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Tratamentos de fertilidade: privado é rápido, mas caro

As listas de espera para tratamentos de fertilidade no Serviço Nacional de Saúde levam muitos casais a procurar uma alternativa no privado, uma solução mais célere, mas cara. Saiba quanto pode custar.

  • Dossiê técnico
  • Teresa Rodrigues
  • Texto
  • Sílvia Nogal Dias e Filipa Rendo
12 agosto 2020
  • Dossiê técnico
  • Teresa Rodrigues
  • Texto
  • Sílvia Nogal Dias e Filipa Rendo
Imagem microscópica de injeção intracitoplasmática de espermatozoide

iStock

Para muitos casais portugueses, o desejo de ter um filho pode esbarrar numa longa lista de espera. No final do ano passado, cerca de 1500 utentes esperavam pela primeira consulta de apoio à fertilidade no Serviço Nacional de Saúde (SNS). 

Os tempos de espera levam muitos casais a procurar uma alternativa nos centros privados de procriação medicamente assistida (PMA), normalmente mais céleres. Mas esta opção tem custos avultados, como mostra o nosso estudo sobre os preços praticados no setor privado, e não há seguros de saúde que os comparticipem. 

Em Portugal, os dados mais recentes sobre o acesso a tratamentos de fertilidade reportam a 2015. Nesse ano, nasceram, no nosso país, segundo o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, 2504 crianças, como resultado do uso de técnicas de PMA. O número, que equivale a 2,9% do total de nascimentos, fica, ainda assim, aquém do que se verifica noutros países europeus, em que estas crianças já representam 5% a 6% do total.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva são afetados por problemas de infertilidade. A acessibilidade a tratamentos de procriação medicamente assistida (PMA) foi, por isso, considerada pela organização como um dos grandes desafios do milénio para combater este problema. 

Resposta do SNS aquém das necessidades

Desde que referenciados pelo médico de família, qualquer mulher (mesmo sem parceiro), casal heterossexual ou de mulheres pode aceder a uma consulta de apoio à fertilidade num centro público. Fazer um tratamento de fertilidade num centro público de PMA é gratuito, sendo que os medicamentos são comparticipados em 69%, mesmo que os utentes optem pelo privado. 

Mas o tempo de espera pode ser longo, variando bastante entre estabelecimentos de saúde: segundo dados do Ministério da Saúde, referentes a 2019, pode ir dos 30 aos 339 dias. 

Para iniciar cuidados de primeira linha (mais simples), como a indução de ovulação e a inseminação artificial ou intrauterina, a mulher não pode ter mais de 42 anos, e, para ter acesso a técnicas de segunda linha (mais avançadas), como a fertilização in vitro e a injeção intracitoplasmática de espermatozoides, não pode ultrapassar os 40 anos.

Nesta corrida contra o tempo, a idade da mulher é fulcral para que os tratamentos sejam bem-sucedidos: além de outros fatores, a taxa de sucesso depende, em grande medida, dessa variável, diminuindo de forma acentuada a partir dos 36 anos.

Tratamentos no privado com custos elevados

Neste momento, há 28 centros de PMA a operar em Portugal: 11 são públicos e 17 são privados. A maior parte localiza-se na região Norte e em Lisboa e Vale do Tejo. Na Região Autónoma dos Açores e no Algarve existe apenas um e é privado. No Alentejo, não há nenhum. 

No estudo que fizemos entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, contactámos todos os centros de PMA privados para reunirmos informação sobre os serviços prestados e os preços praticados (consulte abaixo a tabela de preços). Dois não responderam ao nosso questionário.

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