última atualização: 14/09/2021

Autoconsumo, como escolher entre opções?

Caracterização:

  • Imóvel:

            -  Moradia de utilização mista: habitação e sede social de empresa unipessoal

            - Telhado a 4 águas (principais)

            -   Dimensões gerais: 9,7 (sul) x 8,3m

            -   Localização: Terrugem-Sintra

  • Consumos:

             -  Maioritariamente nocturnos

             -  Média arredondada últimos 12 meses: 90€

 

Objectivos (por ordem decrescente de importância):

  • Maximizar a auto-suficiência
  • Versatilidade: capacidade de ajustamento para necessidades futuras (adicionar painéis, baterias, etc.)
  • Fiabilidade e eficiência do equipamento
  • Prazo de garantia alargado
  • Minimizar o investimento
  • Capacidade de monitorização e controlo
  • Minimização manutenção

 

Dúvidas:

  • Qual o tipo de sistema/ composiçãocaracterísticas técnicas mais adequados à situação particular acima descrita?
  • Aproveitamento da energia excedente:

            -  Armazenamento (baterias)?

                   Quais as opções? Como escolher? Quais as respectivas vantagens e desvantagens?

           -  Venda à rede?

                  O processo apresenta dificuldades burocráticas

                  Aparentemente, as comercializadoras não se mostram (estrategicamente) muito interessadas e os valores pagos parecem ser irrisórios...  A venda é compensadora nestas condições?

          - Bloquear a cedência de energia gratuita à rede: como o fazer e qual o investimento necessário para o efeito?

  • Apoios oficiais

          - Quais os programas/ tipos de apoio aplicáveis

          -  É mais compensador concorrer como Particular ou Pessoa Colectiva

          - Como efectuar candidatura?

          - É conveniente entregar o processo de candidatura a uma empresa especializada?

d.   Equipamentos e empresas de montagem:

          - Quais os/as mais fiáveis e com menor taxa de reclamações

          - Quais os/os que apresentam melhor coeficiente custo/ benefício?

 

OBRIGADO!!!

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5 Comentários

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13/09/2021

Boa tarde Sr. José Barroso,

No seguimento do envio das suas questões, vimos por este meio esclarecer as dúvidas colocadas.

  • A dimensão e orientação do telhado é excelente, podendo caso necessite colocar uma boa quantidade de painéis. Tenha em consideração que as medidas de cada painel podem variar entre 1,60cm (comprimento) x 1m (largura) ou 2m x 1m;
  • Tendo em conta que a maioria dos consumos são noturnos, então não faz sentido colocar muitos painéis em funcionamento, pois irá ter um excedente de energia grande e o valor que atualmente pagam por essa energia injetada não é muito, cerca de 0,045€ por KWh (tarifa fixa);
  • É importante que verifique qual o seu consumo elétrico em KWh e não em euros. Se for possível tente avaliar qual o seu consumo diário, por exemplo retirando uma leitura do contador à 8h e outra ao final da tarde. Assim consegue perceber qual a quantidade de energia consumida nas horas de sol;
  • Se não desejar evoluir para baterias, então pode investir numa solução com microinversores, que pode ir aumentando à medida das suas necessidades. Se por outro lado quiser colocar as baterias então tem de adquirir um inversor central hibrido e colocar mais painéis suficientes para fazer arrancar o equipamento. Normalmente necessita de no mínimo 4 painéis no caso do inversor monofásico, mas se for aplicar um inversor trifásico então esse numero tem de ser superior. Nesta solução tem de colocar um medidor de consumos no quadro elétrico principal.
  • Pode consultar a página do Fundo Ambiental para verificar se ainda existem apoios. Ver em: https://www.fundoambiental.pt/apoios-prr/paes-2021.aspx.
  • Para fazer a injeção zero terá de instalar um equipamento de monitorização dos consumos no quadro elétrico principal e regra geral todas as marcas possibilitam a ativação dessa opção.

 

Estamos ao seu dispor para esclarecimento de outras dúvidas que tenha. Aconselhamos também à leitura dos artigos publicados na nossa página sobre este tema.

