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Sintomas de alergia? Não culpe o algodão das árvores

A presença no ar dos chamados flocos de algodão branco induz em erro. Trata-se de pelos que têm origem na semente do choupo e que não causam alergia.

01 junho 2018
algodao

iStock

Segundo a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), as concentrações de pólenes dos choupos são, normalmente, baixas e os picos polínicos ocorrem em março ou no início de abril. Para estar a par das concentrações de pólenes, consulte a previsão polínica da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica. Trata-se de um mapa nacional interativo online que indica qual a concentração de pólen no ar, diariamente e em cada região do país.

A confusão de eventual "alergia a pólen de choupo" deve-se às grandes quantidades de pelos brancos que as sementes destas árvores produzem em maio e que originam os novelos de "algodão" no ar. Essa libertação das sementes dos choupos coincide com o período de polinização das gramíneas (grupo de plantas herbáceas), cujo pólen é causador de alergias respiratórias e é invisível.

Para a SPAIC, o problema de acumulação de "algodão" nas ruas pode ser resolvido com o recurso a podas parciais e seletivas (antes de as árvores darem fruto) e utilizando árvores masculinas, que não produzem sementes. 
 
O aparecimento de alergias também costuma ser associado aos plátanos. No entanto, tal como acontece com os choupos, os picos polínicos dos plátanos são em março e abril, mas como os pólenes não se afastam muito das fontes produtoras, depositam-se rapidamente no solo, reduzindo o potencial alérgico. O período de polinização dos plátanos também coincide com o das gramíneas.

Com a chuva, as concentrações de "algodão" e de pólenes das plantas diminuem.