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Robôs entusiasmam, mas ficam aquém dos aspiradores tradicionais

Não chegam aos calcanhares dos aspiradores convencionais, ainda que possam ser úteis para quem tem animais de estimação ou para manter a casa com bom aspeto até ter tempo para fazer uma limpeza a fundo.

  • Dossiê técnico
  • Mónica Pinto e Teresa Belchior
  • Texto
  • Inês Lourinho
02 julho 2021
  • Dossiê técnico
  • Mónica Pinto e Teresa Belchior
  • Texto
  • Inês Lourinho
Aspirador robô branco a limpar restos de terra e folhas num soalho de madeira

iStock

Soltar um robô para catar a sujidade que se acumula numa casa, sem ter de mexer o dedo mindinho, é ideia que seduz, e as redes sociais borbulham em discussões sobre as melhores opções para deixar o pavimento no pináculo do asseio. É visível o aumento do volume de pesquisas relacionadas com aspiradores-robô e, mais recentemente, com o Ikohs Netbot S12.

Porém, os testes mostram que este tipo de equipamentos ainda oferece uma eficácia de aspiração muito aquém da proporcionada pelos modelos clássicos: veja por si mesmo nos nossos comparadores.

Aspiradores-robô cumprem os mínimos

Os melhores aparelhos disponíveis no mercado não vão além de uma prestação razoável. Já o tão procurado Ikohs Netbot S12 revelou mesmo um mau resultado, com modestos 36% na Qualidade Global. Só consegue ter um bom desempenho a aspirar em pavimento duro, do tipo cerâmico ou em madeira. Em tapetes ou fendas, os resultados são bastante negativos, tal como na simulação de uma sala de estar, ou seja, a contornar os obstáculos e a limpar pequenos “montinhos” de cereais. Enquanto os modelos à venda não passarem da mediania, não podemos eleger Melhores do Teste nem Escolhas Acertadas. Esperamos que o panorama mude dentro em breve.

O robô ainda assim com melhor desempenho, merecedor do título de Mais em Conta, custa desde 120 euros, um preço ultraconvidativo. O nosso comparador está repleto de modelos que custam muito mais, em troca de resultados bem inferiores. Eficaz a remover cotão e migalhas em pavimentos duros, e as últimas em tapetes, o Vileda VR 102 falha, no entanto, em cantos, rodapés e fendas. Revela também alguma dificuldade em aspirar cotão e pelos de animais em tapetes. Mas é razoável a detetar obstáculos numa sala – e a desviar-se deles e a limpar os cereais espalhados no chão.

Dicas para escolher

Apesar dos dotes de sedução, os robôs não têm superpoderes. Nem mesmo os modelos que incluem sensores ditos inteligentes, câmaras e comandos remotos, que lhes permitem passear por sua casa sem, faça figas!, esbarrar com nenhum objeto e continuar a limpeza, dão superiores garantias de eficácia.

Muitos vêm com uma estação de carregamento (docking station), a que regressam automaticamente quando lhes falha a energia. Outros têm de ser ligados à corrente. Ao comprar um aspirador-robô, esteja atento às escovas. Mais formatos, mais facilidade em chegar aos recantos difíceis. E não se deixe deslumbrar pela tecnologia: no final, precisará sempre de um aparelho com boa eficácia de aspiração e depósito de capacidade razoável.

Não obstante as prestações modestas, os robôs podem ser úteis para quem tem animais de estimação ou para conservar a casa com bom aspeto antes de uma limpeza mais apurada. Descubra mais dicas para escolher no nosso guia de compras.

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