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O que é e como se trata a doença de Kawasaki

Febre, olhos, língua e garganta vermelhos, manchas no tronco e gânglios inflamados são alguns sintomas da doença de Kawasaki, que afeta, sobretudo, crianças até aos 5 anos. Se tratada precocemente, por regra, não deixa marcas.

  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida
  • Texto
  • Fátima Ramos
28 maio 2020
  • Dossiê técnico
  • Joana Almeida
  • Texto
  • Fátima Ramos
criança pequena com aspeto adoentado e mão feminina com termómetro digital

iStock

Nos últimos meses, houve notícias sobre um ligeiro aumento dos casos de doença de Kawasaki em vários países. Alguns desses doentes, de acordo com o que tem sido divulgado, também revelaram resultados positivos no teste à covid-19, mas não há evidência da associação entre as duas patologias.

O que é a doença ou síndrome de Kawasaki?

Trata-se de uma vasculite das pequenas e médias artérias, uma doença aguda rara caracterizada pela inflamação das paredes dos vasos sanguíneos. Segundo as estimativas, afetará, anualmente, cinco a 15 em cada 100 mil crianças europeias com menos de 5 anos. Em Portugal, entre 2000 e 2011, registaram-se 470 casos, segundo um estudo publicado no The Pediatric Infectious Disease Journal, o que significa 6,5 casos novos a cada ano.

O que causa a doença de Kawasaki?

A causa da doença é desconhecida, mas pensa-se que pode dever-se à presença de vírus ou bactérias que desencadeiem uma resposta imunitária excessiva. A genética poderá ter também um papel importante nesta matéria. O problema é mais frequente em países asiáticos, como o Japão (onde foi identificada pela primeira vez), China e Coreia do Sul, e em populações asiático-americanas. Os rapazes parecem ser mais afetados do que as raparigas.

Pouco se sabe sobre a síndrome de Kawasaki. Contudo, tem-se observado que não é contagiosa e que surge, sobretudo, em crianças entre os seis meses e os cinco anos, com maior incidência nas que têm familiares que já sofreram da doença.

Diagnóstico com base nos sintomas

Não há testes ou exames médicos para diagnosticar a doença de Kawasaki. Em geral, o diagnóstico é feito com base nos sintomas, que incluem:

  • febre superior a 38,9 ºC, que pode persistir por mais de duas semanas e não desce aquando da toma de medicamentos antipiréticos, como o ibuprofeno;
  • olhos vermelhos, sem secreções;
  • lábios vermelhos, secos ou rachados;
  • língua vermelha, a chamada língua "framboesa";
  • palmas das mãos e solas dos pés inchadas;
  • manchas vermelhas e irregulares no corpo;
  • aumento de volume dos gânglios do pescoço;
  • descamação da pele, sobretudo junto das unhas, e na zona genital;
  • dores e inchaço nas articulações.

Adicionalmente, podem surgir sintomas menos específicos, como irritabilidade, náuseas, vómitos, dores abdominais, tosse e corrimento nasal.

Tratamento precoce evita complicações

Em geral, as crianças com suspeita ou diagnóstico de doença de Kawasaki são internadas no hospital. O tratamento de primeira linha consiste na administração de elevadas doses de imunoglobulinas (anticorpos). Se iniciado até 10 dias após o início dos sintomas, o tratamento reduz significativamente o risco de lesão das artérias coronárias, que fornecem o sangue ao coração.

A complicação mais frequente da doença é um aneurisma (saliência) na parede daquelas artérias, que pode romper e causar uma hemorragia interna ou formar um coágulo e contribuir para o enfarte do miocárdio. Daí a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

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