Cumprimentos,

Equipa das energias renováveis

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13/09/2021

Bom dia Sr. Barroso.
A sua questão é pertinente e comum na maioria das pessoas que pretendem instalar um sistema fotovoltaico.
Não lhe vou responder ponto a ponto mas dou-lhe uma ideia da minha experiencia:
Inicialmente eu fiz um estudo com um medidor de consumos durante dois meses para conseguir ter uma ideia muito próxima sobre os reais consumos que tinha. comprei este medidor: https://eot.pt/
Após analise, calculei uma media dos meus consumos e dimensionei os painéis para que não tivesse grande excedente de produção, pois não queria dar energia de borla para a EDP.
Hoje em dia todos os equipamentos apresentam garantia de 10 anos e os painéis de 20 anos. Todos os equipamentos no mercado são na generalidade bons. Como queria ter um retorno rápido, o investimento teria de ser o menor possível, por isso coloquei as marca de topo(LG, SMA) de lado e optei por marcas mais acessíveis com iguais anos de garantia(SOLAX, SUNPOWER)
Desloquei todos os meus consumos que eram possíveis para o dia(lavar roupa e louça) pois o pico de produção é entre as 11H e as 15H para otimizar o consumo.
Se puder optar por um sistema com baterias, excelente, mas é muito mais caro.
Espero ter ajudado.
Cumprimentos
Jorge Forte

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14/09/2021
, Respondeu:

Boa tarde Sr. Jorge,

A opção do equipamento de monitorização de energia é interessante e no seu caso fez essa ligação diretamente à porta “HAN” do contador de energia ou colocou o equipamento no seu quadro elétrico?

Atualmente ainda continua a utilizar este equipamento para acompanhamento dos consumos, versus a produção solar?

Relativamente aos inversores centrais antes da compra do equipamento devemos analisar as características técnicas, porque por exemplo um inversor de 1.5KW da marca SMA permite um máximo de potência em DC (corrente continua) de 3000Wp e tensões de serviço superiores na ordem dos 600V, mas por outro lado tem a desvantagem que para poder “arrancar” necessita de uma tensão mínima de 160V, ou seja implica a colocação de mais painéis. Por outro lado o inversor da Solax já permite iniciar com uma tensão de 55V, mas tem um máximo de DC de 1650W.

No seu caso e caso queira partilhar a sua experiencia com a comunidade, pedia que nos informasse do equipamento que colocou e qual a redução que verificou na sua fatura.

Obrigado,

Cumprimentos,

Equipa das energias renováveis

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10/09/2021

Muito interessante e pertinente este pedido de esclarecimento do José Barroso. Estou numa situação identica, em processo de apreciação de proposta para adjudicação.
Complementarmente gostaria de saber se vender à rede o excedente a electricidade produzida , é necessário colectar como independente e quais as implicações nas finanças ex. impostos e ao nivel dos alterações nos beneficios da segurança social .. como possivel subsidio de desemprego .. Obrigada

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14/09/2021
, Respondeu:

Bom dia Sr.ª Patrícia Pereira,

Caso seja possível envie-nos a descrição dos equipamentos que lhe estão a propor para que a possamos ajudar na sua decisão. Deverá avaliar qual o seu consumo diário (expresso em KWh), por exemplo retirando uma leitura do contador à 8h e outra ao final da tarde. Assim consegue perceber qual a quantidade de energia consumida nas horas de sol.

Para vender a energia excedente existe a necessidade de abrir atividade nas finanças, registando o valor que recebeu em cada ano. Pode utilizar o código nº 35113 do código de atividades económicas (CAE) ou o código nº 1519 do código do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (CIRS).

Relativamente ao IVA aconselhamos a leitura do ponto nº 5, do artigo 12º do Decreto Lei nº 363/2007. Em muitos casos o IVA é em autoliquidação, ou seja a empresa que lhe está a comprar a energia faz o acerto do IVA com o estado.

Poderá consultar a ACEMEL (Associação de comercializadores de energia no mercado liberalizado) e obter a informação relativa aos comercializadores que neste momento estão a comprar energia proveniente das UPAC`S.

É importante que a sua UPAC produza apenas a energia que irá consumir e não esteja sobredimensionada para que assim não esteja a injetar energia na rede elétrica com pouco beneficio monetário e com as outras implicação que poderão afetar o seu subsidio de desemprego.

Com os melhores cumprimentos,

Equipa das energias renováveis

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