Dicas

Crédito à habitação: tudo o que precisa de saber

23 fevereiro 2020
homem a fazer contas com uma calculadora

Spread, Euribor, TAN, TAEG, taxa fixa ou variável... Descodificamos em 9 questões a linguagem do crédito à habitação.

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Comprar casa é um sonho de muitos portugueses. Mas, quando decidimos avançar, surgem dúvidas. Reunimos 9 dicas que ajudam a analisar as propostas dos bancos e explicam que cuidados deve ter.

Consulte alternativas de financiamento em vários bancos, para ampliar as possibilidades de escolha. No nosso simulador, basta indicar o valor do imóvel, quanto quer pedir ao banco e o prazo de empréstimo, para conhecer várias propostas do mercado.

Simular crédito à habitação

Há taxas e propostas de venda cruzada (contratação de outros produtos, como seguros, como forma de baixar o spread) muito diferenciadas no mercado. Simule também diferentes prazos de empréstimo: quanto mais curto, mais elevada será a prestação, mas menos juros terá pago no final.

Para evitar que o valor da prestação a pagar ao banco, seja só para casa, seja em conjunto com outros créditos já contratados, não represente mais do que 35% do orçamento líquido mensal do agregado familiar.

Negociámos um protocolo com o Crédito Agrícola que permite aos nossos subscritores aceder a algumas das melhores condições no crédito à habitação praticadas no mercado.

1. Devo avançar com a compra de casa?

Comece por analisar a situação financeira da família, as evoluções previstas (por exemplo, se a família vai aumentar) e a estabilidade dos rendimentos (como o tipo de vínculo à entidade patronal). Se tem orçamentos muito instáveis, não é aconselhável que contrate um crédito à habitação, uma vez que poderá não encontrar alternativas para cumprir as suas obrigações com o banco.

2. Vale a pena consultar vários bancos?

Sim. É natural que consulte desde logo o seu banco e pode ser que aí encontre melhores condições e facilidades de acesso ao financiamento. Mas não deixe de comparar propostas e de negociar. Ao contrário do que aconteceu nos últimos anos, os bancos estão agora mais predispostos a conceder crédito, pelo que as campanhas de captação de novos clientes vão surgindo e as condições oferecidas são variadas. Não se esqueça de que o banco escolhido tenderá a exigir-lhe algum envolvimento, através da abertura de conta naquela instituição e eventual subscrição de produtos.

3. Dois por cento é um bom spread? 

Os spreads (margem de lucro do banco) médios praticados atualmente rondam os 2%, mas já não é difícil encontrar bancos com spreads na ordem dos  1,5 por cento. Há até alguns que oferecem um pouco menos, sobretudo quando o valor do empréstimo é consideravelmente inferior ao valor do imóvel. E quando o valor de financiamento é mais elevado, já é possível contratar crédito habitação com spreads na ordem de 1 por cento.

4. Aceito a subscrição de outros produtos e serviços?

Se nada o impede de subscrever alguns produtos ou serviços bancários, como seguros, pagar as contas dos serviços essenciais por débito direto ou domiciliar o ordenado, pondere essa opção, pois permite reduzir o spread contratado. Como instrumento para comparar diferentes propostas de crédito, utilize sempre a Taxa Anual de Encargos Efectiva Global (TAEG). Quanto mais baixa for, mais barato será o crédito.

Perante ofertas de subscrição de produtos e serviços do banco, ou da seguradora que lhe está associada, rejeite os que representam um acréscimo injustificado de despesas no seu orçamento familiar. Aplicações financeiras com risco ou seguros de proteção ao crédito não são boa opção.

Quer saber o que é FINE, se escolhe a Euribor a 3, 6 ou 12 meses e se deve dar mais atenção à TAE ou à TAEG? Se já tem conta no site, clique aqui para aceder ao conteúdo exclusivo com as restantes 5 dicas do artigo. Caso contrário, clique no botão abaixo para se registar e continuar a ler.

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