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Hemorroidas: como tratar e prevenir

Consumir alimentos riscos em fibras e um litro e meio de água por dia é essencial para prevenir as hemorroidas. Os tratamentos podem ir da pomada à cirurgia.

  • Dossiê técnico
  • Cristina Cabrita e João Oliveira
  • Texto
  • Cécile Rodrigues e Fátima Ramos
24 abril 2019
  • Dossiê técnico
  • Cristina Cabrita e João Oliveira
  • Texto
  • Cécile Rodrigues e Fátima Ramos
vaso com um cacto em cima de uma cadeira

iStock

As hemorroidas são veias inchadas na região anal. O problema é frequente e está associado a um aumento de pressão dos vasos sanguíneos à volta do ânus, que dilatam e ficam inflamados. Em cerca de 40% das situações, as hemorroidas não provocam sintomas, passando despercebidas. Quando não é o caso, podem causar comichão, ardor, dor intensa e hemorragias, com sangue vermelho vivo. Por vezes, depois da passagem das fezes, fica um nódulo no exterior do ânus, que é necessário empurrar para dentro.

Este problema é associado ao esforço que se faz na casa de banho, quando há obstipação, devido, por exemplo, ao consumo insuficiente de alimentos ricos em fibras. Mas as causas das hemorroidas ainda não estão bem esclarecidas. Podem dever-se também a diarreia crónica, vómitos recorrentes, tosse persistente, excesso de peso, obesidade ou gravidez. Levantar pesos regularmente, permanecer sentado durante longos períodos, o avançar da idade e os antecedentes familiares são outros fatores de risco.

Tratamento em casa

O primeiro passo para combater as hemorroidas é adotar todas as medidas possíveis para evitar o excesso de pressão sobre os vasos sanguíneos: aumente gradualmente o consumo de água e fibras (pão integral, feijão-branco cozido e cenoura crua são bons fornecedores) e evite a ingestão de alimentos gordos, bebidas alcoólicas e café. Convém ainda não adiar uma ida à casa de banho, já que pode contribuir para endurecer as fezes.

Não existem estudos a comparar a eficácia e a segurança a longo prazo das pomadas e dos supositórios utilizados no tratamento das hemorroidas. Porém, é sabido que alguns princípios ativos são mais indicados para determinados sintomas. Os que contêm anestésicos locais, como lidocaína ou cinchocaína, são indicados para a dor; o dobesilato de cálcio visa reduzir a hemorragia e a comichão; o óxido de zinco funciona como barreira contra agressões externas; a fenilefrina e a efedrina diminuem o calibre dos vasos.

Existem também medicamentos sujeitos a receita médica. Os que incluem corticosteroides, para reduzir o inchaço, a comichão e a inflamação, não devem ser usados durante mais de uma semana, uma vez que podem atrofiar a mucosa e causar ferimentos no ânus ou no reto.

Marque consulta médica

Na presença de hemorroidas extensas ou graves que não melhorem com tratamentos, poderá ser necessário recorrer a uma solução esclerosante para destruir o tecido em excesso ou aplicar uma ligadura elástica na base das veias dilatadas. Estes tratamentos são comuns em caso de hemorroidas internas: por falta de oxigénio, estas “morrem” em três a cinco dias, mas a recuperação total só ocorrerá passadas algumas semanas.

A aplicação de raios infravermelhos, de crioterapia (tratamento pelo frio) ou de eletroterapia são outras técnicas pouco dolorosas para acabar com hemorroidas sem grande gravidade. Geralmente, não requerem anestesia. É ainda possível remover as veias por cirurgia, sob anestesia.

Nenhuma intervenção garante uma solução definitiva: poderão surgir novas hemorroidas. É, por isso, importante apostar na prevenção.

 

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