Diretiva das Ações Coletivas, que “ainda tem espaço para melhorias, antes da transposição para os enquadramentos nacionais”, alertou António Balhanas.

 
O country manager da DECO PROTESTE, António Balhanas, refletiu sobre a Diretiva das Ações Coletivas.

Paulo Portas: desafios são globais, mas não simétricos

Numa análise macro, Paulo Portas, ex-ministro português dos Negócios Estrangeiros, destacou que “estamos a testemunhar o fim da globalização”. E explicou que os desafios geopolíticos e geoeconómicos, apesar de serem globais, não são simétricos. No entanto, Paulo Portas salvaguarda que Portugal tem espaço para recuperar das duas recentes crises (covid-19 e guerra na Ucrânia).

 
O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas destacou o fim da globalização.

Esta recuperação poderá ser beneficiada com o peso do turismo no produto interno bruto (PIB), o investimento estrangeiro em ativos, a independência de Portugal em relação à energia proveniente da Rússia (atualmente o principal fornecedor é a Nigéria) e ainda devido à chamada “Bazuca”, o Plano de Resiliência e Recuperação em curso.

Cibersegurança: novas fraudes chegam por SMS e voz

A cibersegurança esteve em grande destaque no Fórum Euroconsumers. Lino Santos, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), explicou que “estamos a passar de fraudes por correio eletrónico para fraudes por SMS e também por voz”. As mensagens são personalizadas e tiram partido de novas narrativas sofisticadas, explica Lino Santos.

 
Lino Santos, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, falou dos novos esquemas de fraudes.

Entretanto, as organizações de defesa do consumidor que compõem a Euroconsumers continuam empenhadas em denunciar a criatividade maliciosa que vai surgindo na internet, alertando, em especial, o público mais jovem. Durante o fórum foram apresentadas as mensagens que a Euroconsumers e a Meta desenharam especificamente para alertar os jovens para os perigos que circulam no mundo digital.

Digitalização do consumo: falta de confiança ainda é barreira

O fórum foi também oportunidade para a apresentação do Índex da Digitalização do Consumidor (CDEI), realizado no âmbito do Consumer Empowerment Project (CEP), uma iniciativa do Euroconsumers e da Google. Para Marco Anelli, responsável pelos estudos estatísticos da Euroconsumers, o CDEI é uma nova forma de analisar até que ponto os consumidores se sentem capacitados em relação os serviços digitais, “permitindo revelar barreiras e áreas de melhoria para valorizar a experiência do consumidor online”. O estudo revela que os consumidores reconhecem uma função positiva à presença dos serviços digitais nas suas vidas. Pelo menos três em cada quatro inquiridos acredita que, dentro de dez anos, as experiências de consumo serão maioritariamente digitais.

O desconhecimento e a falta de confiança nos serviços digitais são, ainda, a principal barreira para uma maior digitalização do quotidiano dos consumidores, conclui o estudo. Quem já se rendeu à utilização de serviços digitais, reconhece-os como boa alternativa às opções tradicionais.

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